16.5.09

O celibato na Igreja Católica começou 1073 anos depois de Cristo

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Nesses tempos em que muito se discute o celibato entre os padres. Leiam alguns trechos do artigo do escritor Tomás Eloy Martinez, publicado no jornal La Nacion de 09/05/2009 e deixem aqui os seus comentários.

1. A maioria dos católicos ignora que aos sacerdotes e bispos não era proibido o matrimônio durante os primeiros dez séculos da vida cristã. Além de São Pedro, outros seis papas viveram em matrimônio. Até o Concilio de Elvira, que o proibiu no ano 306, um sacerdote podia inclusive dormir com sua esposa na noite anterior a celebrar a missa. Isso começou a mudar dezenove anos mais tarde, quando o Concilio de Nicea estabeleceu que, uma vez ordenados, os sacerdotes não podiam mais casar-se.

2. Em 1073, Gregorio VII impôs o celibato. Definiu-se que o matrimônio dos sacerdotes era herético, porque os distraía do serviço ao Senhor e contrariava o exemplo de Cristo. Dezenas de historiadores supõem que a decisão de impor o celibato foi também um meio para evitar que os bens dos bispos e sacerdotes casados fossem herdados por seus filhos e viúvas em vez de beneficiar à Igreja. Em 1123 o Concilio de Letrán decretou a invalidade do matrimônio dos clérigos e, dezesseis anos mais tarde, o segundo Concilio de Letrán confirmou.

3. Quando o Concilio de Trento fixou a excelência do celibato sobre o matrimônio, fez doutrina das palavras com que São Gregorio Magno havia condenado o desejo sexual durante seu papado, no século VI. Só a Igreja Oriental adjunta a Roma, admite sacerdotes casados, mas deve haver contraído matrimônio antes da ordenação e nunca chegarão a bispos.
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81 comentários:

Giovana disse...

Somente tenho a dizer uma coisa: os tempos mudaram.

Um beijo!

Mara Virginia disse...

O sacerdote é um homem como outro qualquer, evoluimos, a humanidade evoluiu, acredito que está na hora da igreja rever seus dogmas e conceder a liberdade de escolha para os sacerdotes, evitando assim o abuso, o vicio de todas as espécies, pois eles também são humanos e falivéis.
Professor, parabéns pelo blog.

Rita Quaresma Avellar disse...

Olá prof. Adinalzir. Obrigada por suas gentis palavras no meu blog.
O excesso de trabalho não me tem permitido visitá-lo mais vezes, mas continuo admirando seu trabalho.
Um grande abraço da colega e amiga Rita.

Tathiana disse...

Obrigado pela visita professor,
acompanho sempre seu blog. Também sou professora de história e apaixonada por tudo que se refira à história
Um grande abraço.

Prof. Adinalzir disse...

Valeu, Giovana, Mara Virginia, Rita Quaresma e Tathiana pela visita! É sempre um prazer tê-las aqui.
Abraços,

Elaine Trindade disse...

Obrigado Prof., estava procurando algo sobre celibato, mas não o banal, mais o correto. Já li em alguns livros de hitórias que o celibato foi criado para não haver perda de terras por parte da Igreja. Hoje isso é tolice. Vamos ler mais a palavra de Deus e procurar conhecer mais a Cristo. Nosso Senhor e Salvador.

Prof. Adinalzir disse...

Valeu, Elaine!
Muito obrigado pela visita. Volte sempre...

Anônimo disse...

Não concordo com a imposição da igreja referente ao matrimonio do sacerdote ele é um homem como outro qualquer.Como ele pode dar exemplo de marido ou pai se ele não conhece?

Prof. Adinalzir disse...

Caro Anônimo

Concordo plenamente com você... Muito obrigado pela visita.

Abraços, :-)

Jorge disse...

O Professor limitou-se aos fatos históricos e saiu-se muito bem. Já nas questões religiosas e/ou aos comentários reafirmo uma opinião minha de muito tempo como Católico: até acho que a Igreja pode mudar o seu conceito em relação ao celibato, mas não aceito e não entendo as pressões externas. Ninguém é OBRIGADO a ser Padre. É uma opção vocacional que deve ser evoluída e trabalhada durante o Seminário. Se os questionadores conhecessem mais a Igreja Católica descobririam que existem opções no Sacerdócio que não faz distinção entre casados e solteiros. Temos o Livre Arbítrio de fazer ou não parte da Igreja Católica, mas, uma vez dentro, devemos seguir e aceitar seus dogmas e determinações. Um abraço.

Prof. Adinalzir disse...

Caro Jorge

Concordo plenamente com o seu ponto de vista. O espaço deste blog é justamente para isso. Saber ouvir todos os tipos de opiniões diferentes.

Agradeço a sua visita e comentários!

Abraços, :-)

rogerdiver disse...

Alguns fatos históricos referem-se ao celibato como forma de impedir o enriquecimento do clero, uma vez que o poder da igreja era muito grande e por isso tornava a vocação para igreja uma "profissão" lucrativa, além é claro, da herança que o clero poderia deixar para a família já citada pelo professor. Esses fatos ocasionaram o afastamento de fiéis e perda da fé. O celibato foi a forma encontrada pela igreja para restringir a conversão ao clero somente de quem tinha realmente a vocação para ser padre.

Prof. Adinalzir disse...

Prezado Rogerdiver

Estão perfeitas as suas conclusões. Agradeço a sua participação aqui neste espaço.

Valeu mesmo!

030518 disse...

Desculpe, mas acho uma grande hipocrisia o celibato. Penso que o homem não foi criado para viver em conflito com seu próprio corpo, com sua própria natureza. O celibato deveria ser uma opçao, não uma imposição.
E é uma coisa patética um padre que não tem noção do que é a vida de casado ter a pretensão de dar conselhos a um casal em crise.
E creio que essa onda de casos de pedofilia na igreja ( que todos sabemos não ser uma coisa nova ) não seria tão comum se os padres levassem uma vida sexual normal. Basta compararmos o numero de casos nas igrejas evangélicas, onde os pastores levam uma vida normal, casados e portanto menos sujeitos a essas perversões.
E acho ridículo a igreja católica continuar a achar, nos dias de hoje , que o sexo e o desejo são coisas pecaminosas. Não estou aqui falando em promiscuidade.

Prof. Adinalzir disse...

Prezado 030518

Concordo plenamente com sua opinião. Infelizmente, existe muita hipocrísia nas religiões, principalmente na Igreja Católica.

Valeu pela visita!

Anônimo disse...

O celibato contradiz com a palavra de Deus.

Deus primeiro criou Adão, e viu que o homem era incompleto e não pode viver só. Então ele fez Adão cair um sono profundo e de uma de suas costelas ele criou Eva, quem ajudou Adão a dar nomes aos animais e plantas. Em Gênesis, Eva não só completa Adão como também o auxilia na missão dada pelo Senhor de dar nome a tudo que foi criado por Deus.
Quando foram expulsos do paraíso, Deus disse que o homem deveria abandonar pai e mãe para se juntar a mulher e seriam carne da mesma carne, e ainda disse “ cresceis e multiplicai-vos”.

