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Mostrando postagens de Janeiro, 2011

México lança portal com raridades documentais

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Com uma seleção de tesouros documentais que datam desde o período pré-hispânico, foi inaugurada a Biblioteca Digital Mexicana (BDMx). Criada pela união de órgãos vinculados ao Arquivo Geral Nacional e ao Centro de Estudos da História do México, o projeto é uma iniciativa inédita no país, com um pequeno, mas valioso acervo.

Cena do Códice Colombino, do século XII, uma das raridades da biblioteca virtual mexicana

São 20 documentos que datam do século VI até 1949. Entre os destaques está o Códice Colombino, considerado o único documento pictórico da época pré-hispânica conservado em uma coleção mexicana. O documento foi digitalizado e é possível observá-lo nos mínimos detalhes pela internet.

Outros destaques são o Catecismo Testeriano de 1524, o Códice Totomixtlahuaca de 1570 e outros manuscritos importantes do processo de independência do México, como o Plano de Independência da América Septentrional, de Agustín de Iturbide, de 1821. Do Arquivo Geral Nacional vieram o Códice Techialoyan …

A gênese da destruição

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Texto de autoria de Ana Lucia Azevedo publicado no jornal O Globo de 22/01/2011 mostra que a turbulenta relação entre os brasileiros e as serras tem sua origem na própria formação do nosso país.

Devastação em Nova Friburgo

A trágica história dos desastres naturais em terras brasileiras começa com a formação do Brasil. São Vicente, em São Paulo, a primeira povoação oficialmente criada na América portuguesa, teve o núcleo destruído por tempestades e ressacas em 1541. O padre José de Anchieta, ao escrever na mesma região em 1560, descreveu uma tempestade que "abalou as casas, arrebatou os telhados e derribou as matas". Desde então, se sucedem os desastres gerados pela combinação de gente no lugar errado, montanhas e tempestades, destaca o historiador José Augusto Pádua, para quem a História tem muito a contribuir para a compreensão da relação entre o homem e a natureza. Relação que pode terminar em desgraça, como demonstrou a tragédia deste mês na Região Serrana do Rio.

- Temos u…

Ex-presidentes do Brasil na visão de historiadores

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Segundo historiadores, poucos ex-presidentes se retiraram da vida pública, a maioria continuou a influenciar os rumos do Brasil.

Não se deixe enganar pela camiseta de malha e a disposição para comer pastéis. Lula está de férias, depois de oito anos de trabalho à frente da Presidência da República. Mas o ócio dos últimos dias, tanto em seu apartamento em São Bernardo do Campo, quanto na praia de Guarujá, não necessariamente será a tônica daqui para frente. A história do país revela que, tirando alguns casos da República Velha e na ditadura militar, a prática de se retirar da vida pública não é comum. Quem faz parte de um projeto político significativo continua influente. E dificilmente consegue sair de cena.

Sair de cena era uma opção mais comum nos primeiros anos da República. Embora o poder estivesse concentrado nas mãos de poucos políticos, pertencentes a grupos restritos que se alternavam na Presidência, alguns deles optaram pelo isolamento. Exemplo é Floriano Peixoto (1891-1894), o …

Catástrofe na região serrana do RJ é uma das piores do mundo e a maior na história do Brasil

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Aqui uma parte do centro de Nova Friburgo.

A Praça do Suspiro, também no centro de Nova Friburgo.

A lama que desceu sobre as casas num distrito de Teresópolis.

Os desabamentos de terra que atingiram a Região Serrana do Rio de Janeiro com as fortes chuvas no dia 12/11/2011, já está entre os dez piores deslizamentos dos últimos dez anos, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas). A tragédia já vitimou mais de 800 pessoas, número superior ao de uma tragédia na China que até então ocupava a décima posição no ranking da organização.

Os dados foram divulgados no dia (14/01) e fazem parte do banco de estatísticas do Centro para a Pesquisa da Epidemiologia de Desastres, que envia as estatisticas à ONU. De acordo com o centro, que tem sede na Bélgica, o deslizamento desta semana já é o segundo maior do mundo no último ano e o terceiro maior da década.

Além disso, o desastre na Região Serrana do Rio de Janeiro é o pior de toda a história do Brasil. Em relação ao número de vítimas, fica…

Uma doce soberania

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Livro "Banguês, engenhos centrais e usinas" de Roberta Barros Meira, mostra o crescimento da participação de São Paulo na produção de açúcar.

O Estado de São Paulo se tornou o maior produtor de açúcar do Brasil por, entre outras razões, ter investido num caráter nacional para modernizar o processo de transformação da cana-de-açúcar.

Esse é um dos argumentos de "Banguês, engenhos centrais e usinas: o desenvolvimento da economia açucareira em São Paulo e a sua correlação com as políticas estatais (1875-1941)".

Segundo a Fapesp, que apoiou o livro, São Paulo é responsável por mais de 60% do açúcar produzido no país hoje em dia. Mas no início do século XX, esse número não passava de 8%.

Segundo Roberta, doutoranda em História Econômica pela Universidade de São Paulo, essa modernização ocorreu também no Nordeste. Mas, diferentemente de São Paulo, cujos engenhos foram montados principalmente por empreendimentos nacionais, lá houve maior participação de empresas estrangeiras…

O tango é brasileiro

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Já sabemos que o Brasil não é apenas o país do samba. Mas, além da bossa nova, do maxixe, do choro, do forró e de uma infinidade de gêneros, é possível que tenhamos inventado o tango. É claro que hoje o tango é universalmente aceito como argentino, imortalizado na música de artistas como Carlos Gardel. Mas o que nem todos sabem é que, segundo o crítico Ary Vasconcellos, os primeiros tangos foram compostos e executados no Brasil.

Oficialmente, o gênero nasceu em 1871 com a música "Olhos Matadores", de Henrique Alves Mesquita. No final do século XIX e início do XX, o grande compositor de tangos brasileiros foi Ernesto Nazareth, com peças como "Brejeiro", de 1893.

Os primeiros tangos argentinos foram escritos somente em 1880, quase uma década depois de "Olhos Matadores". Os hermanos chegaram depois, mas deram ao tango uma projeção internacional tão grande que o ritmo passou a ser considerado argentino por adoção.

Fonte: História e inventário do choro, de Ary V…

O que esperamos da Dilma em 2011

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O povo brasileiro espera muito da nova presidente. Um governo honesto, sem escândalos, sem aumentos ou novos impostos, mais fiscalização nas leis, menos burocracia, muito trabalho e mais seriedade na condução do país. Espera ainda que não se criem mais bolsas, e que se dê oportunidade aos pobres e desempregados de se manterem com o seu próprio esforço.

Esperamos um ano com fartura às mesas. Mais qualidade nas escolas e universidades públicas, mais leitos e profissionais de saúde nos hospitais públicos. Que a segurança faça parte deste conjunto: que tenhamos o direito de ir e vir. Que haja mais UPPs, mas sem esquecer o asfalto.

Que 2011 seja o começo de uma nova era, com ares femininos, e tudo seja feito de modo que não tenhamos saudades de 2010.

Clique aqui e saiba mais sobre Dilma e seu futuro governo.
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