segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

A presença protestante no Brasil e as igrejas em Campo Grande no Rio de Janeiro



Primeira Igreja Batista de Campo Grande. A história da igreja começa no bairro de Santa Cruz em 1900. Em 1920, a igreja transferiu-se para o bairro de Campo Grande. Em 1922 foi comprada a propriedade da Rua Ferreira Borges.

Os protestantes aportaram aqui no século XVI. Aceitos no país definitivamente apenas na época de D.João VI, os cristãos reformados chegaram em massa ao Brasil no século XIX. O protestantismo se manifestou de diversas formas até o século XX, quando surgiram os movimentos pentecostais.

Os que primeiro chegaram e estabeleceram o protestantismo em terras brasileiras de modo definitivo são chamados de evangélicos “históricos” (anglicanos,1808) e (luteranos,1824). Conhecidos como “protestantes de imigração”.

Distintos destes são os que chegaram logo depois,chamados,por isso,de “protestantes de missão”. Representavam diferentes denominações evangélicas: congregacionais (1855), presbiterianos (1859), metodistas (1867), batistas (1882), episcopais (1890), luteranos (1890), e metodistas livres (1936). Outros grupos,por terem experimentado cisões locais ao longo do século XX, fizeram surgir igrejas nacionais, como a Presbiteriana Independente (1903), a Batista Bíblica (1968) e a Presbiteriana Unida (1978), entre outras.


Outros grupos, por terem experimentado cisões locais ao longo do século XX, fizeram surgir igrejas nacionais, como a Presbiteriana Independente (1903), a Batista Bíblica (1968) e a Presbiteriana Unida (1978), entre outras.

Os evangélicos pentecostais chegaram no início do século XX. Em 1910, o italiano Luigi Francescon organizou a Congregação Cristã,em São Paulo,entre os imigrantes italianos do Brás. Em 1911, os suecos Gunnar Vingren e Daniel Berg fundaram a Assembléia de Deus, no Pará, após provocarem uma divisão na Igreja Batista de Belém.


Nas décadas de 1950 e 1960,o pentecostalismo ganhou um novo fôlego,com a chegada de igrejas como a Igreja do Evangelho Quadrangular (1953) e a Igreja do Nazareno (1958). No mesmo período surgiram igrejas nacionais, como a Igreja do Brasil Para Cristo (1956), a Igreja Deus é Amor (1962) e a Casa da Bênção (1964).

Ventos pentecostais também sopraram sobre as igrejas históricas, dando origem a cismas em todas as denominações. Esta virada ficou conhecida como Movimento de Renovação Espiritual. Entre as mais conhecidas estão a Convenção Batista Nacional (1965), a Congregação Independente (1965), a Metodista Wesleyana (1967), a Cristã Evangélica em Renovação Espiritual (1967) e a Presbiteriana Renovada (1975).

A partir da segunda metade dos anos 70, surgem novas igrejas pentecostais. A representante exemplar do chamado neopentecostalismo, que emerge no final da década de 1970 e se firma na década de 1990, é a Igreja Universal do Reino de Deus. Fundada em 1977 inaugurou um novo modelo eclesial, se comparada às outras igrejas pentecostais.


Fonte do texto: Flávio Conrado, antropólogo, atua na área de movimentos populares do Instituto de Estudos da Religião (ISER), tem desenvolvido pesquisas na área de presença protestante na vida política e cultural brasileira.

Revista Nossa História Ano 4/ nº 38.

Imagens de Deca Serejo.

Originariamente postado na página riodecoracãotour

Postado neste blog por Adinalzir Pereira Lamego

2 comentários:

Carlos Eduardo de Souza disse...

Muito bom o artigo. Falar de protestantismo é sempre difícil pois existem várias denominações. E Campo Grande, em particular, estamos presenciando um verdadeiro "boom" de surgimento das chamadas neopentecostais. Em um raio de aproximadamente 4 km, contei 14 igrejas evangélicas, a maioria, neopentecostais. Vale uma pesquisa.Um grande abraço

Prof. Adinalzir disse...

Valeu Carlos Eduardo de Souza
Nas minhas andanças por Campo Grande e Santa Cruz também percebo isso.
Sempre é bom revelar. Um grande abraço e volte sempre!

Maria do Carmo Gerônimo

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