Para além de São Pedro, quem é considerado o primeiro papa, outros seis papas que o sucederam viveram em matrimônio.

Contudo, por motivos financeiros, para impedir que os bens dos bispos e sacerdotes casados fossem herdados por seus filhos e viúvas em vez de ficar nas mãos da Igreja, contrariado a palavra de Deus e a tradição de São Pedro, o papa Gregório VII impôs o celibato em 1073.

Conclusão:

Tal como em Gênesis a companhia da mulher foi e sempre será importante, pois ela foi feita do homem para o homem, carne da mesma carne segundo a palavra do Senhor. É a mulher quem fiscaliza o homem e vice-versa. Um homem que tiver uma mulher fiel e temerosa a Deus, dificilmente conseguirá ser pedófilo.

Por isso que muitos padres tem amantes, são pedófilos ou homossexuais.

A Igreja é contra o aborto, mas já foram muitas vezes encontrados gigantescos cemitérios de crianças abortadas em antigos conventos em toda Europa. Possivelmente a freiras abortavam e abortam com o consentimento das superiores pois não podem constituir matrimonio.

Ao contrariar a palavra de Deus, a imposição celibato se tornou a pior chaga da Igreja Católica.

Prof. Adinalzir disse...

Meu caro Anônimo!

Muito perfeita a sua análise... Confesso que ainda não havia tomado conhecimento sobre os gigantescos cemitérios de crianças abortadas em antigos conventos na Europa.

Valeu pela visita e volte sempre!

Stefano disse...

Prof., veja estes vídeos sobre a igreja.
http://www.youtube.com/watch?v=Jr5Q5Volv88
http://www.youtube.com/watch?v=YpcE6Igwr0U
http://www.youtube.com/watch?v=_tKuNmyjG80
http://www.youtube.com/watch?v=rVvNG_DkwzY
http://www.youtube.com/watch?v=YWvl1EKY0jk
http://www.youtube.com/watch?v=K95X2VKqQ9o

Prof. Adinalzir disse...

Caro Stefano

Agradeço pelos links dos vídeos. Irei vê-los com toda certeza.

Muito obrigado pela visita!

Sylvio disse...

O estranhamento com a idéia do celibato do clero é um preconceito moderno. Ele acontece, porque é próprio da modernidade uma dificuldade em distinguir normalidade e naturalidade. Sexo é natural. Se natural, é normal. Logo, o celibato é anormal.

Mas, a doutrina católica tem muita clareza nessa distinção. A Eucaristia, por exemplo, é normal - acontece em toda missa. Mas está longe de ser natural.

A Igreja Católica enfatiza que a humanidade não é mundana por não estar de todo governada pela natureza. O fundamento ético do católico está na transcendência - Deus. O bem absoluto é sobrenatural.

Os homens podem preferir o bem. E este ato pode acontecer apesar da natureza mundana: os mártires da Igreja deram esse testemunho, quando negaram a si próprios o instinto de sobrevivencia. Isso é liberdade existencial. O celibato, como um ato de preferência necessário à celebração da Eucaristia tem a ver com isso.

Em todo o caso, o preconceito é irmã da ignorância. Muitos ignoram que pessoas casadas podem ser ordenadas na Igreja Católica. Deveriam saber melhor a respeito do diaconato.

Prof. Adinalzir disse...

Prezado Sylvio

Suas considerações e sua visita contribuem e muito para o sucesso deste post. Muito obrigado!

Um grande abraço e volte sempre!

AMIGOS DA SÃO BRAZ disse...

Gostei muito da sua matéria. Somente com intuito de enriquecê-la ainda mais, segue este link:
http://arquidiocesedecampogrande.org.br/arq/formacao-igreja/840-celibato-sacerdotal-na-patristica-e-na-historia-da-igreja.html

É a História do CELIBATO, contada pelo Secretário do Exarca Apostólico dos Católicos Ucranianos na Grã-Bretanha!

Ela vem para corroborar com tudo que você escreveu.

Paz.

Prof. Adinalzir disse...

Prezados Amigos da São Braz

Agradeço pela dica do texto e pela grande contribuição de vocês. Realmente, é muito esclarecedor o artigo. Muito obrigado também pela sua visita!

Abraços, :-)

Anônimo disse...

Frei Antônio.
Vai chegar um ponto em que a Igreja vai reconhecer o quanto esta perdendo com o celibato. Estamos vivendo num mundo do faz de conta. Jesus deve estar muito triste com a Igreja que ele fundou.

Prof. Adinalzir disse...

Caro Anônimo

Você está corretíssimo! Perdeu-se toda a essência do Cristianismo primitivo, aquele que foi fundado por Jesus Cristo.

Abraços e muito obrigado pela visita!

jose manuel dos santos neto disse...

sendo estudante de teologia eu também acho uma tremenda hipocresia por parte da igreja romana impeder aos sacerdotes o privilégio do casamento. Porque só apartir de 1073(conhecida como idade média ou idade das trevas, que começou em 476 d.c. com a queda de Roma e termina com a queda de Constantinopla em 1453 d.c.)? Sob a alegação de que os clérigos deveriam dedicar-se exclusivamente à igreja, sem ter compromissos com família, o Partido Reformista (de Cluny) passou a combater os padres casados, quie na época eram maioria absoluta. Para isto, usou a força para separar famílias, e recorreu muitas vezes ao exterminio e assassinato, geramdo uma das maiores violencias da história. Na realidade , o que está no fundo da doutrina do celibato clerical e que os clérigos,morrendo sem herdeiros, deixavam seus bens para a igreja, que assim se tornou a maior latinfundiária da Europa. Como resultados do Partido Reformista de Cluny, a simonia diminuiu; mas o celibato clerical e a autoridade temporal da igreja acabaram por torna-la muito pior e mais corrupta, leia a história de Hildebrando que foi papa com o titulo de Gregório VII. Aí me pergunto, muitos discipulos de Jesus foram casados inclusive muitos Profetas que foram usados pelo Senhor. Vamos acabar com essa hipocresia, para não acontecer os escandalos Eclesiásticos da atualidade. grato.

Prof. Adinalzir disse...

Prezado José Manuel dos Santos Neto

Concordo plenamente com sua opinião. Infelizmente, a hipocrisia está presente em muitas religiões, principalmente na Igreja Católica. O grande problema é que muitas pessoas ainda não acordaram para isso. Falta sensatez e responsabilidade.

Valeu pela visita e volte sempre!

