13.8.19

Sacramento Blake (1827 - 1903)


Capa do primeiro volume do Diccionário Bibliographico Brazileiro.

Augusto Victorino Alves Sacramento Blake nasceu em Salvador, Bahia, em 2 de novembro de 1827. Filho de José Joaquim do Sacramento Blake e de Maria Antônia Alves Blake. Foi médico, poeta, escritor e historiador.

Doutorou-se na Faculdade de Medicina da Bahia, em 1850. Em 1852, entrou como cirurgião para o Corpo de Saúde do Exército, do qual foi chefe por sete anos. Recebeu de Dom Pedro II a medalha de distinção pela Campanha do Uruguay, em 1852 (Guerra contra Oribe e Rosas). Também serviu na Guerra do Paraguay.

Ocupou alguns cargos públicos, especialmente na área de saúde. Trabalhou também em Alagoas, no Ceará e no Rio de Janeiro.

Foi membro honorário do Atheneu de Lima, sócio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, membro da Academia Cearense de Letras, do Instituto Archeologico e Geographico Pernambucano e do antigo Instituto Histórico da Bahia.

Publicou vários trabalhos em periódicos da época. Sua maior obra foi seu monumental Diccionário Bibliographico Brazileiro, publicado em sete volumes, de 1883 a 1902.

Outras de suas obras importantes são:

- Dois Casamentos (romance, 1846).

- Deus e o homem (1848).

- A Febre Epidêmica na Bahia (dois artigos publicados nos Annais Brazilienses de Medicina, 1849).

- Ateneu (periódico científico fundado por Sacramento Blake, 1849 - 1850).

- Reflexões sobre a saudade, considerada uma moléstia d'alma e dando causa a uma série de afecções patológicas (1849, tese de doutoramento em Medicina na Faculdade de Medicina da Bahia).

- Do ácido arsenioso como succedaneo do sulfato de quinino nas febres intermitentes (artigo publicado no Correio Mercantil da Bahia, 1851).

- Bando anunciador dos festejos do dia dois de julho na cidade de Santa Izabel do Paraguassú, Bahia (poesia, 1855).

- A Rainha do Baile, a Dona E. M. (poesia, 1861).

- Conselhos contra a Cólera-Morbus epidêmica (1861).

- Estudos Militares, obra sobre a Questão Christie (1863).

Sacramento Blake faleceu no Rio de Janeiro, em 24 de março de 1903.


Postado neste blog por Adinalzir Pereira Lamego

3 comentários:

Belavita disse...

Um homem importante e pouco conhecido.

Prof. Adinalzir disse...

Meu caro Belavita
Vou sempre ser grato pela sua visita.
Volte sempre!

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Boa noite,

Respondendo ao primeiro comentário, creio que, talvez, ele fosse melhor conhecido em sua época, mas o tempo faz com que nos nomes e as trajetórias de muitos caiam no esquecimento dentro da memória coletiva. Até os que um dia ganharam homenagens em ruas e prédios públicos são substituídos. E, como disse o filósofo,

"Nossa existência é transitória como as nuvens do outono. Observar o nascimento e a morte do ser é como olhar os movimentos da dança.
Uma vida é como o brilho de um relâmpago no céu. Levada pela torrente montanha abaixo" (Buda)

A História em combate

Não são tempos de festas. Não há motivos para comemorar.  São tempos sombrios. Não há tréguas nessa luta desigual.  Não são tem...