quinta-feira, 9 de abril de 2020

Paciência - Lenine



Lenine é um artista completo, compositor e músico nascido no nordeste brasileiro. 

Compositor de centenas de músicas e cantadas por vários artistas como Milton Nascimento e Elba Ramalho, para mim a música que mais se destaca é esta (Paciência). Não tem como não ouvir esta maravilhosa canção e não pensar no que está acontecendo em nossa própria vida. 

Este multifacetado artista nascido em Recife nos anos 1959, recebeu cinco Grammy Latino e nove prêmios da música Brasileira. Formado em Engenharia Química é membro da Academia Pernambucana de Letras e Ecologista. Em suas entrevistas e apresentações demonstra humildade e respeito aos seus fãs.

VOCÊ SABIA?

Lenine é um apaixonado pelas orquídeas. ... Ele viu uma flor que achou interessante fotografou-a, pesquisou o gênero e espécie, descobrindo então que se tratava de uma orquídea. Foi amor a primeira vista.

Por favor, reflita nesta canção e comente porque a vida é tão rara..." 

Paciência
Lenine
Composição : Lenine e Dudu Falcão

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não para...

Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...

Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...

O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...

Será que é tempo
Que lhe falta para perceber?
Será que temos esse tempo
Para perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para 

A vida não para não...

Será que é tempo
Que lhe falta para perceber?
Será que temos esse tempo
Para perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida é tão rara
A vida é tão rara...

A vida é tão rara...

Site oficial:

Texto originalmente postado em:

Postado neste blog por Adinalzir Pereira Lamego

quarta-feira, 8 de abril de 2020

O Caminho do Catete



O Caminho do Catete, hoje Rua do Catete, já existia antes da chegada dos portugueses e franceses no Rio de Janeiro, pois relatos muito antigos descrevendo as batalhas entre Portugal e França na região já se referiam ao Caminho do Catete de uma maneira corriqueira. O local era habitado pelos índios tamoios da aldeia Uruçumirim (uruçu=abelha; mirim=pequeno), chefiada por Biraçu Merin.

É certo, também, que, junto ao Caminho do Catete, havia um braço do Rio Carioca, rio este que nasce no morro do Corcovado (onde fica, atualmente, a estátua do Cristo Redentor) e desce pelo bairro das Laranjeiras, chegando onde hoje é o Largo do Machado e a Praça José de Alencar, onde formava a Lagoa do Suruí e de onde começava o Rio Catete, que corria paralelo ao Caminho do Catete. O rio ficava do lado esquerdo do então Caminho do Catete para quem vai para a Zona Sul. O rio foi, posteriormente, aterrado, mas o Caminho do Catete continuou. O Rio Catete desembocava na Praia do Russel, que foi completamente aterrada por ocasião de obras: primeiro, a abertura da Avenida Beira-mar e, depois, as obras para a construção do Parque Brigadeiro Eduardo Gomes.

No início do século XVIII, o Morro da Nova Sintra, na altura do final da atual Rua Pedro Américo, passou a ser denominado "Pedreira da Glória", por fornecer as pedras usadas na construção da atual Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro. A atividade na pedreira levou à abertura da chamada "Rua do Quintanilha", em referência ao proprietário das terras da região. No final do mesmo século, o mesmo morro, na altura do atual Largo do Machado, passou a ser denominado "Pedreira da Candelária", por fornecer as pedras para as obras de ampliação da Igreja de Nossa Senhora da Candelária. Essa pedreira levou à mudança do nome da Rua do Quintanilha para "Rua da Pedreira da Candelária". Em 1917, a rua adquiriu seu nome atual, "Rua Bento Lisboa".

Entre 1876 e 1882, o escritor Machado de Assis morou no número 206 da Rua do Catete, sendo a sua morada mais preservada (sua última residência, no Cosme Velho, já foi demolida).

O bairro se tornou importante após o Palácio do Catete se tornar a sede do governo federal em 1897. Tal situação durou até 1960, quando a capital brasileira foi transferida para Brasília.

O bairro foi criado, oficialmente, em 23 de julho de 1981. Teve seus limites atuais estabelecidos pelo Decreto Número 5 280, de 23 de agosto de 1985. Desde então, o Catete faz parte da região administrativa de Botafogo: os bairros integrantes dessa região administrativa são Botafogo, Cosme Velho, Flamengo, Humaitá, Laranjeiras e Urca.


Postado neste blog por Adinalzir Pereira Lamego

terça-feira, 7 de abril de 2020

Procópio Ferreira



João Álvaro de Jesus Quental Ferreira, conhecido como Procópio Ferreira (Rio de Janeiro, 8 de julho de 1898 — Rio de Janeiro, 18 de junho de 1979), foi um ator, diretor de teatro e dramaturgo brasileiro. É considerado um dos grandes nomes do teatro brasileiro.