Anônimo disse...

ola professor, eu sou daniel andrade,sou evangelico,graças a Deus.mais sobre esta istoria da igreja catolica eu não esva lá pra saber de tudo,mais eu respeito muito a deçizão do serumano,cada um faça sua parte,eu vou pela a palavra de DEUS.AS HISTORIASda igreja catolica é muito triste, mais se eles estão errados so Deus e quem sabe,porisso que eu vouto a falar sou mais pela a palavra de DEUS.

Prof. Adinalzir disse...

Prezado Daniel Andrade

Nós não precisamos estar naquela época para saber dos fatos. Basta ler, pesquisar e se informar. Isso até irá nos ajudar a escrever cada vez melhor. Fico muito grato com sua visita e comentários.

Abraços! :-)

Curioso disse...

Caro professor, a igreja católica assim como as demais igrejas cristãs, tem como base de sua estrutura a bíblia. o que realmente me intriga, é que como pode uma instituição religiosa como a Igreja católica, após ver todos os sacerdotes, reis, apostolos casados e exercendo plenamente o legado que propôs Jesus em seus evangelhos, limitar seus sacerdote a dogmas impostos apenas para proteger um patrimônio? O celibato não é Bíblico. ele é histórico, é dogma, é articulação de centralização de poder e riqueza. Então a base ou fundamento da igreja católica, não está na Bíblia, mas sim nos seus dogmas. Dogmas, que tem trazido discordia, e fortes escandalos de seus sacerdotes em todo o mundo. Quem lê Bíblia, verá claramente que em momento algum houve uma imposição de Deus , que para servi-lo no sacerdócio, o celibato faria parte do requisito. Concordo com o colega acima, que disse que estas imposições anti-biblicas, acabam se tornando um peso para os sacerdotes, levando-os a até cometer realmente ações condenáveis por Deus. A Igreja católica, precisa "desdogmatizarse" um pouco e "biblificarse" um pouco mais.
Abraços

Prof. Adinalzir disse...

Prezado Curioso

Concordo plenamente com você. A Igreja Católica precisa urgentemente repensar o seu papel. Para mim, o celibato foi uma imposição muito gananciosa do clero Católico.

Agradeço a sua visita e comentário!

Anônimo disse...

Alguem poderia me explicar o papel de Dale Martin no celibato?
e resumir sobre a igreja e o sexo desde o sec 12?

obrigdo!

Prof. Adinalzir disse...

Meu caro Anônimo
Dale Martin, é um escritor, roteirista de filmes e professor de estudos religiosos da Universidade Yale, nos EUA. Autor dos livros: CORINTHIAN BODY, INVENTING SUPERSTITION, INVENTING SUPERSTITION, PEDAGOGY OF THE BIBLE e SEX AND THE SINGLE SAVIOR.
Quanto a resumir sobre a igreja e o sexo desde o século XII. Sugiro que você faça uma minuciosa pesquisa no bom e velho Google, lá você irá encontrar tudo aquilo que precisa.
Valeu pela visita! :-)

heresias são protestantes disse...

Se há uma coisa que incomoda o demônio e seus asseclas é a virtude da castidade. E
mais ainda quando se trata da castidade escolhida como profissão numa vida consagrada
a Deus, como é o caso do celibato sacerdotal.
O celibato não é obrigação imposta por Deus, mas um conselho de Nosso Senhor transformado em preceito pela Igreja.

Prof. Adinalzir disse...

Caro heresias são protestantes
Fico muito grato pela visita. Sua opinião é muito importante neste espaço. Abraços!

Alexandre Martins disse...

Caro Professor, infelizmente só li seu artigo tempos depois e é necessária alguma correção:

* - Tomás Eloy Martinez era um escritor de ficção. Ele não era historiador, mas jornalista.

1 - O Concílio de Elvira, Espanha, foi uma reunião de Bispos locais e não tinha caráter mundial. No seu Cãnon 33 instava que os Bispos deveriam ser continentes (abstinentes sexuais) com suas esposas e não celibatários, como se poderia apreender do texto. No Concílio da África em 390 também se afirmava que “a castidade dos sacerdotes e levitas deve ser protegida”. As leis de Nicéia (atual Turquia) foram para minimizar o contato com as práticas pagãs e preservar a ortodoxia do Evangelho e não uma “castração de seres humanos” o que, num dos cânones, o primeiro, diz “Cânon I - Eunucos podem ser recebidos entre os clérigos, mas não serão aceitos aqueles que se castram.”. Lembremos que os Concílios são reuniões de clérigos de várias partes do Mundo e que os assuntos são debatidos democraticamente, com argumentos e contra-argumentos para chegar a um consenso da maioria. O que o Papa faz é somente assinar embaixo;
2 – como se viu acima, não foi Gregório VII (1073-1085) quem impôs o celibato, como se fosse um agente nazista, mas apenas lutou por ele. Gregório (Hildebrando) VII não era sacerdote, mas monge beneditino. Foi eleito Papa pelo Povo e não pelos Cardeais. Foi no o Concílio de Calcedónia (451) que se proibiu o casamento de monges e virgens consagradas (XVI cânon), impondo por isso o celibato ao Clero regular. No Brasil não se pronuncia “Letrán” mas “Latrão”. É o nome do Palácio de Latrão, construído por Marco Aurélio em 161. Os objetivos do concílio eram diversos, mas principalmente acabar com a prática de conferir benefícios para pessoas leigas, eliminar a influência secular nas eleições de bispos e abades, separar claramente os assuntos espirituais dos temporais, restabelecer o princípio de que a autoridade sobre os assuntos espirituais reside unicamente na Igreja e, finalmente, abolir completamente a influência dos imperadores nas eleições papais. No 2º de Latrão (Cânones 6, 7 e 11) repetiram a condenação do 1º de Latrão sobre o casamento e o concubinato entre padres, diáconos, subdiáconos, monges e freiras. Ou seja, deram moralidade ao Clero.
3 – Não se conhece nenhum escrito de s. Gregório Magno condenando o desejo sexual. Talvez o jornalista se refira que foi ele quem relacionou os Pecados Capitais como lemos hoje. Mas o “pecar contra a Castidade” (a Luxúria) não provém dele, mas dos Mandamentos da Lei de Deus. A citada “Igreja Oriental” é a mesma que se autodenomina “Ortodoxa”? Se for, não é “adjunta” a Roma, pois não aceita o Papado. O Concílio de Trulano (692) definiu as regras que até hoje a governam neste assunto, mas foram retirados do citado Concílio da África, de 419.

"As palavras concernentes ao celibato por amor do Reino dos Céus estão relacionadas com a explicação que Cristo deu aos Apóstolos: 'Nem todos entendem esta linguagem, mas, sim, aqueles a quem isto foi concedido' (Mt 19, 12). Neste contexto do Evangelho o celibato é dom para a pessoa e nesta, e graças a esta, é dom para a Igreja.” - João Paulo II


um abraço.


Alexandre Martins, escritor, vice-presidente do Conselho Municipal de Cultura de São Gonçalo, RJ.

