28.12.07

Um pouco da vida de Anália Franco

Anália Franco (Resende 10/02/1853 – São Paulo 20/01/1919). Educadora e escritora, foi um exemplo de vocação bem direcionada e de completo êxito. Filha de Teresa Emília de Jesus e Antônio Mariano Franco Júnior, casou-se com Francisco Antônio Bastos em 1906. Estudou inicialmente em Resende, onde nasceu e cresceu sob orientação de sua mãe, professora. Em 1861, transferiu-se com a família para São Paulo, onde foi matriculada na escola dirigida pela mãe, tendo se formado como professora, aos quinze anos, em 1868. Em 1876, ela e a mãe mudaram-se para Guaratinguetá, onde lecionaram, e, posteriormente, para Jacareí. Em 1877, Anália volta à Capital para completar seus estudos normalistas, fomando-se em 1878 na Escola Normal.

Depois de sua formatura, em 1878, sua vida foi de trabalho, fundando abrigos para órfãos, asilos, colônias regeneradoras, creches e escolas maternais em que aplicou seus próprios métodos de educação e ensino. Contemporaneamente colaborou, de forma bastante ativa, em revistas feministas, como A Mensageira, A Família e O Eco das Damas. Além de escrever para estas revistas literárias, criou também a sua própria revista: o Álbum das Meninas. Revista Literária e Educativa Dedicada às Jovens Brasileiras, cuja edição iniciou em 1898 e onde publicou a maior parte de seus contos e romances.

Profundamente religiosa, optou pelo Espiritismo - fé que dividia com o marido, com quem trabalhou em várias obras espíritas. Fundou mais de setenta escolas e mais de uma vintena de asilos para crianças órfãs. Na cidade de São Paulo, fundou uma importante instituição de auxílio a mulheres e a região, antes afastada do centro, é hoje o Jardim Anália Franco. Em 1919, Anália Franco morreu de gripe espanhola, doença que vitimou tanta gente nessa época.

Bibliografia

MONTEIRO, Eduardo Carvalho. Anália Franco - a grande dama da educação brasileira. São Paulo: Madras, 2004.


COMENTÁRIO: Realmente, Anália Franco foi uma mulher fantástica e pouco conhecida, que salvou muitas crianças de morrerem abandonadas, criando escolas, educando e desafiando a sociedade brasileira da época. Este texto foi publicado por sugestão de Antonio Barbosa Nunes. Meus parabéns e um feliz 2008 ao nosso leitor!

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