Procópio descobriu cedo o talento de envolver a plateia, atraindo grande público a seus espetáculos. Com 62 anos de carreira, Procópio interpretou mais de 500 personagens em 427 peças.

Era filho Francisco Firmino Ferreira e de Maria de Jesus, ambos imigrantes portugueses naturais da ilha da Madeira. Ingressou na Escola Dramática do Rio de Janeiro em 22 de março de 1917. Representou mais de 450 peças, de todos os gêneros, desde o teatro de revista até a tragédia grega. Em toda a Historia do Teatro Nacional foi o ator que maior número de peças nacionais interpretou e, que maior número de autores lançou.

Procópio Ferreira atuava no circo-teatro, gênero que, se não foi criado no Brasil, aqui teve pleno desenvolvimento. Tratava-se de um circo que, além de números de acrobacias, malabarismo e palhaçadas, apresentava a adaptação de peças de teatro. Do circo-teatro passou às comédias. Procópio Ferreira dizia que o sucesso chegou quando ele parou de pensar com a sua própria cabeça para pensar com a cabeça do público.

Sua primeira peça foi "Amigo, Mulher e Marido", fazendo o papel de um criado, em 1917, no Teatro Carlos Gomes. Seu maior sucesso no teatro foi o espetáculo Deus lhe Pague, de Joracy Camargo, com o qual viajou o país inteiro e foi para o exterior. Participou de mais de quatrocentas peças e teve uma carreira de mais de 60 anos.

Lançou o teatro de frases, com tiradas e expressões cortantes para substituir a tradicional comédia de costumes. No cinema, começou com a produção portuguesa "O Trevo de Quatro Folhas" (1936). No Brasil, atuou em "Quem Matou Ana Bela" (1956) e no sucesso de crítica e público "O Comprador de Fazendas" (1951), baseado no conto de Monteiro Lobato.

Um homem que vivia intensas paixões, foi pai de seis filhos de diversos casamentos. De seu primeiro casamento com a artista espanhola Aida Izquierdo nasceu uma das mais importantes atrizes e diretoras brasileiras, Bibi Ferreira. Casou-se sucessivamente com outras atrizes, como Norma Geraldy e Hamilta Rodrigues. Da união com Hamilta Rodrigues nasceram Maria Maria, João Procópio Filho e Francisco de Assis Procópio Ferreira. De seu relacionamento com a atriz Lígia Monteiro nasceu a diretora e jornalista Lígia Ferreira. Do romance com a musicista Celecina Nunes nasceu a cantora Mara Sílvia (nome artístico de Mariazinha, como era chamada pelo pai). Também foi avô para Thina Ferreira (filha de Bibi), João Procópio Neto (filho de Mariazinha), Bianca Teixeira (filha de Lígia), Alice Ferreira (filha de Maria Maria) e Alessandra Ferreira (filha de Procópio Filho).

Faleceu aos 80 anos em 18 de junho de 1979, no Hospital de Clínicas Quarto Centenário, Rio de Janeiro, onde estava internado havia 21 dias, de parada cardíaca causada por pneumonia. Seu corpo foi velado no Teatro Municipal do Rio de Janeiro e sepultado no Cemitério São Francisco Xavier, na mesma cidade. O então prefeito Israel Klabin declarou um dia de luto.

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Postado neste blog por Adinalzir Pereira Lamego

segunda-feira, 6 de abril de 2020

O Carioca e sua equivocada sensação de Distanciamento do Mar



Para muitas pessoas, principalmente o Carioca, o Mar significa um final de semana ou feriado com os pés na areia, proteção para o sol, roupas e modelitos mais à vontade e muitas horas em meio à sua faixa de areia, a praia propriamente dita. Ao fim do dia, o retorno para seus lares ou trabalho e o Mar será lembrado em meio às fotografias e ao planejamento do próximo feriado ou fim de semana. Ou seja, se não vou ao Mar todos os dias ele não faz parte do meu cotidiano - muitos assim o pensam.

Me chamou a atenção nesta semana o medo e a falta de conhecimento por parte de muitas pessoas em relação ao fenômeno da ressaca e das elevadas preamares (pico da maré cheia). Ora, estamos em semana de lua cheia e nesta fase tal como a nova, o nível das marés alcança seus picos máximos, ou seja, algo rotineiro e natural. Quando ocorre a combinação da chegada de uma frente fria(massa polar), o famoso sudoeste na linguagem dos pescadores, o mar torna-se “grosso”, e como de costume, na ressaca as ondas ficam maiores, a arrebentação estende-se metros à frente, o Mar enfim alcança lugares que não costuma alcançar e pode até mesmo tragar os desavisados ou desprevenidos, mas de qualquer forma sempre foi assim.

