Em 24 de agosto de 1814, durante a Guerra de 1812, tropas do Império Britânico incendiaram a capital dos Estados Unidos, Washington, D.C., incluindo a então chamada Presidential Mansion, edifício que mais tarde ficaria conhecido como Casa Branca. O ataque ocorreu após a Batalha de Bladensburg, em Maryland, quando forças britânicas derrotaram facilmente a milícia americana e avançaram cerca de 10 quilômetros até o coração político do país. As tropas eram comandadas pelo general Robert Ross e pelo vice-almirante Alexander Cochrane, e incluíam soldados regulares britânicos estacionados em colônias da América do Norte, especialmente no território do Upper Canada, região que hoje corresponde em grande parte ao sul do Canadá (Ontário). Na noite do ataque, prédios públicos estratégicos foram incendiados, como o Capitólio, o Departamento do Tesouro e a residência presidencial, cujas paredes externas de pedra resistiram às chamas, enquanto o interior foi completamente destruído.
É fundamental entender que o Canadá ainda não existia como país naquele momento: todo o território era colônia britânica, e a ofensiva foi uma retaliação direta à invasão americana de York (atual Toronto) em abril de 1813, quando tropas dos EUA saquearam e incendiaram edifícios governamentais britânicos em solo colonial. Ou seja, embora a decisão e o comando tenham sido da Inglaterra, o ataque partiu de território que hoje é canadense, usando soldados e infraestrutura da região. O incêndio de Washington marcou a única vez na história em que uma potência estrangeira capturou e destruiu a capital dos Estados Unidos, um episódio tão traumático que acelerou negociações de paz, culminando no Tratado de Ghent, assinado em dezembro de 1814.
Fontes de Pesquisa:
American Battlefield Trust — The Burning of Washington (1814).
National Park Service (U.S. Department of the Interior) — The Burning of Washington.

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