30.7.06

História da Região de Campo Grande - RJ


Inicialmente, a extensão de terras que vai do Rio da Prata até Cabuçu, que hoje corresponde à Região de Campo Grande, era habitada por índios Picinguaba. Após a fundação da Cidade, em 1565, esse território passou a pertencer à grande Sesmaria de Irajá. Desmembrada desta em 1673, a área foi doada pelo governo colonial a Barcelos Domingues e, no mesmo ano, foi criada a Paróquia de N. Sa. do Desterro, marco histórico da ocupação territorial da Região.

Antes de a Freguesia Rural de Campo Grande começar a prosperar, sua ocupação foi influenciada pela antiga fazenda dos jesuítas, em Santa Cruz. Inicialmente desenvolveu-se na Região o cultivo da cana-de-açúcar e a criação de gado bovino. O trabalho dos jesuítas foi de extrema importância para o desenvolvimento do Rio de Janeiro. Além das obras de engenharia que realizaram, como a abertura de canais e a construção de diques e pontes para a regularização do rio Guandu, o escoamento dos produtos da Fazenda Santa Cruz, oriundos do cultivo da cana-de-açúcar e da produção de carne bovina, era feito através da Estrada da Fazenda dos Jesuítas, posteriormente Estrada Real da Fazenda de Santa Cruz, que ia até São Cristóvão e se interligava com outros caminhos e vias fluviais que chegavam até o centro da Cidade.

Do final do século XVI até meados do XVIII, a ocupação territorial da Região foi lenta, apesar do intenso trabalho dos jesuítas, encerrado quando foram expulsos do País pelo Marquês de Pombal, em 1759. Para avaliar sua importância econômica, no ano da expropriação de suas terras, em Santa Cruz, os padres possuíam 22 currais com aproximadamente oito mil cabeças de gado e 1.200 cavalos. Os religiosos deixaram obras de engenharia de vulto como estradas, pontes e inúmeros canais de captação de água para irrigação, drenagem e contenção da planície, sempre sujeita às enchentes dos rios Guandu e Itaguaí.

Entre 1760 e 1770, na antiga Fazenda do Mendanha, o padre Antônio Couto da Fonseca plantou as primeiras mudas de café, que floresceram de forma extraordinária, com mudas originárias das plantadas em 1744 no convento dos padres barbadinhos. Os historiadores apontam a partir daí o desenvolvimento que a cultura cafeeira teve em todo o Estado no século XIX, espalhando-se pelo Vale do Paraíba aos contrafortes da Serra do Mar, atingindo, em sua expansão, a província de Minas Gerais.

Como a Região era uma área nitidamente rural, os aglomerados humanos formados durante quase três séculos ficaram restritos às proximidades das fazendas e engenhos e às pequenas vilas de pescadores, ao longo da costa. Já no final do século XVIII, a Freguesia de Campo Grande começou a prosperar.

Seu desenvolvimento urbano ocorreu a partir do núcleo formado no entorno da Igreja de N. Sa. do Desterro, cuja atração era a oferta de água do poço que existia perto da igreja. Em Campo Grande, a exemplo do que ocorreu em toda a Cidade, o abastecimento público de água foi um fator de atração e desenvolvimento. Foi tão importante para a Região que se firmou um acordo garantindo a venda, pelo povoado de Campo Grande para o de Santa Cruz, das cachoeiras dos rios do Prata e Mendanha, com a condição de que as águas continuassem a abastecer o bairro.
Durante todo o século XVIII a ocupação territorial mais efetiva ocorreu em Santa Cruz, por causa do engenho dos jesuítas, e nas proximidades do centro de Campo Grande, cujas terras compreendem hoje as regiões de Bangu e Jacarepaguá. Essas terras eram atravessadas pela Estrada dos Jesuítas, mais tarde Estrada Real de Santa Cruz - que ia até São Cristóvão - e pelas vias hidrográficas da extensa Freguesia de Irajá. Toda a área, na verdade, era uma única região, um imenso sertão pontilhado por alguns núcleos nos pontos de encontro das vias de acesso, em torno dos engenhos e nos pequenos portos fluviais.