Em meio à tanta tecnologia que vivenciamos, aplicativos como o Boletim ao Mar da Marinha do Brasil, o Windy ou até mesmo os tradicionais sites de previsão do tempo nos fornecem informações como tábua de marés, umidade, pressão atmosférica, velocidade e direção do vento além da precipitação, não por acaso esta semana marcada por elevadas marés, no dia 09/04 às 15:36 na Baía de Sepetiba ocorrerá a famosa maré de sizígia, onde no horário mencionado a maré deverá alcançar incríveis 1,90m de amplitude. Muitos serão pegos de surpresa, mas a informação já está disponível para quem deseja acompanhar a maré há meses.

A pergunta pertinente ao assunto deveria ser: Por que pessoas que não vivem do mar ou não moram próximo a ele deveriam se preocupar em acompanhar suas condições? A resposta é bem simples, e pode ser endossada por um relatório da ONU, onde o mesmo afirma que pessoas residentes até 18km da costa, ainda assim são consideradas habitantes litorâneos, isto porque, até essa distância o Mar influencia a vida das pessoas de forma econômica e social, além de possuir ligação direta com fenômenos que atormentam moradores urbanos, como fortes chuvas, alagamentos e ressacas.

Se mais pessoas estivessem preocupadas de fato a acompanhar o Mar e suas condições, entenderíamos melhor o funcionamento da Natureza, dificilmente seríamos pegos desprevenidos em situações que poderiam ser previamente evitadas e ainda tornariam -se mais sensíveis no que diz respeito ao tratamento e consideração que temos com essa imensa massa de água salgada, que sofre e agoniza em algumas partes da cidade, ao passo que em outras é sinônimo de lazer, saúde e diversão. O mesmo Mar, aquele das lindas fotos nas redes sociais, está mais próximo de nós que imaginamos, porém ainda distante quando o assunto é preservação, justo aqui no Rio de Janeiro, a cidade na qual a bandeira ostenta dois golfinhos, simbolizando duas belas baías, Guanabara e Sepetiba!

Por Paulo Jorge Neves


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domingo, 5 de abril de 2020

O Touro e a Mosca



Leitura, leitura, leitura. Uma das melhores recomendações para períodos de isolamento social. Mas o que você está lendo? Na fuga do excesso das redes e fake news, decidi retomar o livro “21 lições do século 21”, que me desperta diversas sensações de aproximação e distância, e aborda temas como trabalho, religião e imigração, entre outros. O autor, o israelense Yuval Harari, que esteve ano passado no Brasil, é tido como um dos grandes gurus acadêmicos da atualidade. Ele usa uma metáfora interessante para falar sobre terrorismo que, ao meu ver, se assemelha à situação que estamos passando na luta contra a Covid-19. Harari associa terroristas a uma mosca tentando destruir uma loja de porcelana.

A mosca, segundo a analogia, é tão fraca que não conseguiria mover uma xícara de chá. A pergunta que não quer calar é: “Como esta mosca faria então para destruir a loja em sua totalidade?” Ele acrescenta: “Ela acha um touro, entra na sua orelha e começa a zumbir. O touro se enfurece de medo e de raiva e destrói a loja”. Assim, ele explica que os fundamentalistas islâmicos teriam incitado o touro americano a destruir a loja de porcelanas do Oriente Médio.

Das muitas interpretações que são possíveis fazer para o contexto que estamos vivendo, penso que a Covid-19 é a mosca. A fragilidade física e psicológica da sociedade é a loja de porcelana. O touro ganha um novo corpo e vira a metáfora do excesso de notícias que recebemos, produzimos e reproduzimos. Muitas delas, ainda por cima, fakes, tornando essa “infodemia”, a pandemia da informação, um gatilho para a loucura coletiva. Em suma, acredito que a Covid-19 achou nas informações consumidas em excesso o vetor perfeito para “quebrar” a sociedade através do pânico.

Não estou querendo de nenhuma forma minimizar os efeitos desta doença. Estou bem longe de entendê-la como uma “gripezinha”. A Covid-19 é um marco histórico e nos faz repensar relações humanas individuais e coletivas em diversas esferas, como no mundo do trabalho, no meio ambiente ou na economia. Mas acredito que a metáfora do touro e da mosca nos traz alguma luz sobre o contexto atual.

Estamos frágeis como porcelana. Abalados por não podermos sair e não termos previsão do tempo que isso pode durar. Como não aconteceu algo semelhante em um período recente, não temos receita pronta para lidar com um vírus vilão que pode nos surpreender a qualquer momento.

Por isso, bebemos informações em excesso acreditando que nos ajudará a enfrentar tudo da melhor maneira. Será?

Para sairmos menos destruídos desta arena disfarçada de loja de porcelana — além de lavar as mãos e evitar aglomerações — precisaremos acalmar os ânimos, domando o touro midiático e o terror dos excessos. Um bom caminho seria filtrar as notícias pela credibilidade dos veículos. Pelo bem da nossa sanidade mental, creio ser essencial variar as atividades em casa e reduzir o tempo que passamos na frente dos celulares atrás de informações sobre o coronavírus.

