24.3.12

O Brasil Através das Três Américas


No dia 16 de abril de 1928, partiu do Rio de Janeiro a "Expedição Brasileira da Estrada Panamericana". Comandava-a o então Tenente do Exército Leônidas Borges de Oliveira e o acompanhavam nessa empreitada Francisco Lopes da Cruz, um observador, e Mário Fava, um mecânico. Utilizando apenas dois automóveis Ford "Modelo T", esses brasileiros tinham por missão descobrir, abrir e projetar a rota onde, futuramente, seria construída, em condições ideais, uma rodovia que interligasse as Três Américas. A iniciativa extremamente inovadora alcançou êxito, constituindo-se em façanha poucas vezes registrada na história do automobilismo mundial. Durante dez anos, a expedição percorreu 28.000 quilômetros de estradas, picadas, caminhos, matagais e florestas de quinze países. É fácil imaginar as dificuldades de todas as espécies, enfrentadas e dominadas pelos expedicionários, afinal, durante toda a viagem foram cruzadas selvas centenárias, rios agitados e a temível Cordilheira dos Andes, tudo isso através de caminhos abertos com pás, picaretas e dinamite. Mas, apesar de todos os obstáculos e depois de dez anos de esforços, o trabalho completo da exploração da futura rodovia foi concluído e, chegando a Detroit, os expedicionários foram recebidos pelo pioneiro da indústria automobilística, Henry Ford, entre outros tantos nomes importantes. O grande acervo documental e fotográfico acumulado e as inúmeras emoções experimentadas durante os 12 anos de trabalho de estudos sobre a Expedição resultaram neste livro: "O Brasil Através das Três Américas". 

Um excelente trabalho de autoria de Jose Roberto Faraco Braga que  traz em seu DNA, o espírito aventureiro e desbravador, herdado de seus antepassados, que chegaram ao Brasil durante o começo da colonização.

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18.3.12

José Vieira Fazenda: médico, escritor e amante da cidade do Rio de Janeiro


Nascido no Rio, em 28 de abril de 1847, José Vieira Fazenda formou-se em Belas Letras e em Medicina, profissão que exerceu na Santa Casa da Misericórdia e numa clínica na Rua do Cotovelo, onde morava, e que dava acesso ao alto do Morro do Castelo, à Santa Casa e ao morro ele dedicou alguns de seus textos. Em 1895 e 1896, Vieira Fazenda foi intendente municipal, e na mesma época começou a escrever para revistas e jornais da cidade, como "A Notícia", do qual foi regular colaborador. Como bibliotecário do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), cuja sala de leitura hoje leva seu nome, Vieira Fazenda travou contato com importantes intelectuais da época, como o historiador Capistrano de Abreu, e teve acesso a documentos históricos para suas pesquisas.

Num dos textos de introdução às "Antiqualhas e memórias do Rio de Janeiro", o historiador Elysio de Oliveira Belchior atribui parte da paixão de Vieira Fazenda pelo Rio de Janeiro aos estudos no Colégio Pedro II, onde teve aulas com o escritor Joaquim Manuel de Macedo e o historiador Manuel Duarte Moreira de Azevedo, que foi membro do IHGB. Em vida, o autor publicou "Notas históricas", sobre a Associação Comercial do Rio de Janeiro (1906), "Posse do antigo Convento do Carmo" (1908), reunindo artigos publicados no "Jornal do Commercio", e um livro com textos de "A Notícia" sobre a Santa Casa da Misericórdia (1912). Os artigos de "Antiqualhas...", no entanto, foram editados apenas após sua morte, em 19 de fevereiro de 1917.



12.3.12

O Rio antigo de Carlos Gustavo, o 'Guta'


A Quinta da Boa Vista em 1880

Esta é uma das excelentes imagens digitais do artista gráfico carioca Carlos Gustavo Nunes Pereira, o "Guta", onde baseado em pesquisas iconográficas, ele recria recantos históricos do Rio de Janeiro: Quinta da Boa Vista, Cinelândia, Praça Mauá, Copacabana e outros. Exatamente como deveriam ter sido em diferentes períodos da história da cidade. Apreciar essas fotos mostra o quanto a cidade cresceu desde o Séc. XVII ao XX, mas ao mesmo tempo nos mostra o quanto sua beleza natural foi sacrificada. Isso sem falar do patrimônio artístico e arquitetônico. 


Clique abaixo e confira você mesmo essas imagens.

7.3.12

Expedições do século XXI


Pesquisadores da Fiocruz visitarão regiões desbravadas por sanitaristas entre os anos de 1911 a 1913.

Carlos Chagas (ao centro) na expedição à Amazõnia

Pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) vão refazer os passos dos médicos Carlos Chagas, Arthur Neiva e Belisário Penna, que, entre os anos de 1911 e 1913, promoveram expedições científicas pelos sertões do Brasil. Se, no início do século passado, os sanitaristas identificaram o total abandono das áreas rurais, a ausência da atuação dos governos e um grave quadro de doenças endêmicas, agora as equipes do IOC, vinculado à Fundação Oswaldo Cruz, voltarão aos locais para mostrar que a pobreza ainda é um problema persistente.

