terça-feira, 6 de dezembro de 2022

"Atos de revolta: imaginando outra história" no Palacete Princesa Isabel

 
O Palacete Princesa Isabel recebe até este domingo, 11 de dezembro, a exposição “Atos de revolta: imaginando outra história”, da artista maranhense Gê Viana.

A mostra foi desenvolvida em conexão com “Atos de revolta: outros imaginários sobre independência”, em cartaz no MAM Rio, em que Gê Viana participa com a série “Couro laminado”.

Em sua pesquisa artística, Gê Viana revisita o arquivo iconográfico brasileiro. Na mostra, trabalhos são criados a partir de fotomontagens e colagens digitais, em que a artista relê obras dos europeus Jean-Baptiste Debret e Johann Moritz Rugendas, reconfigurando o imaginário visual e produzindo imagens em que pessoas negras e indígenas ganham o direito ao descanso, à alegria, à abundância e à liberdade.

A exposição integra um conjunto de ações de fomento à cultura que o MAM Rio realiza no bairro de Santa Cruz em parceria com a Ternium, patrocinadora estratégica do museu. Fazem parte deste escopo oficinas presenciais de prática artística em escolas públicas; visitas mediadas com grupos de alunos de escolas públicas nas exposições do museu e a participação de educadores e gestores culturais de Santa Cruz nos cursos realizados pela instituição.

Funcionamento: de terça a sábado, de 10h às 15h. Entrada gratuita.

Fonte de consulta: @mam.rio

Postado neste blog por Adinalzir Pereira Lamego.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

Hospital São Zacharias, para crianças

 
'Havia, nesta cidade, uma instituição que usurpava universais aplausos e merecidas simpatias, unânimes: era o Hospital S. Zacharias, para crianças.

No morro do Castelo, olhando para o mar, com as amplas janelas abertas, o Hospital S. Zacharias, batido fortemente pelo sol e fartamente arejado, era uma prova do quanto se pode fazer, de útil e nobre, pelas crianças pobres.

Quantos tiveram ocasião de percorrer as dependências do São Zacharias, onde asiladas, enfermeiras e irmãs caridosas se desdobravam em desvelos pela saúde das crianças, delas saíram cheios de alegria, louvando quem tanto contribuiu para a construção do estabelecimento e, igualmente, a administração da Santa Casa e a respectiva direção médica.

Demolido o Castelo, desapareceu o único hospital para crianças que o Rio de Janeiro possuía: as crianças removidas, então, para o Hospital de S. Sebastião, em grande maioria sucumbiram.

E apesar de decorridos alguns anos, já, o novo hospital, que se anunciou em substituição ao S. Zacharias, não foi ainda construído.

De certo tempo a esta parte, há, contra a secular instituição que é a Santa Casa de Misericórdia, inexplicável e injusta má vontade por parte dos poderes públicos e da população mal orientada: quase todos os favores, que por lei gozava a Santa Casa, foram suprimidos, e o próprio imposto predial lhe está sendo cobrado, esquecidos reais serviços que essa instituição tem prestado ao povo.

Sem essas vantagens de ordem pecuniária, a Santa Casa luta com sérias dificuldades e só por esforço muito louvável é que pode manter os vários hospitais, asilos, estabelecimentos de educação, etc.'

O Hospital São Zacharias foi inaugurado em 29 de junho de 1914. Nome dado em homenagem ao provedor da Santa Casa de Misericórdia, o conselheiro Zacharias de Goes e Vasconcellos (1815-1877), eminente personalidade nos tempos da Monarquia.

Fontes consultadas: "Imperdoável delonga", no Imparcial: Diario Illustrado do Rio de Janeiro e O Imparcial (RJ), 21/04/1927. Acervo da Biblioteca Nacional.

Hospital São Zacharias no Morro do Castelo. MALTA, Augusto, 11/03/1922. Imagem colorizada pelo perfil @morrodocastelo

Postado neste blog por Adinalzir Pereira Lamego.

terça-feira, 29 de novembro de 2022

O comércio no mundo islâmico medieval

 
Sob o domínio do Califado Abássida, o comércio marítimo através do Golfo Pérsico prosperou, com navios árabes negociando até o sul até Madagáscar e até o leste até a China, Coréia e Japão. A crescente economia de Bagdá e de outras cidades inevitavelmente levou à demanda por itens de luxo e formou uma classe de empresários que organizavam caravanas de longo alcance para o comércio e depois a distribuição de seus produtos. Uma seção inteira no suq do leste de Bagdá foi dedicada a produtos chineses. Os árabes negociaram com a região do Báltico e chegaram ao norte até as Ilhas Britânicas.