A fazenda dos jesuítas era tão importante para o governo colonial que suas terras não foram postas em leilão, após a expropriação, tendo sido incorporadas ao patrimônio oficial e depois transformadas por D. João VI em Fazenda Real de Santa Cruz, após a transferência da corte portuguesa para o Brasil, em 1808. Com a chegada da comitiva real, a cidade do Rio de Janeiro modificou-se muito e todas as regiões tipicamente rurais sofreram sua influência. As atividades econômicas e culturais aceleraram-se e a zona rural voltou-se para o abastecimento da Cidade e para os benefícios trazidos pela corte. Não houve, porém, uma aceleração do desenvolvimento da Região, que continuou a manter suas características rurais.

A partir da segunda metade do século XIX, a área começou a se adensar com a implantação, em 1878, de uma estação da Estrada de Ferro D. Pedro II, em Campo Grande. O transporte ferroviário foi, então, o vetor que transformou esta região tipicamente rural em urbana, ao facilitar o acesso - e, conseqüentemente, seu povoamento - ao centro da Cidade. Em 1894, a empresa particular Companhia de Carris Urbanos ganhou a concessão para explorar a linha de bondes à tração animal, possibilitando que as localidades mais distantes da Região fossem alcançadas, o que favoreceu o seu desenvolvimento urbano interno.

A partir de 1915, os bondes à tração animal foram substituídos pelos elétricos, permitindo maior mobilidade e integração entre os núcleos semi-urbanos já formados. Este evento acentuou o adensamento do bairro central de Campo Grande e estimulou o florescimento de um intenso comércio interno, de certa forma, independente. O bairro que, historicamente, já era o ponto de atração do crescimento da Região tornava-se agora sua mola propulsora, adquirindo características tipicamente urbanas.

Com as crises da cultura do café, iniciadas no final do século XIX e persistindo no século seguinte, durante a Primeira Guerra Mundial, até culminarem com a depressão que se seguiu ao colapso de Wall Street, em 1929, com suas conseqüências no comércio internacional estendendo-se à cotação do café, a Região voltou-se para uma nova atividade, a citricultura. Desde os primeiros anos do século XX e até os anos 40, Campo Grande foi considerada a grande região produtora de laranjas, o que lhe rendeu o nome de "Citrolândia".

Desde a segunda metade do século XIX já se configurava no País uma estrutura econômica voltada para o setor industrial, principalmente no Rio de Janeiro e em São Paulo. Mas essa estrutura era extremamente dependente do modelo agrário-exportador da economia, além de afetada por outros fatores, como a inexistência de fontes de energia, o baixo nível de qualificação e recrutamento de mão-de-obra local e a concorrência dos produtos industrializados estrangeiros. Apesar desses entraves, até o início do século XX, uma forte atividade industrial - voltada para a fabricação de tecidos, calçados, mobiliário, bebidas, etc. - concentrava-se no Centro do Rio. Embora desde o começo do século XX a Região Campo Grande - até hoje zona de plantio, principalmente de coco, chuchu, aipim, batata doce e frutas - ainda fosse voltada para a plantação de laranjas, nessa época já se delineava a vocação industrial do lugar. Na última década do século XIX, a instalação da Fábrica Bangu e a implantação de unidades militares em Bangu e Realengo afetaram toda a Região, inclusive Campo Grande..

Durante o governo do presidente Washington Luis, na década de 1930, a Estrada Real foi incorporada à antiga Estrada Rio-São Paulo. Esse fato integrou Campo Grande ao tecido urbano da Cidade, acentuando seu adensamento. Logo após a Segunda Grande Guerra, em 1946, a abertura da grande Avenida Brasil, considerada por muitos a maior via urbana em extensão, aproximou ainda mais a Região do restante da Cidade.