Franciscarlo de Souza disse...

Olá,boa-noite prof. Adinalzir e internautas que comentaram sobre este "texto" neste blog.

Tenho cinco pontos a serem expostos:

1º. Temo por seus alunos, pois, o seu texto possui vários e trágicos erros históricos, como apresenta o comentário do sr. Alexandre Martins, e para quem realmente conhece História e História da Igreja Católica, vê-se os erros "de cara". Pesquise e fundamnte melhor seu texto, obrigado.

2º. Concernente a alguns comentáios de seus visitantes e ao seus confusos "concordo plenamente...", ressaltando sua incompreensão para com os comentários em favor e contra o celibato, digo:
* Realmente os tempos mudaram. Porém, graças a Deus, a sua Igreja (Católica Apostólica Romana) permanece firme em seus valores, leis, doutrinas e ensinamentos, numa sociedade tão inconstante e irracional (guiada pela mídia ou por pessoas sem peso moral e história intelectual, que proferem bobagens aos ventos).

3º. O celibato não é um dogma, estudem e reflitam antes de falar besteiras.
* O diácono, o presbitero ou o episcopo podem falar com toda a autoridade sobre família e paternidade pois sairam de uma família, não são extraterrestres. E certamente, não preciso ser vereador, prefeito ou presidente da república para falar de política; minha avó como tantas outras, não era formada em medicina, mas preparava-me remedios caseiros que funcionavam melhor que os industriais. Enfim, o padre convive com famílias e conhece os problemas delas, pois confiam no padre suas dificuldades e além disso, como disse antes, o padre tem um pai, mãe, irmão/ã, avó/ô etc, pode falar de família.

4º. Essencialmente e primeiramente, o celibato é fundamentado na pessoa de Jesus, que viveu plenamente para a o anúncio do Reino de Deus, do qual os sacerdotes são chamados a espelhar-se. Em segundo lugar, o celibato é embasado na Sagrada Escritura e na Tradição (Magistério da Igreja), nestes o assunto é abrangente, contudo, quem tiver a descência da sabedoria, irá pesquisar, estudard e refletir antes de falar qualquer coisa tonta. Enfim, o celibato não contradiz a Sagrada Escritura e muito menos a natureza humana. Leiam também, o Catecismo da Igreja Católica e o Código de Direito Canônico antes de formentar qualquer opinião de senso comum. Obrigado.

5º. Uma pergunta: por que são o leigos que mais criticam o celeibato? Os que o vivem (sacerdotes e religiosos/as) não reclamam, aceitam porque entendem e amam aquilo a que se dedicam. Será que os que criticam desejariam ser padres ou freiras? Porque assim, com a permissão a relação sexual seria "mais facil" ser padre ou freira? É por isso que a vida celibatária é par aqueles Deus chama e não pra quem quer. Obrigado.

Espero que minhas colocações, APOIADAS no que diz a Doutrina, o Catecismo e a Juridição da Igreja ajudem o sr. e seus leitores a compreender melhor alguns aspectos da estrutura da Santa Mãe Igreja. E espero que não concorde o sr. prof. Adinalzir com o que escrevi, pois, apesar de suas oscilações de opnião, percebo que és contra os ensinamentos da Igreja Católica Apostólica Romana. Quando concordamos com algo, aceitamos como verdade, e consequentemente, o que dissemos anteriormente torna-se falso e errado.

Ah..., sr. Adinalzir, cuidado em aceitar alguns comentários de radicais ignorantes, que escrevem coisas sem fundamento (citações). Há muita coisa escrita nestes comentários que não possuem nenhum fndamento biblico e histórico - pura ignorância ou auto-maieutica.

Pax et bonum.

Franciscarlo de Souza, cristão católico romano, seminarista diocesano, Professor de Filosofia, e acadêmico de Teologia pela PUCPR.

Prof. Adinalzir disse...

Prezado Alexandre Martins
Fico grato pela visita. Sua opinião e comentário foram muito importantes neste espaço. Abraços!

Prof. Adinalzir disse...

Caro Franciscarlo de Souza

Pelo seu comentário recheado de raiva e ódio. Dá para perceber que somente você é o dono da verdade por aqui. Talvez até mesmo se julgue o próprio Deus.

Quanto a sua afirmação: "para eu tomar cuidado em aceitar alguns comentários de radicais ignorantes, que escrevem coisas sem fundamento". Informo que este blog é um espaço livre e democrático, onde infelizmente, tenho que responder de maneira deselegante ao lixo verborrágico de alguns sabichões que passam por aqui.

Sem mais para o momento. Agradeço a sua visita e que o verdadeiro Deus esteja convosco!

Anônimo disse...

Que bom que achei esse espaço, as postagens são muito boas e seu texto, caro Professor também.
Sou católica, apostólica romana desde a minmha infância e hoje professora do Ensino Religioso, por isso encontrei esse espaço. Estou sempre buscando para acrecentar "conhecimento" aos meus alunos. Quanto ÀS NORMAS DA IGREJA: CUMPRO , POIS SOU FIEL À DOUTRINA QUE ESCOLHI SEGUIR, QUEM NÃO DESEJAR CUMPRIR MUDE DE RELIGIÃO. iSSO NÃO SIGNIFICA DESCONHECER ,CONCORDAR OU NÃO, APENAS SEGUIR OS PRECEITOS.

Anônimo disse...

cOM MRELAÇÃO À POSTAGEM ANTERIOR. pOSTEI COMO ANÔNIMO MAS ESQUECI DE ME APRESENTAR: pROF. SYLVIA BRAGA - CACHOEIRAS DE MACACU RJ.

Anônimo disse...

Sou Padre há três anos e sofro muito com este tal de Celibato em nossa Igreja, é de fato a maior mentira que vivemos detro da Igreja, é um faz de conta. Pedimos a Deus que inspire o próximo Papa, cardeais e bispos para que sejam capaz de perceber esta coisa tão ultrapassada que não corresponde mais aos anceios socias da atualidade. Estamos no seculo XXI e a sociedade evoluiu em todos os sentidos. Ao meu ver, o Celibato facultativo é a saída mais prudente para amenizar o sofrimento de tantos sacerdotes que desejam uma bela esposa assim como eu.
Pe. Lúcio

Padre Lúcio disse...

Sou Padre há três anos e sofro muito com este tal de Celibato em nossa Igreja, é de fato a maior mentira que vivemos detro da Igreja, é um faz de conta. Pedimos a Deus que inspire o próximo Papa, cardeais e bispos para que sejam capaz de perceber esta coisa tão ultrapassada que não corresponde mais aos anceios socias da atualidade. Estamos no seculo XXI e a sociedade evoluiu em todos os sentidos. Ao meu ver, o Celibato facultativo é a saída mais prudente para amenizar o sofrimento de tantos sacerdotes que desejam uma bela esposa assim como eu.
Pe. Lúcio

deleysoares disse...