Quem sabe assim a Covid-19, no futuro, se torne esta mosquinha derrotada, mas que ensinou muitas coisas à Humanidade? Vamos torcer e fazer a nossa parte responsavelmente, sabendo dosar os ânimos para não sermos estilhaçados.

A Covid-19 é um marco histórico e nos faz repensar relações humanas individuais e coletivas em diversas esferas.

Texto de Luana Génot

O Globo 5/Abril/2020
Revistaela@oglobo.com.br

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sábado, 4 de abril de 2020

D. Pedro I e seu regimento mirim



D. Pedro tinha gosto pelas armas e pelos exercícios militares. Organizara, quando rapazinho, um regimento de pequenos escravos. Em Santa Cruz, já imperador, mostrou ao ex-capitão von Hoonholtz, seu hóspede, o quarto que ocupara quando criança e onde conservava as espadas e espingardas de folha-de-flandres com as quais armava aquele exército de meninos. Contou ainda que, no comando desse regimento mirim, batia-se com exército idêntico comandado por D. Miguel, antecipando os dois irmãos, na infância, a guerra que travariam mais tarde em Portugal. As caçadas o ensinariam a lidar bem com armas de verdade. Um estrangeiro que esteve no Brasil em 1825 disse que não havia soldado que entendesse melhor do que d. Pedro do manejo das armas e dos exercícios com a espingarda.

Fonte: LUSTOSA, Isabel. D. Pedro I: Um herói sem nenhum caráter. 1° ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

Imagem: Retrato de D. Pedro I com o uniforme de Coronel do Batalhão de caçadores nº 5. Artista desconhecido, primeira metade do séc. XIX. (Reprodução/Wikipedia Commons)


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sexta-feira, 3 de abril de 2020

A história da Avenida Presidente Vargas



Toda grande cidade precisa de uma grande avenida, certo? No Rio de Janeiro uma só não bastou, a grandiosidade desta cidade, guardava algo ainda mais retumbante! Após a criação da Avenida Central de Pereira Passos, posteriormente Rio Branco, foi idealizada e construída a Avenida Presidente Vargas. À época, foi considerada faraônica pois derrubou quadras inteiras para a passagem de suas largas pistas, sumiu com ruas, foi radical. Destruiu, inclusive, a original Praça Onze que, até então, sediava os novatos desfiles das escolas de samba do Rio. A ideia era ligar a Avenida do Mangue até o Cais dos Mineiros, hoje Arsenal de Marinha, e o projeto foi idealizado e realizado durante o governo de Henrique de Toledo Dodsworth.


Para a passagem desta gigantesca Avenida, foram demolidos 525 prédios, muitas ruas antigas como a Senador Eusébio, da Foto, simplesmente deixaram de figurar nos mapas da cidade. Para as pistas laterais foram aproveitadas as Ruas General Câmara (lado ímpar) e Rua de São Pedro (lado par), as pistas centrais é que foram as responsáveis pela grande derrubada ao estilo Pereira Passos. Entre as mais de 500 construções postas abaixo, estavam quatro igrejas: São Pedro dos Clérigos, São Domingos, Bom Jesus do Calvário e NªSª da Conceição. O nome da Avenida foi dado em homenagem ao então presidente da República, Getúlio Vargas. À época o país vivia sobre o regime do Estado Novo.


Para se entender a importância da Avenida Presidente Vargas é importante entender a relevância do Canal do Mangue, construído no século XIX. Na verdade, desde o tempo de Dom João VI já era pensada a construção de um canal navegável que ligasse o mar ao Rocio Pequeno, atual Praça Onze de Julho. Finalmente em 1857, foi iniciada a obra do Canal do Mangue que, à época, era considerada a maior obra de saneamento do Rio de Janeiro. A construção da Avenida Presidente Vargas surgiu com objetivo de ligar pontos extremos do centro carioca.

Durante as obras de abertura da grande avenida carioca, que passou a ter cerca de 4 km, o carnaval carioca utilizou as instalações do estádio de São Januário, do Vasco da Gama, para realizar os desfiles carnavalescos. A Avenida Presidente Vargas foi finalmente inaugurada no dia 7 de setembro de 1944. Nas fotos acima é possível entender o que mudou na cidade desde o momento do início das obras até a sua inauguração. Também serão mostradas construções que foram demolidas para a passagem da Avenida, como a Igreja São Pedro.

Originalmente postado em historiadorio

Postado neste blog por Adinalzir Pereira Lamego

Paciência - Lenine

Lenine é um artista completo, compositor e músico nascido no nordeste brasileiro.  Compositor de centenas de músicas e cantadas por v...