terça-feira, agosto 18, 2026

Palacete Princesa Isabel

O palacete, de aspecto neoclássico, foi inaugurado em dezembro de 1881, com a presença do Imperador Pedro II, para funcionar como sede administrativa do Matadouro Público, na área da antiga Fazenda Imperial de Santa Cruz – RJ.

Em 1886, algumas salas abrigaram a Escola Santa Isabel, destinada aos filhos dos trabalhadores do Matadouro. No início da República, o Matadouro tornou-se tecnologicamente defasado e, aos poucos, a Escola foi ocupando todo o palacete.


Em 1921, com o nome de Escola Estados Unidos, ali eram ministrados cursos práticos e teóricos de agricultura, apicultura e trabalhos manuais, consolidando, assim, o uso educacional e cultural do espaço. Durante cerca de quarenta anos, a instituição dedicou-se ao ensino técnico, recebendo, em 1946, o nome de Escola Princesa Isabel.


Na década de 1970, o prédio encontrava-se em condições bastante precárias, e a escola foi transferida para outra edificação, especialmente construída nos fundos do terreno.


A antiga sede administrativa do Matadouro Público de Santa Cruz, foi considerada patrimônio cultural da cidade do Rio de Janeiro por suas características arquitetônicas e importância histórica, sendo tombada em maio de 1984, pelo Decreto Municipal nº 4.538.


Em 1993, a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro promoveu obras de restauração, adequação de uso, pesquisa arqueológica e educação patrimonial.

O Projeto e as Obras de Restauração e Adequação de Uso foram executados sob a orientação da Secretaria Municipal de Patrimônio Cultural, atual Subsecretaria de Patrimônio Cultural, Intervenção Urbana, Arquitetura e Design (SUBPC), da Secretaria Municipal de Cultura, com fiscalização da Riourbe.

A proposta visava à preservação do monumento para as gerações futuras e à sua reinserção no cotidiano da comunidade, por meio da implantação do Núcleo de Orientação e Pesquisa Histórica(NOPH), que abriga a sede do Ecomuseu, um auditório multiuso, a Biblioteca Popular de Santa Cruz – Joaquim Nabuco, salas de exposição, cursos, oficinas, música e dança.

Imagens melhoradas por IA: 1, 2 e 3.

Imagens originais: 4, 5 e 6 – Vinicius Guerra. 

Siga: Acervo Santa Cruz. @acervosantacruz

https://www.instagram.com/acervosantacruz?igsh=MWUzNTRtZ3k1a25leg==&igsi=MWUzNTRtZ3k1a25leg==

domingo, agosto 16, 2026

Fotos inéditas da história de Santa Cruz reveladas através de campanha de arrecadação de fotos.

Clique na foto acima para visualizar melhor!

Essas imagens incríveis foram obtidas através da campanha de arrecadação de fotos e enviadas por @claudia_davies_bosi, passando agora a integrar o acervo do Raízes de Santa Cruz. São registros inéditos, nunca antes revelados, que ajudam a preservar e contar a história de Santa Cruz.

As fotografias retratam Santa Cruz entre as décadas de 40, 50 e início dos anos 60, mostrando cenas do cotidiano, construções, festas e locais que marcaram gerações.

Seu pai, Rubem Luiz Bosi, militar da Aeronáutica que serviu na Base Aérea de Santa Cruz, registrou momentos valiosos da história do nosso bairro. A família Bosi, de origem italiana, foi uma das famílias tradicionais da região e possuía diversos imóveis em Santa Cruz.

Clique em todas as fotos abaixo para visualizar melhor!

Primeira foto: antigo Posto Santa Terezinha, na esquina da Felipe Cardoso com a Avenida Isabel. Hoje, no local, funciona o posto Shell.

Segunda foto: Avenida Felipe Cardoso com as barracas da antiga feira tradicional de Santa Cruz.

Terceira foto: amigos de Rubem Luiz Bosi na juventude, sentados na Praça do Ringue, onde atualmente fica o terminal do BRT.

Quarta foto: antiga casa localizada na Praça Marquês de Herval.

Quinta foto: reunião no tradicional Grêmio Procópio Ferreira.

Sexta foto: barraca de comidas típicas árabes da antiga feira tradicional.

Sétima foto: Praça do Ringue, com vista em direção à Felipe Cardoso, sentido Shopping Santa Cruz.

Oitava foto: antiga casa onde hoje funciona a creche do Apolo 12, na Rua General Olímpio.

Nona foto: final da Felipe Cardoso, com o antigo telhado da Estação de Santa Cruz aparecendo ao fundo.

