4.5.12

Jornal do Brasil: uma grande história


Fundado em 1891 por Rodolfo Dantas, com intenção de defender a monarquia recentemente deposta. De nível elevado, contava com a colaboração de José Veríssimo, Joaquim Nabuco, Aristides Spínola, Ulisses Viana, o Barão do Rio Branco e outros como Oliveira Lima, então apenas um jovem historiador. As afinidades da maioria desses elementos com o regime deposto foram sintetizadas por Nabuco como a melhor República possível. 

O periódico inovou por sua estrutura empresarial, parque gráfico, pela distribuição em carroças e a participação de correspondentes estrangeiros, como Eça de Queirós. O seu primeiro número veio a público em abril. Manteve sua orientação conservadora até que Rui Barbosa assumiu a função de redator-chefe (1893). Nesta fase inicial, o Barão do Rio Branco (1845-1912) colaborou, em suas páginas, com as célebres colunas Efemérides e Cartas de França.

A redação do jornal foi atacada ("empastelada", como se dizia na época) em 16 de dezembro de 1891, dias após a morte do Imperador D. Pedro II, noticiada com pesar em uma edição especial tarjada de negro em sinal de luto.

Por ter sido o único periódico da então Capital Federal a publicar o manifesto do Contra-Almirante Custódio de Melo quando da eclosão da Segunda Revolta da Armada (6 de setembro de 1893), o presidente da República, Floriano Peixoto determinou o fechamento do jornal e mandou caçar Rui Barbosa, vivo ou morto. O jornal permaneceu fechado por um ano e quarenta e cinco dias.

A partir de 15 de novembro de 1894 voltou a circular, sob a direção da família Mendes de Almeida. A opção pela data assinalava o apoio à República, e a sua nova proposta editorial voltava-se para as reivindicações populares. No início do Século XX, o Jornal do Brasil transferiu-se para um dos primeiros arranha-céus do Rio de Janeiro, na recém-inaugurada Avenida Central (hoje Avenida Rio Branco), onde permaneceu até a década de 1970, quando se transferiu para um novo prédio, na Av. Brasil, 500, em frente ao Cais do Porto. Mais tarde, o Jornal do Brasil tornou-se propriedade dos Condes Pereira Carneiro (Ernesto Pereira Carneiro e Maurina Pereira Carneiro) e depois de seu genro, Manuel Francisco do Nascimento Brito. Nos anos 1950, o designer gráfico Amílcar de Castro revolucionou o design de jornais no Brasil, com a reforma gráfica para o JB. Em 2005, o JB instalou-se na "Casa do Bispo", imóvel histórico e representativo do colonial luso-brasileiro, datado do início do século XVII, que já serviu de sede à Fundação Roberto Marinho. A partir de 16 de Abril de 2006 começou a circular nas bancas no chamado "formato europeu", um formato maior que o tabloide e menor que o convencional, seguido por diversos jornais daquele continente.

Em 2008 o Jornal do Brasil realizou uma parceria de digitalização com o buscador Google que resultou no livre acesso em texto completo das edições digitalizadas das décadas de 30 a 90, que podem ser acessadas pelo link Acervo histórico digitalizado do Jornal do Brasil.

Em 2001, a família Nascimento Brito arrendou o título do jornal para o empresário Nelson Tanure por 60 anos, renováveis por mais 30. A intenção do empresário, conhecido por comprar empresas pré-falimentares, saneá-las e depois revendê-las, era recuperar o prestígio do jornal. Naquele ano, as vendas do jornal eram de 70 mil em média durante a semana e 105 mil aos domingos.
Recuperou-se a partir de 2003, atingindo 100 mil exemplares em 2007, quando então as vendas novamente começaram a cair, chegando a 20.941 em março de 2010. Em julho de 2010, foi anunciado o fim da edição impressa do jornal que, a partir de 1 de setembro do mesmo ano, existiria somente em versão online, com alguns conteúdos restritos a assinantes, o JB Premium. O JB agora autodenomina-se "O Primeiro jornal 100% digital do País!" 
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Jornal_do_Brasil

7 comentários:

Lúcia Bezerra de Paiva disse...

Importante, toda a vida de um importantíssimo jornal. Quando eu morava no Rio de Janeiro era meu primeiro jornal. Lei on line, mas gosto mesmo é de "sujar" minhas mãos.

Um abraço, Prof. Adinalzir,
da Lúcia

Prof. Adinalzir disse...

Prezada Lúcia
Eu também sou fã do JB até hoje. Fui assinante e sinto saudades daqueles tempos. Abraços e muito obrigado pela visita!

lucidreira disse...

É isso estamos deixando nossa história ir por água abaixo.
Ficamos bem informados quando entramos em seu espaço, isso sim é Saber História.
Abraço

José Lima Dias Júnior disse...

A história do jornalismo no país se deve, também, ao conjunto de publicações do Jornal do Brasil.

Abraços,
Prof. Lima Júnior

Prof. Adinalzir disse...

Prezado Lucidreira
Agradeço pela visita e gentis palavras. Muito em breve também estarei me nutrindo de cultura lá no seu espaço. Abraços fraternos!

Prof. Adinalzir disse...

Meu caro José Lima Dias Júnior
Falar da história do Brasil é falar também do JB, com toda certeza.
Fico muito grato pela visita!

Aleatoriamente disse...

Olá Lu,
Viajo nos textos que posta, gosto muito.
Você é dez!

Beijão querido

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