Quanto ao histórico do celibato sabemos que surgiu de uma necessidade político-econômica e ditatorial como disse alguém anteriormente a mim, foi imposto e não opcionado. Sou católico e não catolismundo e amo demais a Igreja se eu fosse ipócrita teria me transferido para alguma ceita cristã, temos que aceitar a evolução do mundo, sem malícia e maldade. Nada de incosciência às definições de livre arbítrio.
Vamos aceitar a verdade da evolução ou seja, clareamento da PALAVRA BÍBLICA e colocarmos a claro a verdadeira liberdade de escolha e que candidatos e candidatas a vida religiosa sejam livres para esta escolha e que hoje se a Igreja está tão aquem nas necessidades sacerdotais é justamente por esta caquice católica e que os gestores da Igreja têm medo de aceitar a verdade. Não sei não! mas esta de Jesus rico não me convence nas entre linhas dos votos de pobreza, castidade e "fidelidade"... abraços a todos que participam deste debate e parabéns. Paz e saúde a todos em CRISTO.

Anônimo disse...

Não é a toa que tem tantos boiolas e pedófilos.

Anônimo disse...

Meus srs, não foi dita toda a verdade. O celibato na igreja católica foi imposto após o escândalo de um papa da família dos Borgia (do qual não tenho o nome presente) ter insistentemente tido relações incestuosas com uma irmã sua para espanto de toda a cristandade. Devo dizer que foi numa época em que tudo o que se passou denegriu a imagem da igreja Católica e da qual o papado seria pertença das grandes e influentes famílias da época (dai o "comercio cristandade")tendo sido depois alegado que seria para que os papas pudessem exercer o papado com toda a dedicação e exclusividade sem que tivessem que se preocupar com a família (esposa e filhos)concentrando assim todas as suas aptidões para o serviço sacerdotal. É só uma achega em abono da verdade

Anônimo disse...

Não há referência nenhuma á imposição do celibato para o sacerdócio em qualquer texto sagrado bem como para o casamento monogâmico e antes pelo contrário e pela ordem natural das coisas era permitida a poligamia. Mãe natureza põe e dispõe. Das imposições nos livros sagrados apenas se exige que se não conspurquem. Devo dizer também que não há qualquer proibição relativas ás relações sexuais

Geraldo/BH disse...

Vejam o que a Bíblia diz a cerca do bispo: " Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível,MARIDO DE UMA MULHER, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar;". I Timóteo,3:2.

Anônimo disse...


Geraldo, você está confundindo as coisas, em I Timoteo, 3:2 fala-se de "episcopo" e não de "bispo". Você está misturando as coisas, pois na época em que foi a epistola, não havia ainda esta hierarquia conhecida da Igreja católica.

Anônimo disse...

Prof. Adinalzir. Muito bom o que é postado no seu blog sobre a história desta abominação chamada de "celibato", dentro da igreja católica. Por causa do celibato, muitos jovens, com algum desvio sexual, vão para o seminário e se tornam padres, como se refugiando da realidade. Daí todo esse escândalo que vem acontecendo na igreja católica. Acho que não só para que o patrimônio dos bispos e padres e outros ficassem para a igreja, mas por causa de problemas sexuais de quem o instituiu, foi estabelecido. Isso não é bíblico, apesar de alguém, por causa de sua mente cauterizada, o defenda que seja. Se assim fosse, Jesus não teria escolhido Pedro, como apóstolo, que era casado.

Jorge Carapina disse...

olá sou jorge . não sei o porquê da discórdia, DEUS nunca proibiu o casamento,se foi ele mesmo que o constituiu,ser casado não é pecado, pois digno de honra seja o matrimônio e o leito sem mácula diz a bíblia.paulo falou que era bom se todos fosse como ele,mas depois deu marcha-á-ré e disse: quero que os solteiros casem e gerem filhos.na igreja apostólica dos primeiros séculos não havia papas, padres, e nem freiras , só havia, apóstolos, bispos, evangelistas, presbíteros , diáconos etc.jesus recomendou que a ninguém chameis pai, e a palavra papa e padre quer dizer pai.se a igreja católica fosse a verdadeira, com Certeza cristo teria que voltar aqui para morrer novamente,pq a coisa la ta preta sem queimar.da maioria dos crentes 90 % vieram da igreja católica, isso pq seu olhos foram abertos antes que fossem tarde de mais.que o senhor tenha misericórdia dos que ainda vivem na iginorancia da palavra e revelação de DEUS.PAZ.

deuses Existem? disse...

OS CRIMES DE BATINA – CELIBATO

Minha opinião completa em:

http://livrodeusexiste.blogspot.com.br/2010/05/capitulo-33-abuso-sexual-pedofilia-e-os.html

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Anônimo disse...

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Vox Clamantis disse...

Seja honesto com as pessoas que visitam o seu blog, há erros históricos gravíssimos. Mas, o que me deixou mais indignado, foi o comentário de um suposto Padre. Como é que um cidadão sem vocação ao sacerdócio foi ordenado? E o bispo deste cidadão, ainda não notou essa discordância no seu sacerdócio. Em um seminário conhecemos de cara quem está apto para viver o celibato, e quem não está. Será que não notaram isso no tal Padre Lucio. Quanto aos comentários protestantes são risíveis, se auto proclamam os salvos e donos da verdade, mas nem escrever direito aprenderam ainda rs

Vox Clamantis disse...

Seja honesto com as pessoas que visitam o seu blog, há erros históricos gravíssimos. Mas, o que me deixou mais indignado, foi o comentário de um suposto Padre. Como é que um cidadão sem vocação ao sacerdócio foi ordenado? E o bispo deste cidadão, ainda não notou essa discordância no seu sacerdócio. Em um seminário conhecemos de cara quem está apto para viver o celibato, e quem não está. Será que não notaram isso no tal Padre Lucio. Quanto aos comentários protestantes são risíveis, se auto proclamam os salvos e donos da verdade, mas nem escrever direito aprenderam ainda rs

Anônimo disse...

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Anônimo disse...

O CELIBATO TEM O SEU VALOR PARA QUEM O ACOLHE COMO UMA OPÇÃO E NÃO PARA QUEM O RECEBE COMO UMA IMPOSIÇÃO DESRESPEITOSA FERINDO A PRÓPRIA LIBERDADE E DIGNIDADE HUMANA

Anônimo disse...

O CELIBATO: PERGUNTE AOS HOMOSEXUAIS E AOS VELHINHOS SE ELES QUEREM CASAR

Anônimo disse...

