terça-feira, fevereiro 17, 2026

Quem foi Belisário dos Santos?

No centro do bairro de Campo Grande, Zona Oeste do Rio de Janeiro, localiza-se um dos principais pontos históricos da região: a igreja de Nossa Senhora do Desterro. Com seu início remontando a uma capela que deu origem à Freguesia de Nossa Senhora do Desterro, em 1673, em terras que hoje situa-se o bairro de Bangu, e mais tarde transferida para o atual local, no centro de Campo Grande, a Paróquia, durante 44 anos, teve como vigário uma grande figura da história do bairro: Padre Belisário Cardoso dos Santos. 

De 1847 a 1891, Belisário dos Santos, nascido em Campo Grande, foi vigário da Matriz de Nossa Senhora do Desterro. No ano de 1882, durante o seu ministério, o templo foi praticamente destruído por um incêndio. Pra combater o fogo, foram chamados os bombeiros da corte (lembrando que à época ainda não existia um corpo de bombeiros no bairro), organizando-se um trem especial para trazê-los. Porém, os carros puxados por animais ficaram presos no areal localizado na rua da Matriz, depois da estação. Mesmo depois de uma ajuda de juntas de boi, os veículos não conseguiram chegar a tempo, sobrando apenas ruínas.
Mas, a igreja, através de esforços do povo, de fazendeiros, do Governo Imperial e principalmente do empenho do Vigário Belisário dos Santos, foi reconstruída. 

Padre Belisário dos Santos faleceu em 1891, sendo enterrado no cemitério que localizava-se em frente à Paróquia. Seus restos mortais foram levados para a igreja.

Mais tarde, a casa paroquial, residência do Padre Belisário, que localizava-se próxima à Matriz, na rua Augusto Vasconcelos, passou a ser o colégio Belisário dos Santos.

O tradicional colégio foi inaugurado em 1941, sendo presente no bairro de Campo Grande até 2014, quando foi demolido, dando lugar a um estacionamento. 

Fonte consultada: Rumo ao Campo Grande por trilhas e caminhos. Fróes, José Nazareth de Souza e Gelabert, Odaléa Ranauro Enseñat. Rio de Janeiro. 2005.

Pesquisa realizada pelo blog Memórias de Campo Grande: 
@http://memoriascampogrande.blogspot.com/2026/01/quem-foi-belisario-dos-santos.html?m=1

sexta-feira, fevereiro 13, 2026

Fazenda Nacional de Santa Cruz


Começou a trajetória da minha dissertação do Mestrado: A Regularização Fundiária nas terras da Fazenda Nacional de Santa Cruz. E nada melhor que estar pessoalmente onde a história do Brasil aconteceu e conhecer a sua história. Obrigada Andressa Lobo do @descubrasantacruzrj Pelo passeio turístico e pelos ensinamentos que enriqueceram de forma muito valiosa a minha pesquisa!

O melhor de tudo, escrever sobre algo que está acontecendo. Estamos próximos à doação das terras pelo @incra.oficial para a @prefeitura_rio, que vai seguir com a regularização fundiária de tantas famílias que já ocuparam grande parte do território. E o cartório já está pronto para abrir estas matrículas. Será um processo longo, mas vou lutar para que aconteça.

E muito agradecida por estar sendo apoiada pela minha orientadora @dusekpatricia no @ppgdl_unisuam. Este é um dos capítulos importantes da minha história e trajetória.















Repostado do perfil do instagram da @arqrobertamendes

sábado, fevereiro 07, 2026

O Palácio do Itamaraty, sinônimo da diplomacia brasileira


O Palácio do Itamaraty do Rio de Janeiro, construído entre 1851 e 1855 pelo arquiteto José Maria Jacinto Rebelo, para Francisco José da Rocha Leão (1806-1883) , o conde de Itamarati e sua esposa Dona Maria Romana Bernardes da Rocha, que posteriormente à morte de seu marido, foi agraciada com o título de marquesa de Itamarati. Conhecido como "A sala de visitas do Brasil". O Palácio do Itamaraty, virou sinônimo da diplomacia brasileira, no período do Império era o principal ponto de cerimônias e festividades, da Corte, em contraste com a excessiva simplicidade e despojamento do Palácio de São Cristóvão.



















Foi sede do governo republicano de 1889 a 1898 e sede do Ministério das Relações Exteriores de 1899 a 1970. A relação estabelecida entre a diplomacia brasileira e o Palácio que ocuparam por sete décadas fez com que o termo Itamaraty se tornasse cognome oficial do referido ministério. Localizado na Avenida Marechal Floriano, 196. Atualmente o palácio é o escritório de representação do Ministério das Relações Exteriores no Rio de Janeiro. Parte do palácio abriga os grandes acervos do Museu Histórico e Diplomático, do Arquivo Histórico e da Mapoteca. O prédio também abriga o Escritório de Informações das Nações Unidas (ONU) no Brasil e o Centro de História e Documentação Diplomática da Fundação Alexandre de Gusmão.

Créditos a @rioeraassim e @jordandssilva pelas imagens

Repostado do perfil @brazil_imperial