16.12.18

Cheiro de mato: odores emitidos pela natureza podem evitar estresse e câncer



Basta uma boa caminhada por uma mata fechada ou no meio de uma floresta para ter certeza do bem estar e da tranquilidade que os ares e odores do verde nos trazem. 

Cientistas da escola de medicina Nippon, em Tóquio, confirmaram objetivamente o que nosso corpo nos diz: sentir o cheiro da natureza pode diminuir dramaticamente a pressão do corpo humano e ainda estimular moléculas que combatem doenças diversas como o câncer.

Segundo o estudo, assim que os odores da floresta adentram o nosso organismo, os níveis de estresse e irritação diminuem-se imediatamente. 

A exposição mais prolongada e intensa ao cheiro do verde pode reduzir portanto a pressão arterial e fortalecer a imunidade dos corpos. 

O cientista Qing Li criou dentro da escola o centro de pesquisa International Society of Nature and Forest Medicine, que visa aplicar a aromaterapia baseada no odor das florestas como tratamentos alternativos. 

Efeito similar ocorre quando simplesmente olhamos às florestas - mesmo que em fotografias - mas o estudo de Li aponta efeito especialmente eficiente quando utilizados os odores. 

Se muitas vezes a ciência é fundamental para descobrir e inventar melhorias para nossas vidas, outras vezes sua tarefa é somente confirmar aquilo que a sabedoria popular e ancestral já sabe: dar uma volta em meio ao verde e respirar fundo faz um enorme bem para nossos corpos. 

Torna-se mais evidente que salvar a natureza é uma questão imediata de saúde pública.

Originariamente postado na página Redação Hypeness

Postado neste blog por Adinalzir Pereira Lamego

13.12.18

Perseguição Policial em Ricardo de Albuquerque, Zona Norte do Rio, na década de 1970



"Fotos mostram perseguição a bandido que fugiu da PM na porta da delegacia, mas foi capturado, há 40 anos.

Os policiais militares que prenderam João Ferreira, de 23 anos, acharam que ele estava sob controle, mas o assaltante não pensava da mesma forma. Assim que o camburão parou diante da 31ª DP (Ricardo de Albuquerque), naquela sexta-feira de 21 de julho, há 40 anos, o suspeito fingiu que estava com dor nas pernas e, percebendo a distração dos PMs, correu em direção à linha férrea. Quase foi atropelado por dois ônibus ao cruzar a Estrada Marechal Alencastro, enquanto os policiais gritavam e disparavam tiros na sua direção. Baleado na perna, ainda estendeu a fuga por 500 metros, invadindo quintais de casas na Avenida Nazaré até ser recapturado na Rua Beberibe.

A tentativa de fuga foi flagrada pelo fotógrafo Luiz Alberto Peña, que registrou todo o episódio. As imagens ganharam destaque na edição do GLOBO do dia seguinte.

João Ferreira foi preso por roubo de carros, na madrugada daquele dia. Na delegacia, depois da tentativa de fuga, ele contou que se encontrou com três cúmplices no ponto final da linha de ônibus 378, em Marechal Hermes. Os quatro cheiraram cocaína e decidiram praticar assaltos. Ao todo, roubaram três carros. Num dos crimes, renderam um morador do bairro de Guadalupe quando ele estava entrando em casa. De acordo com a reportagem da época, o bando pretendia estuprar a mulher do morador, mas desistiram ao ver uma viatura da polícia passando perto da residência. Fugiram, então, levando um carro modelo Volks SW-6087, além de 1.300 cruzeiros (cerca de R$ 1 mil), as alianças do casal e o relógio do homem.

Eles continuaram assaltando até que uma das vítimas avisou um carro da PM, que perseguiu os bandidos e capturou João Ferreira e um comparsa. Outros dois fugiram."

Originariamente postado na página do Acervo O Globo

Postado neste blog por Adinalzir Pereira Lamego

11.12.18

Ponte do Rio Guimbu/Sarapuí



Localizava-se entre os limites de São João de Meriti e Belford Roxo. O terreno que aparece na foto, está nos arredores da Fazenda do Engenho do Brejo (Antigo Calhamaço e Ipueira), que era praticamente bicentenário nesta época.

Esta ponte imperial, foi construída entre 1875 a 1880, sob o comando do engenheiro Antonio Gabrilelli. Serviu para fornecer tubos de ferro, válvulas e todo material de obras para construir a Represa da Rio D'Ouro, ao pé da serra do Tinguá. E tratou de resolver o problema da falta d'água na Côrte.

Para levar as peças com rapidez, foi necessário criar a Estrada de Ferro Rio D'Ouro, no período de obras da represa. O trem foi liberado aos passageiros, somente no ano de 1884.

Fotógrafo: Marc Ferrez / Ano: Cerca de 1880.

