26.1.12

Infelizmente mais uma tragédia na história do Rio de Janeiro

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Três prédios desabaram no centro do Rio de Janeiro por volta das 20h30min de 25 de janeiro. Um deles tinha 20 andares e ficava situado na avenida Treze de Maio; outro tinha 10 andares e ficava na rua Manuel de Carvalho; e o terceiro, também na Manuel de Carvalho, era uma construção anexa ao Theatro Municipal. Segundo a Defesa Civil do município, cinco pessoas morreram no acidente e outras 18 permanecem desaparecidas. Cinco pessoas ficaram feridas com escoriações leves e foram atendidas nos hospitais da região. Cerca de 80 bombeiros e agentes da Defesa Civil trabalham desde a noite do incidente na busca de vítimas em meio aos escombros. Estão sendo usados retroescavadeiras e caminhões para retirar os entulhos.

Segundo o engenheiro civil Antônio Eulálio, do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ), havia obras irregulares no edifício de 20 andares. O especialista afirmou que o prédio teria caído de cima para abaixo e acabou levando os outros dois ao lado. De acordo com ele, todas as possibilidades para a tragédia apontam para problemas estruturais nesse prédio,
descartando totalmente que uma explosão por vazamento de gás tenha causado o desabamento.

Por causa do acidente, a prefeitura do Rio de Janeiro interditou várias ruas da região. No metrô, as estações Cinelândia, Carioca, Uruguaiana e Presidente Vargas foram interditadas na noite dos desabamentos, mas foram liberadas após inspeção e funcionam normalmente.


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17.1.12

Inteligência herméticamente fechada

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A História registra que o presidente Hermes da Fonseca (1855-1923) não era lá muito conhecido por sua inteligência. O marechal frequentemente era alvo fácil dos jornais, que o acusavam de ser fraco e de governar a reboque de outras figuras políticas, como o senador gaúcho Pinheiro Machado.

Uma das várias anedotas que corriam a seu respeito demonstra bem o que se pensava sobre o presidente.

Conta-se que o velho militar, acamado, recebeu a visita de Pinheiro Machado (1851-1915). O senador disse ao marechal que mantendo as janelas hermeticamente fechadas ele jamais se curaria. O presidente ouviu o conselho, arejou o quarto e ficou curado.

Tempos depois, a situação se inverteu, e o presidente foi visitar Pinheiro Machado doente. Hermes, repetindo a lição do mestre, profetizou: "Assim o senhor não se cura, senador". "Por quê?", perguntou o enfermo. "Porque o senhor fica com as janelas pinheiristicamente fechadas".

Do livro: Histórias de presidentes, de Isabel Lustosa.
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13.1.12

Salários dos professores poderão ficar isentos do Imposto de Renda

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Está em análise na Câmara o Projeto de Lei 2607/11, do deputado Felipe Bornier (PSD-RJ), que concede isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física sobre a remuneração de professores. Quer saber mais sobre o assunto? Visite o blog: SILVA FILHO: Política, Enquetes e Informação. Vamos todos torcer para que esse projeto seja aprovado!
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11.1.12

Mulheres trancafiadas no porão

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De uns tempos para cá, parte da população mundial ficou chocada com notícias sobre homens que mantiveram mulheres trancafiadas durante anos sem comunicação com o exterior. E isso em plena Europa "civilizada".

Mulheres do Brasil colonial e imperial também estiveram sujeitas a práticas semelhantes, como registrou o francês naturalizado brasileiro Hércules Florence na década de 1820. Viajando pelo interior do país, ele encontrou, perto de Cuiabá, um senhor de engenho que lhe contou uma história assustadora. Viúvo, ele mostrou ao viajante um alçapão que mantinha em seu quarto: "Aqui embaixo, disse-nos ele, é que eu guardava a mulher quando tinha de sair de casa. Ela descia por uma escadinha que eu recolhia, e recebia alimentos pela janela do engenho". Essa era uma pequena amostra da tirania masculina que imperava no Brasil antigo.

Fonte: Entre a luxúria e o pudor, de Paulo Sérgio do Carmo.
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6.1.12

2011: um ano de perdas irreparáveis

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Começo aqui a minha primeira postagem de 2012 com este artigo de Gefferson Ramos, pesquisador da Revista de História da Biblioteca Nacional. Mostrando que a morte também faz parte da História e que o ano de 2011 foi marcado pela perda de grandes nomes da história do Brasil. Sendo que muitos deles passaram pelas páginas da própria RHBN.

"Em janeiro, faleceu em Paris a historiadora grega Kátia Mattoso, que dedicou sua vida a estudar a história da Bahia. Como prova da importância de seus trabalhos, sua tese de doutorado "Bahia, século XIX – uma província no Império" (Nova Fronteira, 1992), foi responsável por abrir a Cátedra de História do Brasil na Sorbonne na França. Era apenas a primeira de uma série de perdas de grandes nomes da historiografia que teriam 2011 fincados na lápide.

Em abril, também morreu o historiador português Vitorino Magalhães Godinho, que lançou as bases para os estudos sobre a história do Império português. Sua última entrevista foi concedida a RHBN (nº 69). Também nos deixou o geógrafo Maurício de Almeida Abreu, formado na tradição da Escola dos Annales, que propunha a aproximação da História com outras disciplinas como a Geografia. Abreu foi professor da UFRJ e deixou o monumental "Geografia História do Rio de Janeiro (1502-1700)", resultado de mais de 15 anos de pesquisa.

Neste ano também se foi Eulália Maria Lahmeyer Lobo, primeira mulher a defender uma tese de doutorado em História no Brasil; e Eni Mesquita Samara, professora da USP, morta em agosto, deixando como legado estudos que ajudaram a reavaliar a ideia de sociedade patriarcal no Brasil no período colonial (veja a entrevista concedida a RHBN nº 64).

A história Naval e a história da Cartografia no Brasil perderam seu maior estudioso: o contra-almirante Max Justo Guedes (RHBN nº 22). A historiadora da USP Iris Kantor destacou que os trabalhos de Guedes foram responsáveis por fazer renascer os estudos da cartografia luso-brasileira nas universidades brasileiras na última década. Por fim, a história agrária brasileira também perdeu neste ano uma de suas precursoras, com o falecimento da historiadora cearense Maria Yedda Linhares, aos 90 anos de idade."

Foi uma perda para todos nós e para a historiografia. Que Deus os tenha na sua infinita misericórdia!
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Sepetiba em 1827, numa aquarela de Jean-Baptiste Debret

No panorama da imagem, temos uma visão da Baía de Sepetiba, da Serra da Coroa Grande e de Itacuruçá, e também da pequena vila dos pes...