A IGREJA CATOLICA FOI FUNDADA POR CONSTANTINO NO ANO DE TRTESENTOS E DEZ A PROVA QUE SE TEM QUE NÃO ACHAMOS NENHUMA DATA DE QUALQUER ACONTECIMENTOS ANTES DESTA DATA,NÃO HAVIA PAPAS NÃO HAVIA PADRES A IGREJA PRIMITIVA ERA COMOSTA DE APOSTOLOS.COMO QUE UMA IGREJA QUE SE DIZ SER FUNDADA PELO SENHOR E NA SANTA INQUISIÇÃO MATOU MAIS DE VINTE MILHOES DE CRENTES E NÃQO CRENTES,E HOJE QUEREM TAPAR A MOSSA BOCA COMO SE NADA DISSO É VERDADEIRO. SE O SENHOR TIVESSE DADO A PRIMAZIA A PEDRO PORQUE QUANDO O APOSTOLO JOÃO ESTAVA NA ILHA DE PATMOS O SENHOR NÃO DISSE[JOÃO CADE O PEDRO? AS 07 IGREJAS ESTÁ MUITO RUIM,OU ENTÃO TERIA FALADO COM ELE DIRETAMENTE.A OUTA GRANDE MENTIRA É A EUCARISTIA .SOBRE O CELIBATO É BOM SABER QUE O CELIBATO PROBE O CASAMENTO MAS NÃO PROIBE DE TER SEXO.SEM CONTAR COM A FABRICA DE SANTO,MUITOS DELES FORAM ASSASINOS PERJUROS E HOJE ESTÃO NOS ALTARES CATOLICOS.

DUARTE CHAGAS disse...

O Celibato existe na Igreja desde sua origem , São Paulo recomenda o celibato em 1 corintios 7,7-9. Ele e o proprio Jesus eram, fora muitos outros , não se trata de imposição mas de chamado pessoal , quem não quer ser pode servir na Igreja de outras formas.

DUARTE CHAGAS disse...

O Celibato existe na Igreja desde sua origem , São Paulo recomenda o celibato em 1 corintios 7,7-9. Ele e o proprio Jesus eram, fora muitos outros , não se trata de imposição mas de chamado pessoal , quem não quer ser pode servir na Igreja de outras formas.

Sergio Mendes disse...

N a minha opnião a igreja ctólica não faz nada que a biblia diz ,ela e toda ao contrario da biblia ,esta igreja deveria ser banida de uma vez por todas, ela totalmente antibiblica ,não deveria nem existir,e quem disse que Pedro apostolo foi papa,so na cabeça deste bando de católico que mal pega em uma bíblia para ler,so sabe ler catecismo e nada mais .

Sergio Mendes disse...

Celibato,adoração a imagem,batismo de crianças,missa de sétimo dia ,visita ao tumulo,indulgências ,só quero que me diz onde a biblia diz para fazerem tudo isto,vocês precisa e ler a biblia para entender ,e ler um pouco de história também ,a igreja católica e totalmente pagã ,ela foi criada pelo império romano.

Sergio Mendes disse...

eu queria conversar com um padre ou qualquer que se diga desta igreja fundada por romanos ,me prove qualquer palavra e ordens da igreja católica na bíblia,vocês católicos não fazem nada que a bíblia manda ,me provem pelo menos uma ´só coisa que vocês dizem ser cristianismo ,mais usem a bíblia como resposta porque o catecismo pra mim não tem valor nenhum ,somente a palavra de Deus que e a bíblia fala das coisa que Deus e nosso senhor Jesús quer que realmente fazemos ,tenho certeza que vocês não tem o dom para responder nada ,porque vocês seguem tradição ,e tradição não salva ninguem.

Alexandre Martins disse...

Tranquilo, Sérgio. Podemos conversar sobre suas dúvidas. Não sou padre, mas posso lhe ajudar a entender, se quiser.
Abraço.

Rodrigo Tiago disse...

"A obra mais indicada para o estudo dessa disciplina da Igreja é o livro "Les origines apostoliques du célibat sacerdotal", do Padre Chistian Cochini, jesuíta francês que estudou profundamente o tema. O grande teólogo e Cardeal Henri de Lubac, renomado estudioso da patrologia afirmou sobre a obra de Cochini que ela é de importância fundamental por ter sido baseada em pesquisas notáveis, longas e metódicas e que na literatura atual sobre o tema nada se pode comparar a ela, nem mesmo de longe. Trata-se de uma obra revolucionária, profunda e inigualável que dificilmente será superada.

Para o Pe. Cochini existe uma diferença entre o celibato sacerdotal e a ordenação de homens solteiros. A Igreja sempre exigiu o celibato de seus clérigos, mas também sempre ordenou homens casados. Isso parece ser uma contradição, mas não é. A partir da ordenação sacerdotal, os homens casados e escolhidos pela Igreja para serem sacerdotes deixavam o uso do matrimônio e passavam a viver em continência. Esta prática foi fartamente confirmada pela documentação reunida pelo Padre Cochini."

Anônimo disse...

Ao ler esta postagem sobre o celibato dos padres, pergunto: Como ficaria a Igreja hoje, pois o padre é um homem do povo. Uma hora está aqui, outra hora está ali, e nos conventos e mosteiros, onde moram vários padres como ficaria?Será que a comunidade sustentaria a família do Padre? ou ele teria que arrumar emprego para sustentá-la? E aí? como ficaria a paróquia? Outra pergunta: Já perguntou se o padre quer casar?

Anônimo disse...

É verdade Duarte Chagas. Podemos lembrar que é uma opção daquele que vai ser padre. Isso é trabalhado com cada um. Você aceita ou não aceita. Ninguém é padre a força.

José Carlos disse...

Existem uma centena de documentos patrístiscos que confirmam o celibato desde os tempos apóstolicos na Igreja e que foram sendo gradualmente confirmados em vários Concílios posteriores,essa história de que o celibato foi imposto pela Igreja no período mediaval, é facilmente desmascarada,assim como é totalmente desmascarado os ridiculos sofismas de que a Igreja Católica foi fundada por Constantino,assim como as práticas de batismo infantil as quais existem provas históricas desde o século II registradas em documentos patrísticos..Hoje,é facilmente desmentido todos esses sofismas criados por protestantes e anti-católicos!!

RodrigoVentura10 disse...

Caríssimo administrador do blog, eu reparei que vc se irritou com um comentário de um seminarista, dizendo que ele se sente o sabichão ou até o próprio Deus, mas lhe digo com toda caridade que o conteúdo dele esta corretíssimo, mas o modo como foi colocado foi enérgico. Mas tbm entendo que muitas vezes vcs difundem muitas mentiras ou erros por falta de uma pesquisa ou estudos apurados. Com tanta tecnologia e acessibilidade aos meio de comunicação de hoje realmente é bem irritante ver como as pessoas são desatentas às verdades de certos assuntos, ainda mais não sendo da área de seu cotidiano. Peço perdão por aquele rapaz e se acaso falei sem caridade, mas peço que nunca recuses o conteúdo de uma verdade, mesmo que lhe passada de forma inapropriada, pois a verdade sempre será verdade! Fique na paz!

Januário Zabla disse...