Na foto abaixo podemos ver o lugar da ponte nos dias de hoje.


Infelizmente a ponte foi substituída por uma estrada de rodagem, sem qualquer chance de ser preservada. Logo mais a frente fica localizado o centro da cidade de Belford Roxo.

Pesquisa de Cleydson Garcia

Originariamente postado na página Especial Rio Antigo

Postado neste blog por Adinalzir Pereira Lamego

9.12.18

Descoberta e registro de mais um sítio arqueológico no Estado do RJ

Igreja de São Benedito de Itaguaí


O registro dos sítios arqueológicos constituí uma maneira importante de se conhecer o passado de determinada região. Partindo de informações diversas, o reconhecimento de uma jazida arqueológica implica em muitos estudos, levantamentos e de outra forma referencias populares e muita sorte.

No mês de Outubro partimos rumo ao sul fluminense para tentar localizar os vestígios arqueológicos da Igreja de Sao Benedito de Itaguaí. A frente da expedição de reconhecimento o amigo e Historiador Eduardo Vieira que é o grande conhecedor de toda a região de Itaguaí e o baluarte do conhecimento historico de toda a região. Foi ele que nos levou ao local aonde existiu a Igreja.

A Igreja de São Benedito existiu até o início do século XX, tendo desabado ou demolida depois dessa época. Ela se situa em um promontório próximo ao Forte de Coroa Grande que está localizado no caminho por terra que ia da povoação de Mangaratiba para a de Itaguaí, no lugar de Coroa Grande (atual bairro de Coroa Grande). A Igreja era composta por estrutura retangular, com telhado de duas águas e uma fotografia do inicio do século XX a mostra ainda de pé.


O ano de 1688 marcou o início da instalação dos jesuítas na região de Itaguaí. A Aldeia de Itaguaí é considerada uma das mais importantes do Rio de Janeiro e uma das que possuíram maior duração, tendo chegado até meados do século XIX.

Antes do descobrimento do Brasil, os povos indígenas Tupinambás habitavam a futura cidade de Itaguaí. Em 1567, Mem de Sá expulsou os Tupinambás da região, trazendo povos indígenas Tupiniquins e Carijós, aliados dos portugueses. Porém, a fundação do aldeamento, que originou a atual cidade de Itaguaí, foi alvo de diversas polêmicas quanto à localização inicial, naturalidade dos índios e identidade dos fundadores. Enquanto há relatos de que a iniciativa da fundação da aldeia foi dos padres que atuavam nas vizinhanças, o historiador Monsenhor Pizarro aponta para o governador do Rio de Janeiro Martim de Sá, que teria mandado alguns índios para a ilha, atualmente conhecida como Jaguanum. Reforçando que a ideia de que a construção da aldeia de Itaguaí fez parte de um processo amplo e bem articulado pelas autoridades coloniais, podemos citar o fato de que a vizinha Mangaratiba foi fundada pelo mesmo Martim de Sá.

O registro do sítio arqueológico no CNSA foi feito ainda em Outubro. 


Por Claudio Prado de Mello

Originariamente postado na página do autor do texto

Postado neste blog por Adinalzir Pereira Lamego

4.12.18

A história esquecida do 1º barão negro do Brasil Império, senhor de mil escravos



Um próspero fazendeiro e banqueiro do Brasil nos tempos do Império, dono de imensas fazendas de café, centenas de escravos, empresas, palácios, estradas de ferro, usina hidrelétrica e, para completar a cereja do bolo, de um título de barão concedido pela própria Princesa Isabel. A biografia do empresário mineiro Francisco Paulo de Almeida, o Barão de Guaraciaba, não seria muito diferente de outros nobres da época não fosse um detalhe importante: ele era negro em um país de escravos.

No ano em que a Lei Áurea completa 130 anos, vale a pena conhecer a trajetória do primeiro e mais bem-sucedido barão negro do Império, um personagem praticamente desconhecido na História do Brasil. Empreendedor de mão cheia e com grande visão de negócios em um país ainda essencialmente agrário, ele tem uma trajetória que lembra a de outro barão empreendedor do Império, este bem mais famoso: o Barão de Mauá.

Com um patrimônio acumulado de 700 mil contos de réis, que garantia ao dono status de bilionário na época em que viveu, Almeida nasceu em Lagoa Dourada, na época um arraial próximo a São João del Rei, no interior de Minas Gerais, em 1826.

A origem da sua família é pouco conhecida. Filho de um modesto comerciante local chamado Antônio José de Almeida, na certidão de batismo consta como nome da mãe apenas "Palolina", que teria sido uma escrava. "Infelizmente não sabemos o destino de Palolina e a quem ela pertencia, mas, sim, ela era escrava", afirma o historiador Carlos Alberto Dias Ferreira, autor do livro Barão de Guaraciaba - Um Negro no Brasil Império.

