sábado, julho 09, 2011

Cidade de Ouro Preto completa 300 anos

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A cidade, que é patrimônio cultural da humanidade, nasceu com a exploração das minas de ouro, um marco na ocupação do interior no Brasil.

A cidade mineira de Ouro Preto, patrimônio cultural da humanidade, completou nesta sexta-feira (8) 300 anos. O repórter Ismar Madeira conta como essa trajetória refletiu momentos importantes na história do Brasil.

É uma viagem ao passado. Os casarões coloniais, as igrejas barrocas, a arquitetura do século XVIII. "Não esperava que fosse assim tão bonito como eu estou vendo agora", conta um homem. "Sem dúvida é uma riqueza muito grande", afirma uma mulher.

Ouro Preto nasceu como Vila Rica, lugarejo erguido a partir da exploração das minas de ouro, um marco na ocupação do interior do Brasil. "Toda a ocupação litorânea, que são os dois primeiros séculos do descobrimento do Brasil, há uma mudança com o descobrimento do ouro. E é exatamente Vila Rica o ponto principal", explica a pesquisadora Carmen Lemos.

"Sobre a triste Ouro Preto, o ouro dos astros chove". O verso do escritor Olavo Bilac, que morou na cidade, descreve o pôr do sol em Ouro Preto. Nos livros, começa a ficar registrada definitivamente, no século XIX, outra riqueza da cidade: a cultural.

No Museu da Inconfidência, um dos primeiros dicionários da nossa língua impressos no Brasil, a prensa em madeira torneada, as mais antigas chapas de impressão de texto existentes no país.

A novidade tecnológica, neste século, resgatava a história de um herói que viveu em Ouro Preto. "No século XIX, a literatura vai ser responsável pela difusão do Tiradentes, do movimento da inconfidência. A imprensa, a partir do movimento republicano, ela vai difundir isso para todos os leitores", explica a especialista em literatura Francelina Drummond.

Riqueza histórica reconhecida no século XX. Em 1933, Ouro Preto é decretada monumento nacional por Getúlio Vargas e, em 1980, ganha da Unesco o título de patrimônio mundial.

"É arte pura. Em qualquer canto que você olha, qualquer ângulo que você olha na cidade você tem um cartão postal, você tem uma imagem que te traz beleza, te traz história", diz o professor Valmir Souto.

A aniversariante chega linda aos 300 anos, mas não para de crescer, mudando a paisagem. E precisa de cuidados contra a ação do tempo. Agora, no século XXI, o desafio é manter a preservação. "Preservar a história. Não só os casarios, não só esse patrimônio material. Mas a cultura de maneira geral", conta a historiadora da Ufop Maria do Carmo Pires.

Fonte: g1.globo.com/jornal-nacional/

Saiba mais sobre Ouro Preto em: Um passeio pelas cidades históricas mineiras.
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quinta-feira, julho 07, 2011

A Teoria da Relatividade e o sol do Ceará

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Albert Einstein não seria o mesmo sem o "radiante céu do Brasil", nas suas próprias palavras.

A sua Teoria Geral da Relatividade, publicada em 1916, só foi comprovada três anos depois por uma equipe internacional de astrônomos que veio a Sobral (CE) para acompanhar um eclipse total do Sol.
Ajudados pelo fenômeno, os astrônomos puderam observar o desvio na trajetória da luz das estrelas, segundo as coordenadas previstas pelo alemão, atestando que a massa (naquele caso, do Sol) distorce o espaço e o tempo no seu entorno.

Foi aí que a sua fama explodiu, antes Einstein era apenas um físico desconhecido. Um outro grupo de astrônomos foi enviado para São Tomé e Príncipe com esse mesmo propósito, mas o céu nublado de lá não ajudou. Hoje para homenagear esse fato, a cidade de Sobral tem até um
Museu do Eclipse. Veja outra postagem sobre Einstein aqui neste blog.
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segunda-feira, julho 04, 2011

A maior relíquia da história cristã

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Especialistas acreditam que conjunto de 70 livros encontrados em uma caverna da Jordânia podem conter relatos dos últimos anos da vida de Cristo

Um achado arqueológico está gerando polêmica entre especialistas em história religiosa. A localização de 70 livros feitos de placas de chumbo em uma caverna na Jordânia foi anunciada como "a maior descoberta da história cristã". Os códices, do século I, trariam relatos dos últimos anos da vida de Jesus Cristo. Muitos pesquisadores estão céticos.

Os códices teriam sido encontrados há cinco anos em uma região onde cristãos se refugiaram depois da destruição do Templo de Jerusalém, no ano 70. Alguns dos volumes estão selados, o que deu margem à especulação de que se trataria de uma coleção secreta mencionada no Livro da Revelação, da Bíblia.

O britânico David Elkington, escritor e pesquisador de arqueologia religiosa, foi um dos únicos a analisar pessoalmente os códices e foi categórico ao atestar sua autenticidade. Segundo ele, testes de datação confirmaram que os livros têm 2 mil anos. Mas outros especialistas são mais cautelosos. Steve Caruso, tradutor de aramaico, analisou as fotos dos códices e declarou que eles trazem inscrições em línguas do século I e III, mais recentes, portanto, que a época de Jesus. Peter Thonemann, arqueólogo de Oxford, também encontrou anacronismos em algumas das imagens.

Texto de Graziella Beting, jornalista e tradutora.
Revista História Viva
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