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Quando a expedição de Martim Afonso de Sousa chegou ao povoado de São Vicente, na região sul do atual litoral paulista, em 1532, encontrou não só aldeias indígenas, mas também portugueses. Apesar da força dos nativos, a convivência entre eles era pacífica. Tranquila até demais, aos olhos dos católicos.
Sem dúvida, esse contato prévio contribuiu para o reconhecimento da área e o êxito na incorporação desta primeira região americana à autoridade lusitana. Mas a ligação entre europeus e locais não era apenas estratégica.
Com a elevação de São Vicente ao status de vila em 22 de janeiro de 1532, a primeira da Colônia, a região chamou ainda mais a atenção dos católicos, que estavam atentos à grande proximidade entre colonizadores e colonizados. Para os religiosos, o convívio provocaria a degradação moral dos europeus pela adoção de costumes como a poligamia, o concubinato e o consumo de álcool.
A surpresa dos jesuítas que chegaram em 1553 foi tão grande que em pouco tempo a missão de catequizar os índios teve de ser ampliada. A nova tarefa seria a reeducação dos portugueses.
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