O nome, porém, provoca discussões entre os descendentes do barão, já que, por um erro de grafia no registro, "Palolina", na verdade, seria Galdina Alberta do Espirito Santo, esposa de Antônio e considerada pelo próprio barão sua legítima mãe. "Certamente seu pai ou mãe tinham ascendência negra, mas não existe nenhum registro provando que ele era filho de escravo ou escrava", afirma a trineta do barão e guardiã da história da família, a secretária administrativa Mônica de Souza Destro, que mora em Juiz de Fora (MG).

Ainda na adolescência, Almeida começou a vida como ourives fabricando botões e abotoaduras em sua terra natal, na região aurífera de Minas. Nos intervalos, tocava violino em enterros, onde recebia algumas moedas como pagamento e os tocos das velas que sobravam do funeral, que utilizava para estudar à noite. Por volta dos 15 anos, tornou-se tropeiro entre Minas e a Corte, no Rio de Janeiro.

Nessas idas e vindas, ganhou dinheiro comprando e vendendo gado, conheceu muitos fazendeiros e negociantes nos caminhos das tropas e começou a comprar terras na região de Valença, no interior fluminense, para plantar café.

Imagem mostra uma das fazendas do barão.

Após casar-se com dona Brasília Eugênia de Almeida, com quem teve 16 filhos, tornou-se sócio do seu sogro, que também era fazendeiro e negociante no Rio de Janeiro.

Após a morte do sogro, assumiu todos os negócios e sua fortuna disparou: comprou sete fazendas de café espalhadas pelo Vale do Paraíba fluminense e interior de Minas. Apenas na fazenda Veneza, em Valença, possuía mais de 400 mil pés de café e cerca de 200 escravos. Levando-se em consideração que ele tinha outras áreas produtoras de café, o barão pode ter tido até mil escravos, segundo Ferreira.

"Não se trata de uma contradição ele ter sido negro e dono de escravos, pois tinha consciência do período em que vivia e precisava de mão de obra para tocar suas fazendas. E a mão de obra disponível era a escrava", diz Ferreira.

"Ainda que nos cause repúdio hoje em dia, o contexto de escravidão era uma coisa normal e era mão de obra que existia naquele tempo", completa Mônica, que prepara uma biografia do seu ancestral, ainda sem data para ser publicada.

Em sociedade com outros empreendedores com quem mantinha contato, Guaraciaba tornou-se banqueiro e fundou dois bancos: o Mercantil de Minas Gerais e o Banco de Crédito Real de Minas Gerais. A diversificação empresarial não parou por aí.

Em um período em que as ferrovias começavam a rasgar o território nacional, participou da construção da Estrada de Ferro Santa Isabel do Rio Preto (depois incorporada pela Rede Mineira de Viação), cujos trilhos passavam por suas propriedades, em Valença.

A ferrovia, que ligava Valença a Barra do Piraí e se tornou importante para escoar o café do Vale do Paraíba, foi inaugurada por D. Pedro 2º em 1883. Teriam começado aí as boas relações entre Guaraciaba e a família real, que culminariam na concessão do título de barão pela princesa Isabel, regente na ausência do pai, em 1887.

O título foi concedido por "merecimento e dignidade", em especial pela dedicação de Guaraciaba à Santa Casa de Valença, onde foi provedor. Mas entrar para a nobreza tinha um custo fixo e tabelado pela Corte: 750 mil réis.

Sempre atento às oportunidades de negócios que chegavam com o progresso, Almeida foi sócio fundador da primeira usina hidrelétrica do país, inaugurada em 1889, em Juiz de Fora (MG). A Companhia Mineira de Eletricidade, que construiu a usina, também foi responsável pela iluminação pública elétrica em Juiz de Fora. O barão, claro, foi um dos participantes e financiadores da modernidade que aumentou o conforto da população.

Dono de um estilo de vida condizente com a nobreza imperial, o Barão de Guaraciaba possuía uma confortável residência na Tijuca, no Rio de Janeiro, e outra em Petrópolis, destino de veraneio preferido dos ricos e da nobreza.


Antiga mansão do Barão de Guaraciaba, chamada de Palácio Amarelo, hoje é sede da Câmara Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro.

Na cidade serrana construiu uma mansão que posteriormente foi chamada de Palácio Amarelo e que hoje abriga a Câmara Municipal. Também fazia diversas viagens para a Europa, principalmente para Paris, para onde mandou seus filhos para estudar.

"Guaraciaba distinguiu-se por ter sido financeiramente o mais bem-sucedido negro do Brasil pré-republicano. Ele se tornou o primeiro barão negro do Império, notabilizando-se pela beneficência em favor das Santas Casas", afirma a historiadora e escritora Mary Del Priore.