Dezenas de milhares de moedas árabes foram descobertas em partes da Rússia e da Suécia, que testemunham as redes comerciais abrangentes estabelecidas pelos abássidas. Comerciantes islâmicos negociavam com uma ampla variedade de mercadorias, incluindo açúcar, sal, têxteis, especiarias, escravos, ouro e cavalos. A extensão do Império Islâmico permitiu que os comerciantes comercializassem mercadorias desde a China até a Europa. Muitos comerciantes tornaram-se bastante ricos e poderosos.

Comerciantes muçulmanos empregavam portos em Bandar Siraf, Basra e Aden e alguns portos do Mar Vermelho para viajar e negociar com a Índia e Sudeste Asiático. As rotas terrestres também foram utilizadas na Ásia Central. Empresários árabes estavam presentes na China já no século VIII. Comerciantes árabes navegavam pelo Mar Cáspio para alcançar e negociar com Bukhara e Samarcanda.

Muitas caravanas e mercadorias nunca chegaram aos destinos pretendidos. Algumas exportações chinesas morreram em incêndios, enquanto outros navios afundaram. Dizia-se que qualquer um que chegasse à China e voltasse ileso era abençoado por Deus. Os árabes também estabeleceram comércio terrestre com a África, principalmente de ouro e escravos. Quando o comércio com a Europa cessou devido às hostilidades, os judeus serviram de elo entre os dois mundos hostis.

Fonte de consulta: @sacaessahistoria (Instagram)

Postado neste blog por Adinalzir Pereira Lamego.

domingo, 20 de novembro de 2022

Maria Firmina dos Reis e a redescoberta da literatura brasileira


A trajetória intelectual de Maria Firmina dos Reis pode ser considerada bastante incomum se a compararmos com a dos demais escritores e personalidades de seu tempo. Conversamos com Rafael Balseiro Zin, sociólogo e pesquisador do Núcleo de Arte, Mídia e Política da PUC-SP, onde cursa o doutorado em Ciências Sociais e vem aprofundando seus estudos sobre a autora por meio de uma tese na qual investiga a participação de escritoras abolicionistas do Brasil-império na luta contra a escravidão.

Zin nos conta um pouco mais sobre essa maranhense que nasceu em 11 de março de 1822, na ilha de São Luís, e foi registrada como filha de João Pedro Esteves e Leonor Felipe dos Reis, mas nunca conheceu o pai.

 Aos cinco anos teve que se mudar para o município de Viamão, onde foi acolhida na casa de uma tia materna mais bem situada economicamente. Essa mudança possibilitou sua primeira formação, além do apoio que teve do jornalista, escritor e gramático maranhense Francisco Sotero dos Reis, a quem deve sua cultura, como afirma em diversos poemas.

Cresceu em uma casa de mulheres, na companhia da avó, da mãe e de suas duas únicas amigas, a prima Balduína e a irmã Amália Augusta dos Reis. Em 1847, aos 25 anos, foi aprovada em um concurso público para a Cadeira de Instrução Primária em Guimarães, tornando-se, a primeira mulher a integrar oficialmente os quadros do magistério maranhense como professora efetiva. Aposentou-se em 1881 e fundou a primeira escola mista e gratuita do País, no vilarejo de Maçaricó.

“Úrsula”, sua primeira obra, foi publicada em 1859, em São Luís, pela Tipografia do Progresso. Sob o pseudônimo “Uma Maranhense…”, de forma inédita, a autora aborda a questão da servidão a partir do entendimento do negro. Num momento em que as mulheres viviam submetidas a inúmeras limitações e preconceitos, a ausência do nome, somada à indicação da autoria feminina, aliam-se ao tratamento absolutamente inovador dado ao tema da escravidão no contexto do patriarcado brasileiro.

Em seu romance inaugural, Firmina já expunha as duras condições do cativeiro, revelando as contradições entre a fé cristã e as crueldades do regime escravagista. Foi um exemplo de erudição, mas apesar de ocupar um lugar proeminente no cenário cultural maranhense oitocentista ficou esquecida por décadas. Esse possível silenciamento ideológico teria vindo das elites condutoras da vida intelectual brasileira e perdurado por mais de um século. Firmina morreu em 11 de novembro de 1917, cega, pobre e sem nenhuma honraria.

