24.2.09

O primeiro desfile de Carnaval teria ocorrido em Vila Rica, em 1733


Minas colonial

Frei Betto, autor de “A Arte de Semear Estrelas”
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A igreja do Pilar hoje
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Brasileiros e estrangeiros contemplam, embevecidos, os desfiles de escolas de samba. Ora, o primeiro desfile que, sem exagero, pode ser considerado primórdio do Carnaval no Brasil ocorreu em Vila Rica, atual Ouro Preto, em 1733, e foi descrito em detalhes pelo português Simão Ferreira Machado, que a tudo assistiu. Trata-se do Triunfo Eucarístico, procissão que levou a eucaristia da igreja do Rosário à inauguração da igreja do Pilar.

Cinco elevados arcos, a boa distância um do outro, assinalavam o trajeto do cortejo. Nas ruas, cenas bíblicas desenhadas com serragem colorida, borra de café, areia, sal, vidro moído, folhas e flores. Crianças negras se vestiam como príncipes, e mucamas, como rainhas.

À frente da procissão, figuras em trajes militares representavam mouros e cristãos. Do alto de carros alegóricos pintados, a tudo assistiam o Imperador e o Alferes, interpretados por atores. O carro maior, em forma de abóbada, ocultava um cavaleiro que, saído de dentro, montava a cabeça de uma serpente.

Atrás, quatro figuras a cavalo representavam os ventos Norte, Sul, Leste e Oeste. O Oeste, soprado na estridência de uma trombeta revestida de fitas multicores. O Vento Leste cobria-se com um cocar de plumas brancas. O capilar de seda branca do Vento Norte, guarnecido de galões de prata. O Vento Sul trazia nas costas duas asas.

Atrás, as ninfas com turbantes bordados de prata e muitas pérolas, seguidas pela Fama, a cavalo, coroada por um toucado de diamantes. A Lua vinha em um cavalo branco coberto com manta bordada em prata. A seguir, Marte e, rodeado por um colar de anjos, despontava o Sol, com a cabeleira em fios de ouro. Nunca se soube quem bancou tamanho esplendor.
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A igreja do Pilar em 1824

Fonte: Jornal O Dia e imagens pesquisadas no Google
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COMENTÁRIO: Nesta terça-feira carnavalesca não poderia deixar de registrar este interessante artigo de Frei Beto referente aos primórdios do Carnaval no Brasil. Não concordo muito com o autor quando ele diz que "foi o primeiro desfile", pois pelo que sei existem registros de desfiles semelhantes ocorridos no Rio de Janeiro envolvendo padres jesuítas e escravos na antiga Fazenda de Santa Cruz nos séculos XVIII e XIX , que na medida do possível postarei aqui. Mas mesmo assim, vale a pena ler e comentar!
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23.2.09

Olha que maneiro!


Olá pessoal! Estou em dívida com vocês nas atualizações, as últimas semanas têm sido de muito trabalho e pouco tempo disponível. Estamos em pleno carnaval e sei que cada um tem o seu programa para esses dias. O meu tem sido descansar, navegar na internet, jogar videogame, ver novelas e assistir filmes. Mesmo sendo muito importante para a História, o samba é uma coisa que nunca fez parte do meu espírito nesse período.

Gostaria também de registrar e agradecer aqui mais um selo recebido pelo SaibaHistoria... É o selo Olha que blog Maneiro, que me foi dado pelo meu amigo professor Franz Kreuther Pereira, também apaixonado pelas coisas da História e autor do Este Blog é Minha Rua. Como manda a regra, os indicados devem adicionar o selo em seus blogs, fazer um link ao blog que o indicou, indicar outros e informar aos indicados. Os meus selecionados são:

Emendas e Sonetos, do meu amigo André Luis Mansur!

Nave da História, da minha parceira e amiga Rita Quaresma Avelar!

Silêncio, da minha amiga Giovana!

RafaelNink.com, de um amigo que nem preciso dizer o nome!

Educação e Ensino de História, do Prof. Douglas Franzen!

História do Ensino, da professora Natania Nogueira!

Blog do Plínio Torres, cujo nome nem preciso dizer!
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14.2.09

História virtual


Nos jogos de computador, jovens podem mudar o curso da História. Mas como isso contribui para o seu aprendizado?


Indígenas norte-americanos fazem uma aliança com os ingleses para conquistar a Ásia. Enquanto isso, portugueses e otomanos entram em guerra na América do Sul e japoneses cruzam o Pacífico para expandir seu império sobre o território americano. O Brasil? Foi colonizado pelos russos.

Parece uma coleção de absurdos para você? Pois este mundo paralelo existe na cabeça de muitos jovens aficionados por videogames. Os jogos que simulam acontecimentos históricos são um sucesso de vendas e estão influenciando o modo como as novas gerações lidam com o conhecimento.

São produtos bem diferentes daqueles criados na década de 1980, quando surgiu a primeira geração de videogames. Hoje eles não demandam apenas agilidade e reflexo para apertar botões – oferecem enredos cada vez mais complexos, que se assemelham a roteiros de filmes ou narrativas históricas. Making History (Fazendo História), por exemplo, coloca o jogador no papel de um dos líderes das nações envolvidas na Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Cabe a ele definir estratégias econômicas, políticas e bélicas para garantir sua sobrevivência no ambiente hostil da época..


Texto de Eucídio Pimenta Arruda
Fonte: Revista de História da Biblioteca Nacional.
Leia o texto completo na edição de Fevereiro de 2009, nas bancas.