Criada para escoar a produção das indústrias cariocas, a nova via não teve o fluxo esperado, durante a década de 1950. A criação da rodovia Presidente Dutra, ligando o Rio a São Paulo, desviou o fluxo de mercadorias para outra direção e a Região ficou estagnada, em termos de adensamento e desenvolvimento industrial.

Em 1946, iniciou-se na Cidade, na região de Campo Grande, a avicultura industrial, atividade introduzida por Bartolomeu Rabelo, precisamente na Estrada do Mato Alto, em Guaratiba.
Por causa da beleza das praias locais, o turismo foi surgindo de forma natural. E a riqueza vinda do mar fez desenvolver a atividade pesqueira, com entrepostos em Barra e Pedra de Guaratiba. Em função disso, os dois bairros desenvolveram uma importante gastronomia típica, vocação localizada surgida espontaneamente.

A partir da década de 1960, surgiram os distritos industriais em Campo Grande e Santa Cruz, resultando na instalação de grandes empresas, como a siderúrgica Cosigua-Gerdau, a Michelin e a Vale-Sul, entre outras.

Historicamente, Campo Grande notabilizou-se por ter se desenvolvido de forma independente do resto da Cidade. É a Região mais populosa e com maior potencial de crescimento por diversas razões: situada nos limites do Município, foi favorecida desde os primórdios do nascimento do Rio de Janeiro por estradas que atravessaram sua planície; outros pontos positivos são os seus abundantes mananciais de água, as belas praias, a fertilidade de suas terras e, principalmente, a chegada de pessoas com vocação empreendedora. Iniciada com os jesuítas, essa vocação continuou com as culturas de café, de legumes e verduras, de laranjas, até à avicultura. Hoje, a Região apresenta grande potencial para o desenvolvimento de pólos de gastronomia e de turismo ecológico.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Abreu, Mauricio de A, Evolução Urbana do Rio de Janeiro, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, SMU/IPLANRIO, 3° Edição, 1997.
Lessa, Carlos, O Rio de Todos os Brasis, Editora Record, 2000.
Gerson , Brasil, História das Ruas do Rio, Lacerda & Editores, 5° Edição, definitiva e remodelada, 2000.
Pesquisa na Internet sobre a história dos bairros do Rio de Janeiro.

57 comentários:

josé de j. Bataier disse...

Acho que o amigo não leu com atenção minhas preferências no meu blog. Grato pela visita.

Anônimo disse...

Professor
foi muito interessante o que li sobre minha região.Estou fazendo pesquisas sobre minha família , foramada na região do mendanha.O sr. tem conhecimento sobre uma fazenda na estr.do Guandu -mendanha e que funcionava um moinho, pertencia a família do meu trisavô que dizem era Russo, cujo nome era Ludovicoe também era prof.
Esta família retornou à corte e deixou meu trisavô casado com minha trisavò que era índia desta região.o sr. tem conhecimento de estrangeiros que não fossem portugueses nesta região?Estes fatos ocorreram entre 1800 até 1940.Grata por qualquer informação.
meu Email.sandra_alves_pf@hotmail.com

Nosbor disse...

Gostei da Matéria, Ainda mais por que vem resgatar um pouco da história de campo grande - gostaria de saber se há mais informações sobre o bairro especificamente sobre o Rio da Prata. se há alguma bibliografia...
meu email: nosbor-sc@bol.com.br
Obrigado.

Anônimo disse...

Professor
Adorei o texto que li e como moradora do Rio da Prata em Campo Grande,tenho enorme interesse em saber sobre a historia do lugar onde vivo,gostaria muito de saber mais sobre o rio da prata ... e obrigada por você existir!
e-mail.denisenasro@yahoo.com.br

José Carlos Fernandes Pereira disse...

Professor, gostei muito de ter encontrado seu blog. Seu trabalho está muito bom. Sou nascido e criado em Campo Grande e aprecio muito a história desta região. Morei muitos anos na região de Inhoaíba e até hoje não encontrei muita informação sobre aquela área.
Abraço.
José Fernandes
http://fernandes-aerobrasil.blogspot.com

Adinalzir Pereira disse...

