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Mostrando postagens de Janeiro, 2013

Leituras da Escravidão com Manolo Florentino

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Em entrevista exclusiva ao Café História, Manolo Florentino, especialista em escravidão no Brasil, fala sobre a complexidade e a riqueza de interpretações que o tema oferece ao historiador.
O historiador capixaba Manolo Florentino, docente do Instituto de História da UFRJ, é hoje uma das maiores referências em escravidão no Brasil. Sua obra mais famosa, “Arcaísmo como Projeto”, escrita em parceria com o historiador João Fragoso (UFRJ), se tornou leitura obrigatória entre estudantes de história e completa 20 anos em 2013. Na entrevista dada ao Café História, Florentino comenta sobre o sucesso do livro, mas vai muito além: fala de sua trajetória acadêmica, sobre suas mais recentes pesquisas e, claro, sobre o panorama dos estudos sobre escravidão no Brasil. Revela, por exemplo, que a historiografia brasileira sobre escravidão não gira apenas no que é produzido no “Eixo Rio-São Paulo”. Segundo o professor da UFRJ, a novidade dos anos recentes tem sido o Norte e o centro Oeste. Mas não vamo…

O Fim do Morro do Castelo

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O Rio de Janeiro cresceu do acidente geográfico denominado Morro do Castelo em 1567. Os portugueses liderados por Estácio e Mem de Sá estavam instalados há um tempo no Morro Cara de Cão, tentando conquistar a região habitada pelos índios tamoios. Tinham tudo para perder porque chegaram depois dos colonos franceses liderados por Villegagnon, que, na época, já conviviam em certa tranqüilidade com os indígenas locais. Mas acabaram levando a melhor e, por questões estratégicas, acabaram se estabelecendo no alto de uma colina inicialmente intitulada Morro do Descanso. Após erguer muros e batizar os principais pontos da cidadela, o Descanso chamou-se Morro do Castelo em homenagem a Fortaleza de São Sebastião que mais parecia o palácio real.
O Morro do Castelo abrigava uma cidade feudal com aproximadamente 600 pessoas, entre eles colonos portugueses, jesuítas, índios catequizados, remanescentes franceses apaziguados e pouquíssimas mulheres. Sua entrada era feita de início somente através da L…