A suposta educação no seminário onde passei 15 anos, dos 12 aos 27 anos, funcionou como uma lavagem cerebral, mesmo que isto não fosse intencional e consciente. Os mecanismos e técnicas desta estavam presentes desde o primeiro dia em que entrei no seminário, a começar pela violência que sofri naquele dia. Ou seja, estando eu atrasado três dias para a chegada, pela falta de condições de transporte na época e local em que vivia com os meus pais, não estava avisado dos procedimentos impostos aos seminaristas. Foi quando na sala de estudos perguntei ao colega ao lado o que deveria fazer, mas, ao invés de uma resposta que esperava, fui surpreendido por um forte tapa na orelha recebido de trás do irmão do padre diretor, M. H., também seminarista incumbido para manter a ordem na sala.
Naquele momento fiquei aturdido, sem reação, como se entrasse em estado de choque. Nestas condições, nem sequer tive a capacidade de julgar isto como algo anormal. Aí se caracteriza um passo típico de técnica de lavagem cerebral.
Tendo eu uma origem de uma educação rígida, à base do medo, violência física e verbal fui um dos que mais era vulnerável à esta lavagem cerebral baseada no medo, doutrinação dirigida unicamente à “vocação religiosa”, em que esta tornava-se a única opção para a vida. No meu caso não tive nem a oportunidade de imaginar ou sonhar com uma vida fora desta suposta opção por ser padre, mesmo sofrendo uma grande resignação em relação à afetividade, pois pensava eu, nos primeiros anos de seminário, que nunca na vida poderia nem namorar. Também por causa da minha origem, não dava o devido valor à afetividade nem tinha noção de que isto me faria muita falta no futuro, causando grandes danos emocionais até chegar a uma profunda depressão com suas graves consequências.
O sentimento de medo era que predominava no seminário. Inicialmente prevalecia o medo das autoridades e regentes, também seminaristas, incumbidos para manter a disciplina. Estes tinham a autonomia de castigar de forma que bem entendiam. Não eram raros os castigos coletivos de ficar com os braços para cima, geralmente meia hora, chegando até uma hora, como por exemplo numa destas ocasiões o padre At. vendo que já passava de uma hora de castigo com os braços para cima, veio para mandar cessar com este, mas sem tirar a suposta razão do regente que o julgou necessário. Também haviam castigos em grupo menor em que depois de permanecer com os braços para cima, cada um tomava várias cintadas nas nádegas. Uma vez também inesperadamente apanhei de cinto, não lembro porque, do também seminarista M. Lucavei.
O diretor do Seminário São José, de Prudentópolis, PR, padre T. H., era totalmente despreparado para liderar a educação dos seminaristas, nos anos em que estive lá, de 1977 a 1980. Quase que constantemente nervoso, gaguejava ao chamar atenção, usava rabo-de–tatu e pelo menos uma vez deu um tapa na orelha de um adolescente seminarista, porque este arrumou o tapete com o pé e não com as mãos.
Além do medo dos castigos e broncas, os seminaristas eram induzidos a acreditar que eram chamados por Deus e uma eventual resposta negativa não era bem vista ou até significava uma atitude contrária à vontade de Deus, o que tornaria o “vocacionado” um traidor ou alguém que preferia a vida mundana e pecaminosa à seguir a vontade divina, cuja consequência poderia ser presumida, tal como corria-se o risco de não se obter a salvação eterna, ou seja, poderia ir para o inferno.
Outro medo que se suscitava era de que “lá fora a vida não é fácil”. E realmente para quem não está preparado para a vida, ou seja, cresceu no seminário, a vida torna-se muito difícil fora da vida religiosa e em muitos casos torna-se mais difícil ainda dentro desta, restando a escolha, como foi no meu caso, entre o ruim e o pior. No meu caso pior seria permanecer na vida religiosa.
Nesta linha, mais tarde veio à tona uma teologia ou filosofia e pseudo-psicologia, em que se dava valor transcendental à todo sofrimento e em que este era necessário e deveria ser “livremente” aceito. Em suma, era uma terrível lavagem cerebral.

Januario Zabla disse...

O que mais me deixa indignado é o fato de que, em todo o tempo em que estive no seminário, mesmo eu apresentasse todas as evidências que ali não era o meu lugar, (e acho que não é lugar para ninguém) pela tristeza que permeava a minha existência, crises de choro, depressão, ninguém se preocupou em me ajudar, conscientizar, chamar para conversar; ninguém teve a coragem de questionar se eu realmente tinha vocação religiosa ou não e todos os responsáveis pela formação pessoal dos seminaristas se acovardaram e deixaram a minha vida rolar em direção à uma depressão profunda.

Januario Zabla disse...

Fui seminarista de 1977 a 1991, na Ordem de São Basílio Magno – OSBM. Foram 15 anos de sofrimento psicológico e quantos mais depois como consequência. Comecei psicoterapia em 2001, mas não deu certo. Na 2ª vez está dando bons resultados.
Estou começando a viver de verdade. Estou começando a viver de verdade de verdade, verdade da minha consciência, consciência que é da natureza humana, que é criação divina, consciência que obtive pela experiência e reflexão. Viva a verdade.
Um pouco do que escrevi para a psicóloga:
Sabemos que normalmente as pessoas passam por fazes no desenvolvimento: Infância, adolescência, juventude, idade adulta e 3ª idade. No decorrer do tempo, depois da adolescência vão adquirindo a maturidade.
Naturalmente no tempo certo começam os relacionamentos amorosos, muitos chegando ao casamento. O sonho de constituir uma família feliz já é um alento, uma motivação para crescer como pessoa. Tenho a impressão de que comigo seria assim.
Para agradar a mãe e atender ao “chamado de Deus” e depois por medo, queimei etapas do meu crescimento pessoal, despendi energia lutando contra a própria natureza.
Uma coisa que me deixava conturbado no seminário era a teoria de que o religioso não deixa de ter sexualidade que é diferente de sexo. Eu não conseguia entender isto. Acho eu que se for para viver algum tipo de sexualidade, a tendência é envolver-se sexualmente com alguém. Também dizia-se que o religioso não precisava castrar-se. Nunca entendi isto, como era possível castrar-se ou não castrar-se?
Tenho a impressão de que se eu tivesse um crescimento normal como pessoa, hoje eu seria um homem íntegro, feliz, com uma família de verdade. Teria usado minhas energias para me desenvolver pessoalmente e profissionalmente, teria desenvolvido meu potencial, que tenho certeza que eu tinha.
Não recebi nenhuma orientação verdadeira da parte dos mestres, diretores espirituais. Lembro que antes de sair do seminário fui conversar com o diretor espiritual, porque ainda estava indeciso. Ele me disse: Faça as suas obrigações durante uma semana, daí volte para me falar como você está. Nem perguntou o que estava se passando. Vendo que eu estava insatisfeito com o conselho, ele perguntou: O que você quer que eu diga? Foi quando decidi mais uma vez a sair do seminário, desta vez cumprindo a decisão.
Um dia o Frei Miguel foi convidado para nos dar uma palestra. Lembro que ele falou que muitos religiosos são eternos adolescentes, mas não lembro se ele falou como fazer para deixar de ser eterno adolescente. Se falou, não entendi.
Sabemos que é possível afirmar muitas coisas baseando-se na Bíblia, até coisas totalmente contraditórias.O que então podemos interpretar ao pé da letra? Com certeza podemos facilmente entender e sem dúvida pôr em prática o que está claramente de acordo com o que Jesus disse: “Amai uns aos outros” e o que não contraria a natureza, que é criação divina.
Voto de castidade – não tinha noção no que estava metido. Parece mais voto de masoquismo.
Voto de pobreza ou voto de pobreza de espírito, pobreza pessoal, baixa auto-estima?
Voto de obediência ou voto de escravidão, alienação, supressão da individualidade, submissão à dominação da consciência, voto da resignação perversa?
Bom, na guerra é pior.
Este era o final do texto que escrevi e que a psicóloga questionou.
Por isso outra vez escrevi: referente ao final, que na guerra é pior, eu apenas queria dizer que não estou super revoltado; estou de certa forma revoltado, mas não a ponto de querer jogar uma bomba no seminário e metralhar os padres. Eles não têm culpa, apesar de estarem errados.