Todas as postagens acima já foram respondidas...
Muito obrigado pelas visitas!

Cesar disse...

OLá Professor muito bom o que li a respeito de cg...Gostaria de entrar em contato com o Sr..estou fazendo uma monografia sobre cg..e gostaria de sua ajuda.
cesarp.vieira@hotmail.com

Prof. Adinalzir disse...

Caro Cesar
Agradeço a sua visita ao meu blog. Entrarei em contato com você através do seu e-mail.
Abraços,

vinicius disse...

Professor, eu conheço o senhor porque eu estudei no CIEP Octávio Malta, mas não fui aluno do senhor, sou morador de Campo Grande, mais precisamente de Santa Margarida e gostei muito do que li a respeito de Campo Grande, o professor de história Guilherme que me deu aula na Escola Barão de Santa Margarida nos contou a história de Santa Margarida, e também achei muito enteressante, enclusive ele disse que antigamente Santa Margarida era uma fazenda e tinha plantação de café, que algum tempo depois foi substituida por plantações de laranjas, eu também sei que o meu falecido avô José tomava conta da fazenda que hoje é o bairro Mário Lombardi.Muito legal essas histórias, gostei muito.Valeu professor, abraço.

Prof. Adinalzir disse...

É isso aí, Vinicius!

Que bom encontrá-lo por aqui. E melhor ainda sabendo que você valoriza a História.

Abraços! :-)

Anônimo disse...

Olá, Professor!
Quero deixar registrado o imenso prazer com que li sua matéria sobre Campo Grande. Moro aqui desde criaça e acho esse lugar ideal pr criar os filhos.
Obrigada. Parabéns.
Abraços.

Prof. Adinalzir disse...

Oi, Anônimo! É uma pena que você não disse seu nome...

Concordo plenamente com você... Campo Grande é um bairro do Rio de Janeiro, onde ainda se respira ar puro e com ares de cidade do interior. E também com uma bela história.

Muito obrigado pela visita!

Anônimo disse...

prof. adorei a historia do meu bairro mais que pena que a historia e muito grande copiei muita coisa, foi uma pesquisa da escola! risadas......

Prof. Adinalzir disse...

Pois é, Anônimo!

É uma pena que você não se identificou. Mas de qualquer forma agradeço a sua visita e o seu interesse. Mas olha que ler é sempre muito importante, rsss...

ANDRESSA disse...

Gostaria de saber se vc sabe sobre a historia da Estrada do Iaraqua altura do número 675 em Campo Grande - RJ

Prof. Adinalzir disse...

Prezada Andressa

Ainda não sei nada sobre a história da Estrada do Iaraquã. Mas assim que souber publico aqui no blog.

Valeu pela visita e volte sempre!

Prof. Adinalzir disse...

Prezada Andressa

Sobre o nome Iaraquã, o que posso afirmar é que é um termo de origem tupi-guarani que deriva de Iaquã, palavra que significa cotovelo de rio, a volta e as curvas dos rios.

Visualizando no Google Earth, pude perceber que essa estrada aparece cortada por vários leitos de rios, entre eles o rio Cabuçú. Suponho eu, que seja esse o significado.

Provavelmente, essa estrada teria sido um antigo caminho usado pelos primeiros desbravadores das terras da região. Entre eles os próprios indios e os primeiros portugueses. Mas a partir daí, já é uma outra história...

Espero ter ajudado!

Power Angel disse...

Olá, pofessor! quero agradecer pelo elogio feito ao meu blog! coloquei referÊncia do seu Blog, pois é muito bom sim! quero dizer, que eu adoro Campo Grande e fiquei fascinado pela história desse lugar, e acredito que todos os moradores deveriam saber um pouco mais da história desse lugar e também agradecer por seguir o meu Blog. Fico muito feliz! espero aprender mais e aprofundar mais o meu conhecimento, para poder falar mais de Campo Grande no meu Blog! Um abraço!

Prof. Adinalzir disse...