COMENTÁRIO: Hoje muitos professores reclamam que não conseguem manter a atenção de seus alunos, e que estes não mostram tanto interesse pelas aulas como os jovens de antigamente. Sabemos que a geração nascida nessa era da tecnologia é diferente das anteriores, e que muitas escolas ainda não se adequaram a este novo perfil de público. O ideal seria se todos pudessem canalizar o interesse desses jovens por jogos para os estudos. Transformando-os em instrumentos importantes para o aprendizado e revolucionando a forma como o ensino é ministrado. Não custa nada tentar!

Se você é professor de história, não pode deixar de conhecer Making History, o jogo traz algumas ferramentas muito úteis no desenvolvimento dos estudos de seus alunos. Clique aqui para baixar.

Conheça também Tribal Wars. É um jogo online ambientado na Idade Média. Onde cada jogador é senhor de uma pequena aldeia, a qual deve ajudar a ganhar poder e glória. Quer jogar? Clique aqui.

Um luxo de teatro

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Construção do Theatro Municipal encantou os cariocas, mas sua construção foi cercada de polêmica que incluiu denúncia de nepotismo.

Casaca e cartola para os homens e vestidos longos e chapéus com plumas para as mulheres: era com essa elegância que os cariocas iam às apresentações do Theatro Municipal no início do século XX. O requinte era tanto que havia bondes com bancos forrados de tecido branco para que os trajes dos passageiros não se sujassem e permanecessem impecáveis. O cuidado e a pompa não podiam ser diferentes; afinal, a casa de espetáculos, que completa 100 anos, era o que havia de mais moderno e luxuoso no Rio de Janeiro.

Prestigiando a primeira noite em que o Municipal levantava suas cortinas – no dia 15 de julho de 1909 –, estavam presentes muitas personalidades importantes, como o presidente da República, Nilo Peçanha, e a compositora e pianista Chiquinha Gonzaga. Era o primeiro público que subia pela suntuosa escadaria e usufruía o mobiliário em mogno, com incrustações em mármore.

O Municipal era um teatro que finalmente estava à altura do Rio. Além da sua excelência arquitetônica, oferecia inovações no funcionamento de uma casa de espetáculos. Mais do que pompa, trazia praticidade e conforto. Havia refrigeração artificial, a cortina e os cenários eram suspensos por um mecanismo que não provocava dobras no pano e o palco era móvel. Os menores detalhes foram planejados: o gerador de energia elétrica ficava em um prédio anexo para que a trepidação e o ruído não atrapalhassem as apresentações. (...)

Autor: Claúdia Bojunga
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Fonte: Revista de História da Biblioteca Nacional
Leia a matéria completa na edição de Fevereiro, nas bancas.

COMENTÁRIO: Considerado um dos mais bonitos prédios do Rio de Janeiro, localizado na Praça Floriano, conhecida como Cinelândia, no centro da cidade, o Theatro Municipal é a principal casa de espetáculos do Brasil e uma das mais importantes da América do Sul. Desde a sua inauguração, em 14 de julho de 1909, o Theatro tem recebido os maiores artistas internacionais, assim como os principais nomes brasileiros, da dança, música e da ópera. É também considerado um símbolo da modernização carioca.

Deixo aqui os meus parabéns a Revista de História da Biblioteca Nacional pela brilhante reportagem, ao Theatro Municipal pelos seus 100 anos e a Escola de Samba Unidos de Vila Isabel pela escolha do teatro como tema do seu carnaval em 2009.
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7.2.09

Um pouco da história da borracha no Brasil


Essa é para todos os meus alunos e para o meu amigo Franz Kreuther Pereira do Este Blog é Minha Rua, lá da cidade de Belém do Pará.

O Ciclo da borracha constituiu uma parte importante da história econômica e social do Brasil, estando relacionado com a extração e comercialização da borracha. Este ciclo teve o seu centro na região amazônica, proporcionando grande expansão da colonização, atraindo riqueza e causando transformações culturais e sociais, além de dar grande impulso às cidades de Manaus, Porto Velho e Belém, até hoje maiores centros e capitais de seus Estados, Amazonas, Rondônia e Pará, respectivamente.

No mesmo período foi criado o Território Federal do Acre, atual Estado do Acre, cuja área foi adquirida da Bolívia por meio de uma compra por 2 milhões de libras esterlinas em 1903. O ciclo da borracha viveu seu auge entre 1879 a 1912, tendo depois experimentado uma sobrevida entre 1942 e 1945 durante a II Guerra Mundial (1939-1945).

Ficou curioso? Quer saber mais? Então clique:

http://www.klickeducacao.com.br/2006/conteudo/pagina/0,6313,PPR-1070-7668-,00.html
http://www.klickeducacao.com.br/2006/conteudo/pagina/0,6313,PPR-1070-7671-,00.html
http://www.klickeducacao.com.br/2006/conteudo/pagina/0,6313,PPR-1070-17886-,00.html
http://www.klickeducacao.com.br/2006/conteudo/pagina/0,6313,PPR-1070-7677-,00.html
http://www.klickeducacao.com.br/2006/conteudo/pagina/0,6313,PPR-1070-7683-,00.html
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Nilton Bravo (1937-2005), O Michelangelo dos Botequins

Um dos painéis de Nilton Bravo tombado pela Prefeitura no Bar Sulista, na Praça Coronel Assunção, 357 (Gamboa) Nilton Bravo (1937-2...