Januario Zabla disse...

Sabemos que no desenvolvimento humano das pessoas há algumas etapas e estas não podem ser queimadas ou puladas. Diz-se que não pode-se queimar etapas.

Como seria possível no seminário se desenvolver sem queimar etapas? Lá se queima etapas, queima-se a alma, tenta-se separar a alma do corpo antes da morte, o pior que isto se dá muito cedo na vida das crianças, adolescentes e jovens. Parece até uma tentativa de “suicídio” ou “homicídio”.

Digo isto porque o ser humano é corpo, alma e espírito e não podemos separar estas faculdades humanas. Não podemos dividir uma pessoa humana em partes. Isto é diabólico, porque diábolo significa que divide. Assim podemos dizer que o seminário é um inferno que queima as almas. Quem sai do seminário pode ainda ressurgir das cinzas ou do carvão. Grande parte não é tão idiota para se deixar queimar e desiste antes.

Januario Zabla disse...

São textos publicados no Facebook

Na época do noviciado, comentou-se, em tom de brincadeira, que um dos noviços era movido à catequista, acho que por alguma amizade que ele tinha com religiosas de uma congregação ucraniana denominadas catequistas. Mas, pensando bem, faz todo sentido, porque todo homem precisa de uma mulher, uma que combine, que seja a mulher da sua vida; não qualquer, porque aí não adianta nada.

Obs.: o referido noviço desistiu mais tarde e provavelmente hoje tem uma esposa para movê-lo.
Imagine um jovem privado de viver a sua sexualidade. É um crime. E isto não acontece só na vida religiosa; acontece também na sociedade, principalmente na esfera da população menos instruída, pela ignorância e principalmente pelo puritanismo reforçado pela cultura judaico-cristã. Atualmente trato sobre este assunto sem medo, porque sei o que sofri e sofro as consequências até hoje.

Sei que, aos 18 anos, depois de ficar internado no seminário na ignorância desde os 12, tive que assinar um documento, cujo conteúdo não conheço nem lembro se li, mas sei que era para evitar futuras ações na justiça. Como agora será feita a justiça?

Por que agora me manifesto? Porque é uma vida que foi desrespeitada e mesmo uma só vida desrespeitada, e porque é única, num universo de bilhões de vidas humanas, esta reage de alguma forma, mais cedo ou mais tarde, e esta forma ninguém escolhe. Não escolhi nem sabia desta capacidade, porque escrever era para mim muito difícil.

Vida desrespeitada, e explico que não estou exagerando quando digo que foi desrespeitada pela cultura do catolicismo ucraniano, de um modo geral. Porque, onde estava a pastoral que deveria pregar o amor ao próximo numa comunidade que nem se dava conta que filho menor era próximo também? Pois costumava “educar” os filhos à base da surra, isto só por vingança impulsiva por qualquer traquinagem inocente ou por acreditar que esta era a maneira certa de educar porque a Igreja aprovava e não duvido que incentivava. Aí está o distanciamento da teoria da realidade. Lembro que o padre Nicolau Ivaniu, nas suas pregações missionárias pregava aos gritos que assustava qualquer alma presente e com certeza achava que estava sublimando sua neurose.

Como se não bastasse fui induzido desde muito cedo, não lembro desde quando, a “querer” ir para o seminário e assim fui induzido também a acreditar que Deus exigia de mim o que jamais poderia ser. Aliás, o que Deus não exige de ninguém, mas isto, há séculos, mais de um milênio, a Igreja católica desrespeita.

Januario Zabla disse...

O ser humano precisa de fé, esperança e amor. São virtudes fundamentais que dignificam. Desde cedo a gente precisa SENTIR-SE amada para crescer nestas três características sublimes do ser humano, que tem por sua natureza criada por Deus os sentimentos, emoções, criatividade, consciência, prazer, sexualidade, tendência à felicidade e por isso até com sacrifício tende a construir uma vida feliz para si e para os outros. Agora quem vive como se não fosse gente, ou seja, reprime os sentimentos, emoções, prazer, sexualidade, reprime a vida e deixa que outros manipulem a sua consciência não tem como desenvolver-se dignamente.

Por isso os padres celibatários e/ou que fizeram votos de castidade não são servos de Deus; são escravos da Igreja. Se cada um destes padres refletissem com muita honestidade e com toda sinceridade viriam que não fizeram uma opção livre e espontânea. Isto não acontece porque envolve lavagem cerebral religiosa e cria-se um mecanismo de defesa inconsciente para evitar a angústia e o sofrimento que traria a consciência do quanto a humanidade individual está sendo agredida e quanto está presente neles a anti-vida.

A Igreja Católica criou uma mentalidade pretensiosa no decorrer dos séculos e quer mostrar-se santa, cuja vida consagrada e celibatária é comparável a alguém que se joga de um precipício esperando que os anjos o protejam e salvem.

Hoje fico indignado e não me conformo que não tive a oportunidade de desenvolver-me como pessoa com dignidade e agora preciso improvisar remendos e procurar soluções pouco convencionais para a vida. Tudo por causa da Igreja que parece um bicho-papão de crianças e por acaso fui parar nas suas garras.

Januario Zabla disse...

Interessante seria um movimento contra o celibato e os votos religiosos, mas isto seria um combate muito difícil porque seria contra um poder infernal, petrificado, diabólico. Sim, diabólico porque é o mesmo poder que sistematizou o assassinato de milhares de pessoas na Inquisição e continua mantendo um sistema de perversão mental.

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