Prezado Power Angel

Fico feliz em saber que você gosta da história de Campo Grande e da Zona Oeste do Rio. Quando quiser saber muito mais, clique nos links Ramal de Santa Cruz e Historiaecia, lá no meu blog...

Valeu pela visita! :-)

José Paulo disse...

Caro Professor.
Moro a mais de 30 anos em Campo Grande, e aqui conheci muitas pessoas, fiz muitas amizades e formei minha família. Considero Campo Grande um dos melhores lugares para se viver. Procurando fotos e notícias sobre a fundação de nosso bairro, tive o grande prazer e alegria de conhecer seu trabalho. Parabéns, pelo excelente trabalho. Ainda não o conheço pessoalmente, mas não faltará oportunidade. Sei que ouvirei do senhor, muitas histórias edificantes.Deus continue lhe abençoando e guardando, para que outros possam contigo aprender.
Visite-me em http://feeticaecidadania.blogspot.com.

Anônimo disse...

Boa noite!
Sou estudante de História e estou fazendo minha monografia sobre casamentos e batismos de escravos nessa região, antes chamada de Freg. de Nsra. do Desterro de Campo grande. Gostaria de saber se o sr. pode me indicar bibliografias que falam mais a fundo sobre a ´história desse bairro no período colonial ou imperial.
Grata. Jéssica Lopes
meu e-mail:jessica2008.20@hotmail.com

Prof. Adinalzir disse...

Prezada Jéssica Lopes

Sugiro que você pesquise os seguintes links. O primeiros poderão ser muito úteis para a sua pesquisa monográfica.

http://www.cbg.org.br/links_curia.html

http://www.marcopolo.pro.br/genealogia/rj/rj_cpogrande.htm (um dos mais importantes)

http://www.catedral.com.br/

http://www.historia.uff.br/curias/modules/tinyd0/index.php?id=1

http://historia_demografica.tripod.com/bhds/bhd60/bhd60.htm

http://libdigi.unicamp.br/document/?code=vtls000114520

http://barcelos-moraesmachado.blogspot.com/

http://www.google.com.br/url?sa=t&source=web&cd=48&ved=0CC8QFjAHOCg&url=http%3A%2F%2Fwww.cbg.org.br%2Fbaixar%2Facervo.xls&ei=9vprTOiEGYaBlAf2sNxN&usg=AFQjCNHGe4n19isPJx0JDcIw_y8CnArw0g

Indico também este ivro: "Rumo ao Campo Grande por trilhas e caminhos"
Fróes, José Nazareth de Souza; Gelabert, Odaléa Ranauro Ensenat
Rio de Janeiro, 2004.

Peço que não esqueça de citar o meu nome e o meu blog na sua monografia.

Um grande abraço e muito obrigado pela visita!

Prof. Adinalzir Pereira Lamego

Prof. Adinalzir disse...

Prezado José Paulo

Muito em breve estarei visitando o seu blog, com toda certeza. Agradeço de coração sua visita e comentário.

Um grande abraço!

Anônimo disse...

O texto é muito interessante, mas senti falta das referências ao trabalhador braça que foram os negros escravizados. Inicialmente o senhor fala dos índios que habitavam a região e, que, certamente, foram eliminados e/ou aculturados - que também não deixa de ser um extermínio. Os jesuítas foram laboriosos, mas quem trabalhava na terra e em todos os setores eram os braços escravos. Se formos ver atualmente a demografia do bairro podemos verificar que grande percentual da população é originária dos escravizados negros. É fundamental dar visibilidade aos grupos dominados que efetivamente desenvolveram a região com seu sangue, suor, lágrimas e descendentes. Certamente, é papo para muitas pesquisas sobre as fazendas de café, cana de açúcar e gado da região. Minha família se constituiu nesta região, mas a partir da industrialização, entretanto, pude conhecer pessoas que desde sempre tiveram suas raízes fincadas nesta área rural, e pela tez dos mesmos, não foram os donos das cesmarias, mas sim os que labutavam de sol a sol sem direito ao empoderamento geracional. Muito bom trabalho. Vou ser sua seguidora.
Sonia Martins

Prof. Adinalzir disse...

