Em tempos de gripe suína, com escolas fechadas, medo de contágio, dúvidas e mais dúvidas. Eis que me vem na lembrança a data de hoje, em que se comemora o Dia do Estudante.
Estudante é todo aquele que se dedica a aprender e tem fome de conhecimento. E já que você gosta de aprender coisas vamos falar um pouco da origem desse dia.
Você sabe por que ele é comemorado no dia 11 de agosto?
Porque no dia 11 de agosto de 1827, D. Pedro I instituiu no Brasil os primeiros cursos de ciências jurídicas e sociais do país. Ele fez isso para quem quisesse estudar não precisasse mais ir para Portugal ou Coimbra atrás de conhecimento.
Cem anos depois, em 1927, Celso Gand Ley propôs uma homenagem a todos estudantes do país. Desde então até hoje comemora-se essa data.
E para homenagear a todos os Estudantes, nada melhor do que colocar o vídeo original da música Coração de Estudante com o próprio Milton Nascimento. Este video foi gravado no colégio "Dante Alighieri" em São Paulo. No ano de 1985, se não me engano.
É uma música que resgata a inocência dentro de cada um de nós, a esperança inabalável da nossa juventude. De um tempo em que se sonhava, em que se tinha esperança, em que se lutava por algo em que se acreditava. De um tempo em que se andava nas ruas sem medo. Ouçam:
Em tempos de gripe suína (a OMS não quer que usemos o termo para não estrangular o mercado de carne e produtos derivados do porco), coloco aqui este texto, que encontrei na internet.
"Logo a praga estava por toda parte. E ninguém estava a salvo. A doença afetou os jovens e saudáveis. Um dia você estava muito bem, forte e invulnerável. Podia estar ocupado, trabalhando em seu escritório. Ou talvez estivesse tricotando um cachecol para as tropas de bravos soldados que lutavam na guerra para acabar com todas as guerras. Ou talvez você fosse um soldado recebendo treinamento básico, pela primeira vez longe de casa e da família..."
O trecho acima parece de cinema, mas faz parte do livro "Gripe: A História da Pandemia de 1918" (Record, 2002), cuja repórter americana Gina Kolata conta a história da mortífera "Gripe de 1918", investiga sua origem e revela os erros e acertos dos homens que tentaram combatê-la. Os números das vítimas da gripe de 1918 são imprecisos. Estimam-se algo entre 20 e 100 milhões de mortos.
COMENTÁRIO: Este livro foi publicado nos Estados Unidos em 1999 e explica em detalhes, a enorme catástrofe que foi a pandemia da Gripe Espanhola de 1918/19 que matou 20 milhões de pessoas em todo o mundo, mais do que o total de 15 milhões de mortos na Primeira Guerra Mundial. É ao mesmo tempo, um relato de outras epidemias que a precederam e uma investigação rigorosa sobre a possibilidade de novas doenças causarem uma catástrofe comparável aos mortos na Primeira Guerra Mundial.
A leitura é bastante assustadora, especialmente por revelar a fragilidade de nossos sistemas de saúde, estatais ou privados, frente a uma doença que boa parte da comunidade científica tem quase como certa de nos atingir novamente algum dia. Gina Kolata utiliza a linguagem científica com clareza e se faz entender perfeitamente. Talvez até bem demais, pois confesso ter ficado bem abalado com a leitura do livro.
Não custa nada lembrar que enquanto a gripe suína vai levando dezenas ou centenas de vidas, outras doenças que já deveriam estar erradicadas ou, ao menos, melhor controladas, continuam matando milhares de pessoas todos os anos e ninguém repara – dengue, malária, tuberculose e outras mais.
Será que a paranóia criada pela mídia em torno dessa nova gripe não é uma invenção criada pela grande indústria farmacêutica? Eu ainda continuo preferindo acreditar que isso é coisa do capitalismo selvagem, pois sabemos que o ser humano é capaz de tudo por dinheiro. Não é? Estão aí os Tamiflu, Novavax e outros que não me deixam mentir.
Clique também nos vídeos abaixo e vejam fatos relacionados que podem ser mentiras ou estrondosas verdades:
Não é de hoje que o apelo sensual das danças brasileiras choca os setores mais conservadores da sociedade. Um século atrás, a dança mais popular do Rio de Janeiro era o maxixe. Este é o nome de um fruto comestível, ainda hoje muito consumido no Nordeste.
Como a planta que lhe dá origem é rasteira, a palavra "maxixe" passou a ser associada a tudo que fosse pouco refinado, de baixa categoria. Veio daí o batismo da dança sensual, praticada pelas camadas populares.
O Maxixe (também conhecido por Tango brasileiro) é um tipo de dança de salão criada pelos negros, que esteve em moda entre o fim do século XIX e o início do século XX. Dançava-se acompanhado a dois. Seu estilo musical é contemporâneo da polca e dos princípios do choro e contou com compositores como Ernesto Nazareth e Patápio Silva. Mas o maior nome na composição de maxixes foi, sem dúvida, o da maestrina Chiquinha Gonzaga.
Teve a sua origem no Rio de Janeiro na década de 1870, mais ou menos, quando o tango também dava os seus primeiros passos na Argentina e no Uruguai, do qual sofreria algumas influências. Dançada a um ritmo rápido de 2/4, notam-se também influências do lundu, das polcas e das habaneras.Tal como o tango, este estilo foi também exportado para a Europa e Estados Unidos da América, no início do século XX.
Atualmente, o samba e a lambada são dois exemplos de danças que devem algumas contribuições de estilo ao Maxixe. E junto com o funk estão aí para provar que certas danças não perdem o seu caráter cultural e revolucionário.