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Mostrando postagens de Abril, 2007

O papel dos trens na Cidade do Rio de Janeiro

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Estação de Campo Grande, RJ, em 1956
Ao contrário dos bondes, que penetraram em áreas que já vinham sendo urbanizadas ou retalhados em chácaras desde a primeira metade do século, os trens foram responsáveis pela rápida transformação de freguesias que, ate então, se mantinham exclusivamente rurais.

Mapa das ferrovias do Rio de Janeiro em 1908

Em 1858 foi inaugurado o primeiro trecho da Estrada de Ferro Dom Pedro II, ligando a freguesia de Santana a Queimados (distrito do atual município de Nova Iguaçu). Nesse mesmo ano foram inauguradas as estações de Cascadura e Engenho Novo (no Rio de Janeiro) e de Maxambomba (atual distrito sede de Nova Iguaçu). Em 1859, foram inauguradas, por sua vez, as estações de São Cristóvão e Sapopemba (atual Deodoro), enquanto a de São Francisco Xavier foi aberta em 1861.

Sapobemba e Maxambomba eram, nessa época, pequenos núcleos isolados que serviam a uma população rural esparsa. Cascadura e Engenho Novo, por outro lado, eram áreas rurais que já mantinham relaç…

Saber ler

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Sou de uma geração que sabia ler, porque aprendeu na escola. Não direi que ela era risonha e franca, mas seus resultados nos acompanham até hoje. Dali veio o gosto pela leitura, porque ali se adquiriu o amor ao livro, para a vida inteira.

O ensino da língua cobria algumas preciosas etapas: cópia, ditado, leitura, interpretação, composição, dissertação. E não se tinha, como hoje, instrumental didático e auxiliar renovável ano a ano: tudo acontecia no quadro negro, nos álbuns de figuras, no caderno e na fala.

Por favor, não estou dizendo que o que era bom deva ser eternizado, quem sou eu para negar a dinâmica da sociedade e suas transformações ...

Hoje fala-se em educação em toda reunião, chegando, algumas pessoas, a declarar - alto e bom som - que nela está a salvação de todas as mazelas do país. Eu ouço e me lembro da escola que ensinava a ler, a analisar, a compreender o texto. E fico comparando o mundo de escritas que nos envolve - livros, revistas, internet, jornais - com o pouco que …

Intimidade com a web

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Como a Internet pode tornar as aulas mais dinâmicas e interessantes
Desde a década passada, vivemos mergulhados na era da Internet. Não é mais possível ignorar as ferramentas da tecnologia colocadas à disposição de todos, inclusive dos docentes. Ao contrário, quanto mais intimidade o professor tiver com os recursos da tecnologia e da Internet, mais facilidade terá para desenvolver o conteúdo didático junto aos alunos. Os jovens são grandes usuários da rede mundial de computadores, ainda que seja basicamente para diversão. Cabe aos professores destacar o outro lado: mostrar aos alunos como a Internet pode ser útil para a aprendizagem.

Para Ariovaldo Folino Júnior, diretor do departamento de Educação a Distância da Uninove (Centro Universitário Nove de Julho), o uso da Internet na relação docente-aluno aproxima, exige participação responsável e propiciou a quebra de fronteiras. A um professor que ainda não faz uso desse tipo de ferramenta, o professor Ariovaldo recomenda que a primeira co…

Em defesa da música na escola

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(Jorge Fernando dos Santos - Do Estado de Minas)

Da canção de ninar à marcha fúnebre, a música sempre fez parte da vida dos homens. Na era pós-industrial, não faltam opções de gêneros e estilos musicais para todos os gostos e ouvidos. Da suavidade das composições chamadas eruditas aos estertores do funk, somos diariamente bombardeados por notas e acordes. No entanto, as escolas brasileiras, em sua maioria, insistem em ignorar os benefícios da música no processo de aprendizagem. Numa sociedade cada vez mais individualista, em que o consumismo substitui as ideologias, o cidadão é, desde cedo, afastado da própria harmonia interior.

No livro Musicalizando a escola: música, conhecimento e educação, publicado pela editora Escrituras, Carlos Eduardo de Souza Campos Granja analisa a importância da música em vários momentos da história humana e defende a volta do ensino musical obrigatório no país. Além de contribuir para a auto-estima e estimular a compreensão do outro e de si mesmo nas aulas d…

Estudantes do Rio de Janeiro podem ficar sem acesso à internet

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Para suprir a carência de professores, a Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro determinou o retorno dos professores que estiverem trabalhando fora das salas de aula. Esse é o caso dos professores orientadores tecnológicos dos laboratórios de informática educativa.

Em conseqüência, estão fechadas as salas de informática e interrompidos os planos de utilização da informática e da Internet nas escolas estaduais. Esses professores foram treinados pela própria secretaria de educação para gerenciar os laboratórios.

Alguns foram oficialmente remanejados para o novo cargo de "Orientador Tecnológico" e, estimulados pela nova atividade, investiram em cursos adicionais para aperfeiçoamento e especialização. Todos serão reconduzidos ao tradicional "cuspe e giz".


Texto: Raylson Nicacio de Sousa

O.T. - Profissão de Risco!

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“Durante muito tempo lutamos para conseguir o suporte necessário de infra-estrutura física, material e pessoal para situarmos nossos alunos na era digital. Agora que conquistamos o mínimo e podemos mostrar o resultado do nosso trabalho, mesmo nesse curto espaço de tempo, somos tolhidos completamente”

Roberto Eduardo é biólogo, professor de ciências da Escola Estadual Pinto Lima (Niterói/RJ), estudante do curso de Especialização Tecnologias em Educação (PUC-Rio) e ex-Orientador Tecnológico (reab@brfree.com.br).

Artigo enviado pelo autor ao “JC e-mail”:

É profundamente lamentável que o Governo Estadual do RJ inviabilize, ainda que provisoriamente, o programa de fomento no uso das tecnologias educacionais nas escolas.

Demorei seis dias a me pronunciar sobre isso, pois pensei que o Secretário Estadual de Educação atentasse para o descalabro que é acabar com os Orientadores Tecnológicos – O.T. e descobrisse que houve um “engano”, mas vejo que essa é a política do novo Governo.

Muitos investimen…