Prezada Sonia Martins

Fico contente que você gostou do texto. Confesso que há muita coisa ainda para se descobrir sobre a história de Campo Grande, principalmente por parte daqueles que foram os seus primeiros moradores ou povoadores. Alguma coisa tem sido escrita e publicada, tais como os trabalhos do NOPH - Sta. Cruz e o livro "Rumo ao Campo Grande, por trilhas e caminhos", entre outros.

Muito obrigado pela visita!

Campo Grande RJ disse...

Magnífico artigo sobre a história da região!

Usaremos este e outros textos como base ao montarmos em nosso site a página da História de Campo Grande. (com os devidos créditos, lógico!)

Muito obrigado por publicar estas ricas informações!

Prof. Adinalzir disse...

Prezado Campo Grande RJ

Fico muito contente que você gostou do artigo. Quanto a usar este e outros textos, pode ficar a vontade. Só não esqueça de dar os devidos créditos, é claro.

Estamos aqui justamente para isso, democratizar sempre o acesso a informação, seja ela qual for.

Um grande abraço e muito obrigado pela visita! :D

Anônimo disse...

Olá professro! Parabéns pelo seu trabalho sobre o bairro de Campo Grande. Necessito de informações sobre uma antiga fazenda que existia na Estrada do Monteiro,o local foi cercado por tapumes verdes, e parece que será edificado um shopping no local. Tal local fica no início da estrada do Cantagalo.
Agradeço desde já a sua colaboração.

Prof. Adinalzir disse...

Prezado Anônimo
(Você não tem nome?)

Esse local, desde o século XVI até o início do século XIX, foi ocupado por antigas fazendas que depois foram sendo desmembradas entre pequenos proprietários e loteamentos. Seria preciso fazer uma investigação histórica através de mapas antigos da região, para que se possa obter maiores informações.

Sugiro que tente consultar o livro "Rumo ao Campo Grande por trilhas e caminhos" de José Nazareth de Souza Fróes e Odaléa Ranauro Ensenat Gelabert. Acredito que nele, você poderá obter muitas informações interessantes.

Abraços!

Anônimo disse...

Olá Profesor!!!
O Sr. ouviu falar em Salomão Manela? Esse Sr. fez parte da hitória de Campo Grande. Foi um Grileiro que assassinou Mario Vaz e desapropriou um grande número de familias. A minha, estava entre essas pessoas. Eu era apenas uma menina e gostaria de saber mais sobre essa triste história.

Prof. Adinalzir disse...

Prezado Anônimo
(Qual é o seu nome? Como você se chama?)
Existe um CIEP em Guaratiba que está relacionado a essa história do Mário Vaz, posseiro na região de Guaratiba. O nome Mário Vaz surge na luta contra os desmandos e ações violentas do senhor Salomão Manela, suposto proprietário de terras. O Posseiro resistia contra ações de despejo de famílias nas supostas terras de Manela. Em uma dessas lutas, Mário Vaz foi espancado,algemado e morto com vários tiros no dia 30 de Outubro de 1965,sendo o seu corpo sepultado no cemitério de Ilha de Guaratiba. Isso é o pouco que eu sei sobre esse episódio.
Sugiro que você consulte o link abaixo, onde irá encontrar também um texto interessante que traz alguma coisa sobre essas investidas do Sr. Manela.
http://recantodasletras.uol.com.br/contoscotidianos/1557014
Abraços e valeu pela visita!

Tiana disse...

Olá, Professor!! Adorei a sua matéria, me ajudou muito para fazer um trabalho da faculdade e resgatar a essência de Campo Grande, onde muitos nao conheciam.
Um abraço!
Tiana Calheiros

Prof. Adinalzir disse...

Prezada Tiana Calheiros
Fico muito grato com sua visita e comentário. Volte sempre. Valeu!

Anônimo disse...

Muito bom esse conteúdo histórico sobre o bairro de Campo Grande!!!
Parabéns!