Segundo ela, Almeida fazia parte de um pequeno grupo de mestiços de origem africana que conseguiram ascender financeira e socialmente.

O racismo, porém, permanecia arraigado na sociedade brasileira, independentemente da posição financeira, diz Priore. Alguns desses empreendedores, a exemplo do Barão de Guaraciaba, conquistaram ou compraram seus títulos de nobreza junto ao Império, sendo por isso chamados na época de "barões de chocolate", em alusão ao tom da pele.

"O sangue negro corria nas melhores famílias. Não faltavam casamentos de 'barões de chocolate' com brancas", completa a historiadora.

Após a proclamação da República, Guaraciaba começou a se desfazer dos seus bens, mas viveu uma vida bastante confortável até morrer, na casa de uma das filhas, no Rio de Janeiro, em 1901, aos 75 anos.

Seus herdeiros, inclusive alguns ex-escravos agraciados pelo dono e que permaneceram com o patrão após a alforria, receberam dinheiro e propriedades, e se espalharam pelos Estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais.

"Ele foi um grande empreendedor que acabou banqueiro, homem de negócios, fazendeiro e senhor de escravidão. É preciso empenho e coragem dos historiadores para estudar esses símbolos bem-sucedidos de mestiçagem", diz Mary Del Priore, que resgata um pouco da história do Barão de Guaraciaba em seu livro Histórias da Gente Brasileira.

Por Marcus Lopes

Imagens de Mônica de Souza Destro / Arquivo da Família

Origináriamente postado na página BBC News Brasil

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28.11.18

Inauguração da Ishibrás em Campo Grande - Rio de Janeiro - RJ



Em 25/01/1974 era inaugurada em Campo Grande (RJ) a Ishibrás nº 2 do grupo Ishikawajima do Brasil Estaleiros (multinacional japonesa). A fábrica era especializada em equipamentos sofisticados para usinas termelétricas, termonucleares, construção de estruturas metálicas, pontes rolantes, guindastes, equipamentos para indústria de aço etc.

A fábrica estava num ponto estratégico com vários pontos positivos na ótica empresarial.

Ao lado da linha férrea.
Mão de obra barata e farta.
Fácil acesso ao porto de Sepetiba que seria construído pouco tempo depois.


Vale lembrar que a estação ferroviária de Beijamim Dumont (Seu nome homenageia o Chefe da Superintendência da Eletrificação das linhas da Central do Brasil em 1935) foi inaugurada em 1971, no período de construção da Ishibrás e com acesso direto para dentro da fábrica da empresa.

Fotos
- AGCRJ

Pesquisa
- Guaraci Rosa

Originariamente postado na página Santa Paciência 

Postado neste blog por Adinalzir Pereira Lamego

26.11.18

Bernardo Bertolucci, anos 70



Antes de fazer cinema, estudou na Universidade de Roma "La Sapienza" e ganhou fama como poeta. Em 1961 trabalhou como assistente de direção no filme Accattone, de Pier Paolo Pasolini. Em 1962, dirigiu La commare secca, mas obteve reconhecimento com seu segundo filme, Antes da revolução, em que já demonstrava seu estilo político e comprometido com seu tempo. Em 1967, escreveu o roteiro de Era uma vez no Oeste, um dos melhores filmes de Sérgio Leone.

Já nos Estados Unidos, dirigiu O Conformista (1970), que chegou a ser indicado para o Oscar de melhor roteiro adaptado. Em 1972, a sua primeira obra-prima, Último Tango em Paris, escandalizou meio mundo e deu a Bertolucci mais uma chance de concorrer ao Oscar, desta vez como diretor. Depois de fazer 1900, um filme monumental e muito ambicioso, Bertolucci partiu para o drama intimista em La Luna.

Poucos cineastas demonstram tanta versatilidade, mantendo sempre sua marca autoral. Em 1987, consagrou-se com O Último Imperador, que recebeu nove Oscars, incluindo os de melhor filme e melhor diretor. Em O céu que nos protege (no Brasil), Um chá no deserto (em Portugal), nova obra-prima, rodado em 1990, em pleno deserto do Saara, Bertolucci extraiu interpretações fantásticas de Debra Winger e John Malkovich. Seguiram-se O Pequeno Buda e Beleza Roubada.

Seus últimos filmes falam de relacionamentos e sentimentos, são profundamente intimistas. Como Beleza Roubada e Assédio.

Faleceu aos 77 anos em Roma, em 26 de novembro de 2018.

Por Reinaldo Elias

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Cheiro de mato: odores emitidos pela natureza podem evitar estresse e câncer

Basta uma boa caminhada por uma mata fechada ou no meio de uma floresta para ter certeza do bem estar e da tranquilidade que os ares e...