29.3.08

Uma pequena história do mosquito da dengue

O Aedes aegypti tem esse nome por ser originário do Egito. Ele se espalhou pelo mundo a partir da África: primeiro para as Américas, por meio dos navios negreiros, depois para a Ásia. Segundo o entomologista Ricardo Lourenço, da Fiocruz, o transmissor da dengue e da febre amarela foi descrito cientificamente pela primeira vez em 1762, como Culex aegypti. No Brasil, há registros de ocorrência de dengue em Curitiba, no fim do século 19, e em Niterói, no início do século 20.

O combate ao mosquito se intensificou justamente no início do século 20, com o sanitarista Oswaldo Cruz. Mas na época a preocupação era somente com a febre amarela, doença responsável por elevado número de mortes no Rio de Janeiro (em 1902, foram mais de 900 óbitos). Em 1955, depois de uma campanha nacional, o mosquito foi erradicado no Brasil. Mas o relaxamento do controle trouxe o vetor de volta no fim da década de 60. Hoje especialistas consideram a erradicação do Aedes aegypti praticamente impossível.

COMENTÁRIO: Na minha opinião, as autoridades são hipócritas, pois falam muito e nada fazem. Já se fala sobre a dengue há muito tempo, mas medidas de prevenção nunca são tomadas. Infelizmente, ainda vai ser preciso morrer muita gente, principalmente crianças, para que os governos municipal, estadual e federal se movimentem. Enquanto isso, é melhor se prevenir e usar repelente.

Fonte: Jornal Extra/RJ

23.3.08

China nas Olimpíadas

Os jogos Olímpicos contemplam a tradição de muitos anos, desde a Grécia antiga trazem em seu nome a idéia de força, beleza e habilidade para quem o pratica. Os esportes sempre foram uma forma de transformação e os jogos olímpicos é uma junção das qualidades nos atletas e a disposição de uma país para sediar esse evento que ocorre a cada quatro anos.
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Esse foi um dos caminhos que levaram a China a ser uma referência quando o assunto é esporte. A dedicação e a disciplina dos atletas chineses ganharam destaque entre grandes países como E.U.A, França, Grã-Bretanha, Japão e outros que são considerados superpotências.
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E foi nas Olimpíadas de Sydney que essa crescente mudança se tornou visível. Enquanto os Estados Unidos levaram 40 medalhas de ouro, 24de prata, 33de bronze totalizando 97 medalhas. A China ficou em 3º lugar com 28 de ouro,16 prata,15 de bronze total de 59 e a Alemanha que sempre se destaca entre as melhores ficou com 13 medalhas de ouro, 17 de prata e 26 bronze.
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Não contente com o resultado obtido nas Olimpíadas de Sydney em 2000, no ano de 2004, em Atenas ficou em 2º lugar depois dos E.U.A com 32 medalhas de ouro enquanto os americanos ficaram com 35.
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Já preparando para sediar as Olimpíadas em 2008 a China fechou com chave de ouro as olimpíadas em Atenas, a comemoração foi repleta de cores e símbolos chineses que contou com a participação de atletas e crianças, representando a cultura asiática. A passagem da bandeira olímpica da prefeita de Atenas para o governador de Pequim e a apresentação de um espetáculo chinês pôs fim à 28ª Olimpíada da Era Moderna no estádio Olímpico da capital grega.
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Como a Grécia no Ocidente, a China é um dos berços da civilização oriental e vai enfrentar entraves parecidos. Com uma precária e antiga infra-estrutura a China teve que construir praticamente todos os locais necessários para o acontecimento das atividades esportivas orçamento previsto de US$ 40 bilhões de dólares às obras necessárias para as Olimpíadas.
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Além dessas mudanças na estética das cidades, os chineses têm algumas metas e regras a serem cumpridas para que tudo ocorra bem durante os jogos. Em Pequim as obras estão focadas em construção de novas avenidas e linhas de metrô. Em Pequim terá uma equipe de 20 mil pessoas exclusivamente para ordenar o trânsito durante os Jogos Olímpicos de 2008, segundo a edição desta quarta-feira do jornal "China Daily".
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Preocupados com a questão ambiental O governo de Pequim investiu cerca de 733 milhões de euros (R$ 1,9 bilhão) em melhorias ambientais para a cidade e prevê aumentar ainda mais esses gastos para assegurar Jogos Olímpicos sem contaminação atmosférica em 2008.
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Talita Marcon /Assessoria de imprensa CCIBC

22.3.08

A trajetória da sujeira na história do Brasil

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Vejam aqui um excelente livro que mostra a evolução e a importância da higiene pessoal no País.

Quando a esquadra de Pedro Álvares Cabral desembarcou na Bahia, no longínquo ano de 1500, o Brasil descobriu a sujeira - de um lado, portugueses barbudos, imundos, com doenças generalizadas; do outro, índios pelados, depilados, exibindo dentes alvos, cabelos bem lavados, troncos, pernas e braços musculosos. O gritante contraste era justificável, pois, se os europeus costumavam lavar-se de corpo inteiro apenas duas vezes por ano, os nativos banhavam-se de 10 a 12 vezes por dia.
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Assim, as condutas de higiene variam ao longo da História;
- na Antiguidade, por exemplo, a água era sagrada,
- na Idade Média, apenas as mãos e o rosto eram lavados.

- na Idade Moderna, a situação era pior, pois se acreditava que o banho dilatava os poros, o que facilitava a infiltração de doenças.
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Somente no século 19, quando a ciência já identificava uma série de doenças, é que o banho era encarado como prática de conservação do corpo.