Gostaria de saber, se qualguém sabe onde consigo um lista com as principais indústrias instaladas no bairro atualmente.

Grato.

marluschelucci@yahoo.it

Prof. Adinalzir disse...

Prezado Marlus Chelucci
Entre as principais indústrias que se encontram instaladas em Campo Grande podemos citar a AMBEV, Refrigerantes Convenção, Guaracamp, Cogumelo (estruturas metálicas), Fredvic (confecção), Novartis (farmacêutica), Michelin, EBSE (soldas elétricas), Superpesa (estruturas metálicas), Dancor (bombas) e Ranbaxy (farmacêutica).
Muito obrigado pela visita!

Anônimo disse...

Prof. Adinalzir, parabéns pela pesquisa. É uma satisfação relembrar histórias do nosso bairro, pois ele tem muitas. Estou revisitando algumas delas através da minha filha de 5 anos que já está conhecendo o bairro onde vive. Viva esta escola! Fez-me lembrar as aulas de música na Escola Municipal Venezuela, onde aprendi o hino de Campo Grande. Não encontro mais nenhuma refefência a ele. O Sr. tem ou sabe onde posso encontrar letra e música? Luciano

Prof. Adinalzir disse...

Prezado Luciano
Quanto ao hino, eu conheço o do Campo Grande Futebol Club, um tradicional clube da região. A letra e a música você poderá conhecer no link:
http://www.youtube.com/watch?v=iTOO2OAmvIg
Aliás, é um hino muito bonito, de autoria do Sr. Raul de Lara Tupper, um cidadão de Campo Grande. Grato pela visita e volte sempre!

Anônimo disse...

Olá Professor, achei muito interessante a matéria que li em seu blog sobr Campo Grande, sou um novo morador de Campo Grande e resolvi saber um pouco sobre a história do bairro, e confesso que fiquei fascinado por sua história, se já gostava do bairro agora tenho maior afeição por ele por saber da sua importância no período colonial e tem a té hoje, parabéns peo blog.

Anônimo disse...

Olá professor!

Sou o Pedro e moro em Campo Grande, mais precisamente, Senador Vasconcelos. Muito interessante sua matéria meus parabéns! Me ajudou e muito no meu trabalho da escola. Sabe onde eu poderia encontrar fotos antigas de Senador Vasconcelos?

Anônimo disse...

Toda a minha família mora em Campo Grande. Eu que saí quando me casei.
Gostaria de obter mais informações sobre a covardia que Salomão Manela fez contra os posseiros. Naquela época era criança e só lembro que fomos acordados com policiais mandando que todos saíssem e abandonassem suas casas. Foi um terror, queriam prender minha mãe, meu avô e outras pessoas que se negavam a sair. Derrubaram todas as casas e hoje sei que aquilo está um grande deserto.Tenho muita saudade daquele lugar, pois foi eu passei anos maravilhosos.

Amigos do Conhecimento disse...

Professor, inicio uma pesquisa sobre o bairro e suas necessidades. Todo tipo de informação me ajuda a entender as possibilidades baseadas no ritmo e direcionamento dos acontecimentos. Grato pela generosidade ao contar sobre o bairro, Adilson Braga

João Luiz disse...

Oi Professor, sou filho de José Pereira Júnior, sou neto de José Pereira, um imigrante Português, sei que ele era construtor e dono de muitas terras em campo grande, ele era dono da Casa Pereira, era acho eu, Serralheria Pereira, onde é hoje a Silbene na Coronel Agostinho, a casa dele era em frente, onde foi a Casa Mattos e é hoje a Disantini, sei que ele foi um grande empreendedor de campo grande, gostaria de saber mais sobre ele, um gde abraço, João Luiz Pereira.
E-mail - joaomocidade@yahoo.com.br

Anônimo disse...

Me chamo Ismar e sou curso História na Feuc nosso campo grande é coberto de história pena que muitos não dão valor muito bom artigo professor um abraço fica na paz.
A História é o Caminho, A verdade e a Luz.

Jussara disse...