As expedições acontecerão a partir da metade deste ano, com previsão de término em 2014. A ação piloto foi promovida no fim de janeiro em Paudalho, cidade de Pernambuco com 51 mil habitantes, distante 37 quilômetros de Recife. O município, que recebeu a visita dos sanitaristas há cem anos, ainda luta contra doenças vinculadas à pobreza, como esquistossomose, tuberculose e as provocadas por vermes. As expedições estarão integradas às ações do programa do governo federal Brasil Sem Miséria.

Os registros fotográficos e os documentos produzidos pelo trabalho de Chagas, Neiva e Penna mostraram, na época, um Brasil até então desconhecido para a grande maioria da população urbana, concentrada no litoral. De acordo com o pesquisador da Fiocruz Jaime Benchimol, as expedições dos médicos acabaram com a "fantasia" de que as cidades litorâneas eram insalubres, enquanto o campo oferecia qualidade de vida.

- Até então, as políticas públicas para a Saúde estavam voltadas para as epidemias que aconteciam nas cidades e, com as expedições, descobriram as doenças endêmicas do campo, a maioria relacionada à pobreza. Foi nesse período que surgiram o Jeca Tatu, personagem de Monteiro Lobato, que mostrou como vivia o homem do campo, e a defesa do saneamento básico também para o campo.

Na época, foi realizado um mapeamento da fauna e da flora brasileiras e de relatos de como vivia a população. O trabalho dos sanitaristas também forçou a criação do Departamento Nacional de Saúde Pública. Historiadores afirmam que, com as expedições, ainda foi possível acelerar a ocupação do interior brasileiro. Os sanitaristas percorreram mais de sete mil quilômetros e visitaram localidades da Bahia, Pernambuco, Piauí e Goiás.

Diretora do IOC e coordenadora das novas expedições, a médica Tânia Araújo Jorge explica que as viagens serão feitas em três etapas. Na primeira, prevista para a metade deste ano, as equipes da Fiocruz passarão pelas regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste. Segundo a médica, os estados nordestinos reúnem 59% do público alvo do Brasil Sem Miséria. Durante essa fase, as pesquisas e o trabalho com a população vão se concentrar em cidades de Pernambuco.

Já no Sudeste, os grupos promoverão idas ao Vale do Jequitinhonha, região de Minas Gerais com bolsões de pobreza, e ao complexo de favelas de Manguinhos, no Rio de Janeiro. No Centro-Oeste, serão visitadas áreas do Distrito Federal. Bahia, Ceará, Piauí e estados que integram a Amazônia farão parte das segunda e terceira etapas.

- Começamos o trabalho piloto em Paudalho por ter sido a primeira cidade a protocolar propostas ao programa Brasil Sem Miséria. Por outro lado, identificamos problemas crônicos, como falta de saneamento e doenças negligenciadas. Nossa equipe é multidisciplinar, e a ideia é promover atividades integradas e parcerias com os gestores e governos locais - explica a pesquisadora fluminense.

Com 51,6% das famílias vivendo com até dois salários mínimos, Paudalho pretende erradicar doenças ligadas à pobreza até 2015. A cidade é conhecida em Pernambuco pela forte atuação de movimentos que defendem a reforma agrária.

Ao ser indagada se muita coisa mudou 100 anos após as expedições científicas de Chagas, Neiva e Penna, Tânia Araújo Jorge diz que o trabalho de erradicação da pobreza avançou, mas ainda existem 16,2 milhões de pessoas nessa situação.

- Um mapeamento foi realizado no início do século passado. Hoje, o diagnóstico já está feito, mas as expedições têm como meta acelerar ações de combate à pobreza, que devem ser integradas a questões como renda e educação - detalha.

As expedições reunirão pesquisadores da Fiocruz das unidades do Rio de Janeiro, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais e Distrito Federal, e outros que atuam em parceria com universidades federais e estaduais. 


Texto de Marcelo Remígio 
Fonte: O Globo, 19 de fevereiro de 2012.
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1.3.12

Viva o Rio de Janeiro nos seus 447 anos


Há quem diga que o aniversário do Rio de Janeiro é no dia 20 de janeiro e há quem diga que é no dia 1º de março: a primeira data é uma homenagem ao santo padroeiro São Sebastião. A segunda é a data oficial da fundação da cidade, no ano de 1565.

Nada contra o santo, mas hoje (quinta-feira) chegou o dia de comemorar os 447 anos da cidade maravilhosa. Viva o Rio de Janeiro! Quer saber mais? Leia um belo post no blog do Lu Cidreira, escrito por um baiano daqueles que amam de verdade a minha e a nossa cidade. Valeu mesmo!


Nilton Bravo (1937-2005), O Michelangelo dos Botequins

Um dos painéis de Nilton Bravo tombado pela Prefeitura no Bar Sulista, na Praça Coronel Assunção, 357 (Gamboa) Nilton Bravo (1937-2...