Cada fotografia preservada é um pedaço da memória de Santa Cruz que continua vivo através das gerações. 

Se você também possui fotos antigas de Santa Cruz guardadas em casa, participe dessa nossa campanha de arrecadação de fotos e envie pra gente!

Todas as fotos foram remasterizadas e colorizadas por Inteligência Artificial.

Pesquisa realizada pelos perfis @raizesdesantacruz e @profcarvalho1

#RaizesDeSantaCruz #SantaCruzRJ #HistoriaDeSantaCruz

domingo, julho 26, 2026

Foto aérea raríssima de Santa Cruz, registrada no ano de 1938


Nessa foto aérea raríssima de Santa Cruz, registrada no ano de 1938, podemos ter uma noção e ver diversos pontos que ainda estavam em plena atividade: o que não existe mais e o que ainda permanece.

Antes de mais nada, o que mais chama a atenção nesse registro é que a topografia do lugar continua inalterada, com suas ruas e traçados, sendo alterados apenas o antigo Hospital Imperial, o galpão de abastecimento de comida do bairro e a Caudelaria. E, claro, uma casa ou outra que foi demolida ao longo do tempo para ser construída outra no lugar, o famoso apagamento histórico.


Começamos pelo atual Batalhão de Engenharia Villagran Cabrita. Na fotografia, aparece toda a parte do complexo do atual quartel, com suas construções laterais, a parte de trás e, principalmente, o seu grande campo, conhecido como Campo de Santa Cruz, que aparentemente ainda era aberto ao público, já que estava sem os muros cercando completamente a unidade. Assim como acontece na Quinta da Boa Vista, o local era um espaço de lazer e cultura.

Vemos também o antigo Hospital Real e Imperial, (aproximadamente onde hoje fica o atual hospital Pedro II). Uma construção comprida ao lado da rua que hoje entra no hospital pela lateral, e que foi o segundo hospital do bairro, uma construção feita posteriormente ao que existia dos Jesuítas ao lado do Palácio. Ele foi construído entre os anos de 1818 e 1821, durante o reinado de D. João VI (não confundir com o atual fórum). Toda a construção foi feita com o objetivo de ser mais ampla e possuir maior ventilação para evitar doenças respiratórias. Na época, não era permitido que houvesse construções mais altas que o Palácio, e ele era provavelmente uma das únicas edificações a possuir a mesma altura.


Ao lado do hospital, em uma construção robusta, de acordo com minhas pesquisas, esse lugar funcionava como um armazém, depósito e local de abate de animais de pequeno porte. Ele abastecia o hospital ao lado e, muito provavelmente, a população do bairro. Na época, Santa Cruz ainda era um bairro inteiramente rural, então era necessário guardar outros tipos de alimentos e grãos que muitas vezes não eram produzidos aqui. Assim, seria uma segunda alternativa para quem não queria comprar carnes vindas do Matadouro Imperial.

Atravessando a rua, não podemos deixar de notar a Caudelaria Imperial, local onde ficavam os cavalos durante o período do Império. Animais das mais diversas raças e pertencentes a várias personalidades importantes e membros de famílias reinantes ficavam nesse lugar histórico. Inclusive, acredita-se que os cavalos do futuro Imperador D. Pedro I e seus companheiros tenham ficado ali, tanto para descansar antes de partir rumo a São Paulo quanto na volta, quando ele deu uma festa de três dias em comemoração à Independência do Brasil no Palácio Imperial de Santa Cruz.

Do outro lado da rua, no mesmo complexo, ficavam a área de limpeza e de lazer dos cavalos, onde hoje ficam a Escola Joaquim da Silva Gomes e a Coordenadoria Regional de Educação.

Também não podemos deixar de falar do traçado inalterado das ruas, que permanece até os dias de hoje. A imagem mostra parte da Rua Felipe Cardoso e também a Rua Senador Camará, que naquela época se chamava Rua do Comércio e era o centro do bairro. Além disso, vemos o atual fórum, que na época ainda funcionava como a Escola Mixta do bairro. Muitos não sabem, mas ela foi construída em formato numeral 2 em algarismo romano pra homenagear o criador dessa escola que foi o Imperador D.Pedro II. Também vemos a linha férrea, que nesse registro ainda possuía a ligação de extensão de Santa Cruz até Mangaratiba, pois nessa época já haviam estendido a linha férrea, que anteriormente ia apenas até a cidade irmã e histórica de Itaguaí.

Pesquisa realizada pelo excelente perfil: @acervosantacruz

Fotos colorizadas por Inteligência Artificial do: @arquivo_rio