Boa noite ,prof.Adinalzir,é com imensa satisfação que encontrei seu Blog pesquisando sobre Campo Grande,meu genro está montando uma Clínica Odontológica aí ;fui visitar e fiquei encantada com o desenvolvimento ,mas mantendo sua preservação de matas e afins ,com a qual tanto viemos lutando pra que seja mantida natural,o lugar é lindo apesar do crescimento;adorei conhecer,temso a mesma profissão a qual amo de paixão e sempre costumo dizer que não sei fazer outra coisa;sou também artista plástica e gostaria de pintar algumas telas com pontos turísticos ,mas não encontrei fotos que pudessem ficar bom;peço por facor se tiver alguma enviar pro meu e-mail,e já agradeço por postar informações valiosas para todos que pesquisam sobre esse Bairro tão importante para o desenvolvimento do Rio de Janeiro nosso amado estado.Meu email: jussararodegheri@hotmail.com.

MÃES DE CHUTEIRA disse...

gostaria de saber sobre a estrada do Cantagalo, Monteiro aqui em Campo Grande onde onde moro, estou pesquisando e nada encontro sobre a localidade que terá um dos maiores shoppings do Rio, Park shopping.. parabéns pela matéria

MÃES DE CHUTEIRA disse...

ola Professor, gostaria de saber sobre a estrada do Cantagalo em monteiro, um pouco de sua historia
parabens pela materia

Paulo Eduardo disse...

Uma boa tarde professor, adorei ler a respeito no nosso bairro,porem existe uma curiosidade que acho que vale a pena explorar em campo grande, nos livros que sempre leio sobre a época do imperio no brasil, citam a fazenda de santa cruz onde Dom Pedro estava sempre presente em seus deslocamentos para São Paulo, essa fazenda por acaso não seria a fazenda marambaia, hoje localizada na estrada do Magarça sob adiministração da Policia Militar, pois estive no local e perguntei, e nada souberam informar, sera que existe alguma proximidade ate mesmo pela administração ser feita a anos pela Policia, o local é totalmente rustico antigo e muito bem cuidado, a casa grande demosntra que ali deve existir uma historia fantastica do nosso bairro e pouca gente conhece um abraço e se possivel me mantenha informado

Paulo Eduardo disse...

Meu nome é Paulo Eduardo, acabei de postar um comentario sobre a Fazenda Marambaia, segue meu email que esqueci de posta, protesepaulo@gmail.com

Anônimo disse...

Aos que procuram conhecer a história de Campo Grande recomendo os livros: O Velho Oeste Carioca I e II e o bar do Ernesto (Chopp da Vila, que está situado na confluência da estrada do Cabuçu com rua Olinda Ellis. Lá encontramos muitas fotos históricas de Campo Grande, os livros acima citados e outras informações.
Flávio

Anônimo disse...

Aproveitando o que Flávio postou recomendo também a TVZO, que pela internet trabalha questões importantes do nosso Campo Grande e de bairros e cidades próximas.
Jorge

Anderson r. Monteiro disse...

amei essa reportagem e gostaria de saber mais como fazer.

Anônimo disse...

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Anônimo disse...

Exceptional publish, Paula. And many thanks for inviting her to Bitten, Mark.


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Anônimo disse...

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TED talk posted. It's already been established in astrophysics that the current physics and mathematics aren't sufficient to cope or comprehend what is becoming identified in these fields.
It is a shame which the scientific community is acting like the crazed catholics
in the middle ages and tying up science in dogma and absolutism taking into
consideration how science has evolved more than millenia.
To eliminate him from spots like TED is censorship which I wholeheartedly deplore.
Has science forgotten that it had been exploratory minds that created discoveries that could
not be explained fullly at the time?

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Anônimo disse...

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Anônimo disse...

PROFESSOR ADINALZIR, Campo Grande sempre foi bairro ou em alguma época foi Cidade? No ano de 1966 era bairro? Preciso muito saber disso, Obrigada.

Anônimo disse...

Professor, qual o email que eu posso usar pra falar com o senhor?

BlogBlogs.Com.Br