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O livro mostra toda a sujeira física dos brasileiros até depois de proclamada a República, quando as cidades eram grandes focos de doenças. Também os produtos de limpeza evoluíram na mesma velocidade, especialmente o desenvolvimento do vaso sanitário, inventado em 1597.

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Essas curiosidades são apresentadas em Passado a Limpo - História da Higiene Pessoal no Brasil, livro fartamente ilustrado do jornalista e historiador Eduardo Bueno.


COMENTÁRIO: O pior é que, além da sujeira física, veio também a sujeira da corrupção, da falta de caráter, da violência e muitos outros desmandos.

15.3.08

Quem inventou o sabonete?

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Os inventores do sabão foram os fenícios; mais tarde, os espanhóis acrescentaram óleo de oliva, para dar um cheiro mais suave ao sabão; o nome sabonete foi dado pelos franceses.

O sabão foi inventado pelo fenícios, seiscentos anos antes de Cristo. Eles ferviam água com banha de cabra e cinzas de madeira, obtendo um sabão pastoso. O sabão sólido só apareceu no século VII, quando os árabes descobriram o processo de saponificação – mistura de óleos naturais, gordura animal e soda cáustica, que depois de fervida endurece. Os espanhóis, tendo aprendido a lição com os árabes, acrescentaram-lhe óleo de oliva, para dar ao sabão um cheiro mais suave. Nos séculos XV e XVI, enfim várias cidades européias tornaram-se centros produtores de sabão – entre elas, Marselha, na França, e Savona, na Itália. Foi da cidade de Savona que os franceses tiraram a palavra Savon, sabão, e o diminutivo Savonnette, sabonete.

Fonte: Revista Super Interessante

COMENTARIO: É isso aí, do sabão se chegou ao sabonete. E olha que desde aquela época até hoje, ainda tem gente que não gosta de tomar banho.

Qual a maior profundidade conhecida do oceano e até onde o homem já conseguiu descer?

A maior profundidade conhecida do oceano é a fossa das Marianas, no Pacífico, medindo 11.500 metros; o homem já conseguiu descer 11 mil metros dentro dessa fossa.

A mais profunda depressão oceânica é a fossa de Marianas, localizada na região das Ilhas Marianas, no oceano Pacífico, 5.300 quilômetros a leste do Havaí. É uma espécie de vale submarino, atingindo na sua parte mais profunda 11.500 metros – ou sete vezes mais que o Grand Canyon, no rio Colorado, nos Estados Unidos. O recorde de profundidade foi obtido em 23 de janeiro de 1960 por Jacques Piccard, oceanógrafo suíço, e Donald Walsh, tenente da Marinha norte-americana. A bordo do batiscafo Trieste, submersível militar norte-americano, desceram 11 mil metros dentro da fossa das Marianas.

Fonte: Revista Super Interessante

COMENTÁRIO: Acredito que pouca gente sabe disso. São os mistérios do mundo submarino. Além de ser muito interessante, isso também é História.

14.3.08

Uma reflexão sobre Educação

"Para a maioria de nós, a educação consiste em ensinar o que pensar. Dizem-vos o que deveis pensar. Di-lo vossa sociedade, dizem-no os vossos pais, vossos vizinhos, vossos livros, vossos mestres.
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A máquina que nos ensina o que pensar é o que chamamos educação, e essa educação apenas torna os indivíduos mecânicos, embotados, estúpidos, estéreis. Mas se souberdes como pensar, e não o que deveis pensar, não sereis então entes mecanizados, escravos da tradição, mas seres humanos cheios de vitalidade; podereis ser grandes revolucionários - não no estúpido sentido de matar gente, para se galgar um posto melhor ou impor uma determinada idéia, mas promovendo a revolução que ensina a pensar corretamente.
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Esta revolução é de suma importância. Entretanto, enquanto estamos na escola, nunca se faz nada nesse sentido. Os próprios mestres não sabem fazê-lo. Só nos ensinam a ler ou indicam o que devemos ler, corrigem-nos o inglês ou os nossos exercícios matemáticos.
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É só isso que os interessa; e ao cabo de cinco ou dez anos, somos jogados nesta vida de que não sabemos coisa alguma. Ninguém nos falou a respeito dela; ou, se isso se fez, foi para impelir-nos em certas direções, fazer-nos socialistas, comunistas, congressistas, etc.; nunca se nos ensina ou ajuda a compreender e a resolver os problemas da vida, não, num dado momento ou período de anos, mas durante todo o tempo - e esta é que é a verdadeira educação, não achais?
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Afinal, numa escola como esta, tal é a tarefa que nos incumbe, isto é, não só preparar-vos para passardes em alguns detestáveis exames, mas preparar-vos também para enfrentardes a vida, depois que sairdes daqui, tornando-vos entes humanos inteligentes, e não meros autômatos - hinduístas, muçulmanos, comunistas ou coisa que o valha".
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Autor: Krishnamurti

Numa palestra sobre educação com alunos e professores em Banares, na Índia.

COMENTÁRIO: Esse texto serve de alerta para todos nós. E mostra o quanto é preciso mudar na Educação.

Sepetiba em 1827, numa aquarela de Jean-Baptiste Debret

No panorama da imagem, temos uma visão da Baía de Sepetiba, da Serra da Coroa Grande e de Itacuruçá, e também da pequena vila dos pes...