Apesar da tímida produção literária, Maria Firmina dos Reis é um dos nomes mais importantes para a historiografia da literatura brasileira. “Úrsula” está consolidado como o primeiro romance de autoria negra e feminina do Brasil, além de ser o primeiro de cunho abolicionista. É também o romance inaugural da chamada literatura afro-brasileira, entendida como a produção literária que tematiza a negritude sob uma perspectiva interna. Os contos “Gupeva” e “A escrava” e o livro de poesias “Cantos à beira-mar” são outras obras de destaque.

Firmina encontrou na literatura uma forma de expressão estética e política. Mesmo não tendo vivido sob a condição de cativa, assistiu de perto as mazelas da escravidão, o que fica evidente em boa parte de seus trabalhos. Alguns de seus textos literários ou jornalísticos provavelmente não chegaram ao nosso conhecimento. Como as políticas de preservação dos acervos históricos nacionais nunca receberam a devida atenção dos governantes, especula-se que uma parte de suas criações possa ter se perdido.

Apesar das conquistas sociais da população negra nos últimos anos, o racismo e o sexismo continuam estruturando as relações sociais no Brasil. Por esse motivo, as recentes reedições das obras de Maria Firmina dos Reis tornam-se fundamentais, uma vez que denunciam o lugar social destinado a negros e mulheres em nosso País.

Para se ter uma ideia, de setembro do ano passado, quando rememoramos o centenário de falecimento da autora, até novembro deste ano, já foram publicadas 11 novas edições do romance Úrsula.

Obras clássicas da nossa literatura fizeram aniversário em 2018 e não tiveram a mesma repercussão. “Urupês”, de Monteiro Lobato, por exemplo, completou o seu primeiro centenário de publicação neste ano. “Macunaíma”, de Mario de Andrade, fez 90 anos. “Vidas secas”, de Graciliano Ramos, atingiu 80 anos de publicação.

“Úrsula” passou a integrar a lista de leituras obrigatórias para o vestibular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). A instituição mudou a concepção da prova de literatura para o exame de 2019 e incluiu as obras de Maria Firmina dos Reis, Carolina Maria de Jesus (já contemplada na edição do ano passado) e Florbela Espanca.

No ano do centenário de falecimento da autora, o Centro de Pesquisa e Formação do SESC-SP promoveu um ciclo de debates intitulado “Desvendando Maria Firmina dos Reis”. Como desdobramento desse primeiro encontro foi criada a Rede de Pesquisadores sobre Maria Firmina dos Reis, que conta com cerca de quarenta membros de 17 estados.

O objetivo é articular e aprofundar os estudos sobre a autora, além de fazer circular as informações e as novas documentações em torno do seu nome. Ao mesmo tempo, divulgar suas ideias e fazer com que passe a ocupar o lugar que lhe é devido: o de pioneira das belas-letras nacionais.

Em 2019, comemoram-se os 160 anos de publicação da primeira edição do romance “Úrsula” e em 2022, os 200 anos de nascimento da autora. Com essa novidade, e somando esforços de pesquisa, espera-se conseguir fortalecer e espraiar pelos quatro cantos do país o pensamento e os escritos dessa maranhense.

“Embora a atuação política de Maria Firmina dos Reis tenha se dado de modo indireto e através das letras, ela não pode e nem deve ser subestimada. Até porque, a resistência e a luta das mulheres contra a escravidão resgatam uma forma de participação informal exercida quase sempre fora das esferas de poder e dos quadros político-partidários.

Portanto, recuperar a produção literária e as ideias dessa escritora, uma das poucas intelectuais negras do século XIX, revela de que forma, naquela decadente sociedade brasileira oitocentista, os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade se estabeleceram e se propagaram, contribuindo na luta pela construção de um país mais justo e sem opressão”, conclui Zin.

Texto e pesquisa em Carta Capital.

Imagens do Google Doodle.

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segunda-feira, 14 de novembro de 2022

O Antigo Aqueduto de Segóvia


É um aqueduto romano e um dos monumentos antigos mais importantes e mais bem preservados deixados na Península Ibérica pela civilização romana. Como o aqueduto carece de uma inscrição legível, uma delas foi aparentemente localizada no subsolo de sua estrutura. A sua data de construção não pode ser até hoje definitivamente determinada. De modo que a data geral de sua construção foi durante muito tempo um mistério. Embora acredita-se que ele tenha sido construído durante o século I d.C. No reinado dos imperadores Domiciano, Nerva e Trajano.

Os primórdios de Segóvia também não são definitivamente conhecidos. O povo Arevaci foi conhecido por ter povoado a área antes dela ser conquistada pelos romanos. As tropas romanas que foram enviadas para controlar a área foram ficando para trás e acabaram se estabelecendo no local. De modo que toda essa área acabou ficando sob a jurisdição do Tribunal Provincial Romano (latim: conventus iuridici) cuja sede estava localizada em Clunia.

Esse aqueduto é o mais importante marco arquitetônico e turístico da cidade. Ele foi mantido em funcionamento ao longo de todos esses séculos e preservado em excelentes condições. Chegando a fornecer água para a Segóvia até meados do século XIX.

Fonte de consulta: sacaessahistoria (Instagram)

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sábado, 12 de novembro de 2022

Foto panorâmica da cidade de Nova Iguaçu nos anos de 1968

 
Em primeiro plano podemos ver a antiga rodoviária Getúlio de Moura, ao fundo a Igreja Matriz de Nossa Senhora de Fátima e São Jorge e o Edifício Ignácio de Melo em construção.

A foto foi tirada em 1968, sendo publicada em 1970, em uma revista do IBGE, que tinha como finalidade mostrar o desenvolvimento do município de Nova Iguaçu. Que para eles havia passado de cidade rural para um centro urbano e moderno de grande importância, por isso o instituto escolheu fotografar os mais modernos pontos do Centro da cidade.

Porém, sabemos que a cidade estava longe de ser um grande Centro Moderno, pois sofria com a falta de abastecimento de água, os serviços de luz e o saneamento básico também eram precários. Até hoje essas questões não foram resolvidas no centro e principalmente nos bairros mais afastados.

Fontes de Consulta:

História de Nova Iguaçu por Moduan Mateus.

Reorganização Espacial na Área Central de Nova Iguaçu: O Centro Velho e o Centro Novo por Everaldo Lisboa dos Santos.

Site Oficial da Câmara Municipal de Nova Iguaçu e Revista do IBGE.

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terça-feira, 8 de novembro de 2022

Presidentes do Brasil até os dias atuais

 
Todos os presidentes do Brasil nas várias fases da República:

Primeira República 1889-1930:

Deodoro da Fonseca (1889-1891)

Floriano Peixoto (1891-1894)

Prudente de Morais (1894-1898)

Campos Sales (1898-1902)

Rodrigues Alves (1902-1906)

Afonso Pena (1906-1909)

Nilo Peçanha (1909-1910)

Hermes da Fonseca (1910-1914)

Venceslau Brás (1914-1918)

Delfim Moreira (1918-1919)

Epitácio Pessoa (1919-1922)

Artur Bernardes (1922-1926)

Washington Luís (1926-1930)

Governo Provisório e Constitucional de Vargas 1930-1937:

Getúlio Vargas (1930-1937)

Estado Novo 1937-1945:

Getúlio Vargas (1937-1945)

Quarta República 1945-1964:

José Linhares (1945-1946)

Eurico Gaspar Dutra (1946-1951)

Getúlio Vargas (1951-1954)

Café Filho (1954-1955)

Carlos Luz (1955)

Nereu Ramos (1955-1956)

Juscelino Kubitschek (1956-1961)

Jânio Quadros (1961)

Ranieri Mazzilli (1961)

João Goulart (1961-1964)

Ranieri Mazzilli (1964)

Ditadura Militar 1964-1985:

Humberto Castelo Branco (1964-1967)

Artur da Costa e Silva (1967-1969)

Emílio Médici (1969-1974)

Ernesto Geisel (1974-1979)

João Figueiredo (1979-1985)

Nova República 1985-ATUALMENTE

José Sarney (1985-1990)

Fernando Collor de Melo (1990-1992)

Itamar Franco (1992-1995)

Fernando Henrique Cardoso (1995-2003)

Lula (2003-2011)

Dilma Rousseff (2011-2016)

Michel Temer (2016-2019)

Jair Bolsonaro (2019-ATUAL)

Créditos: "Kauã Freitas".

Postado neste blog por Adinalzir Pereira Lamego.