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Mostrando postagens de Junho, 2011

Cachaça, cultura e prazer do Brasil. Você sabia?

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Antigamente, no Brasil, para se ter o melado, os escravos colocavam o caldo da cana-de-açúcar em um tacho e levavam ao fogo. Não podiam parar de mexer até que uma consistência cremosa surgisse. Porém um dia, cansados de tanto mexer e com serviços ainda por terminar, os escravos simplesmente pararam e o melado desandou.

O que fazer então? A saída que encontraram foi guardar o melado longe das vistas do feitor. No dia seguinte, encontraram o melado azedo fermentado. Não pensaram duas vezes e misturaram o tal melado azedo com o novo e levaram os dois ao fogo. Resultado: o "azedo" do melado antigo era álcool que aos poucos foi evaporando e formou no teto do engenho umas goteiras que pingavam constantemente. Era a cachaça já formada que pingava. Daí o nome "Pinga". Quando a pinga batia nas suas costas marcadas com as chibatadas dos feitores ardia muito, por isso deram o nome de "água-ardente".

Caindo em seus rostos escorrendo até a boca, os escravos perceberam …

Paisagem do Rio de Janeiro: aquarelas, desenhos e gravuras dos artistas viajantes - 1790 - 1890

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Durante dois anos de pesquisa, o economista e editor George Ermakoff, vasculhou os acervos da Fundação Biblioteca Nacional, da Coleção Itaú, do Instituto Moreira Salles, dos museus Histórico Nacional e Imperial de Petrópolis, além das coleções Geyer e Mariani. Debruçou-se sobre os anais das Marinhas britânica e francesa e da Cúria Metropolitana e montou o livro "Paisagem do Rio de Janeiro" que chegou no dia 16/06 às livrarias com mais de 300 imagens raras da cidade nos séculos XVIII e XIX.

O período entre os anos de 1790 e 1890 foi o mais importante na representação iconográfica da paisagem do Rio de Janeiro, por meio de aquarelas, desenhos e gravuras dos artistas viajantes. Alguns desses pintores vieram acompanhando missões artísticas ou expedições científicas ao interior do Brasil, como Debret e Rugendas, respectivamente. No entanto, muitos outros foram homens do mar que aportaram no Rio de Janeiro em navios militares ou em trânsito para a Austrália ou o Extremo Oriente, p…

Histórias Íntimas: Sexualidade e Erotismo na História do Brasil

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Segundo a historiadora Mary Del Priore, durante toda a história da humanidade, a beleza corporal feminina não estava na nudez das mulheres. Mas sim no esconder o corpo, quanto mais escondido, mais o interesse masculino era despertado. A mudança somente ocorreu com a invenção dos lingeries, especialmente após a década de 1920.

"Quando o Brasil era a Terra de Santa Cruz, as mulheres tinham de se enfear e os homens precisavam dormir de lado, nunca de costas, porque a concentração de calor na região lombar excitava os órgãos sexuais. E nos momentos a sós - geralmente no meio do mato, e não em casa, porque chave era artigo de luxo e não era possível fechar as portas aos olhares e ouvidos curiosos -, as mulheres levantavam as saias e os homens abaixavam as calças e ceroulas. Tirar a roupa era proibido. E beijar na boca? Bem... sem pasta e escova de dentes, era difícil.

Mas como o proibido aguça mais a vontade, a instituição que mais repreendia os afoitos, ironicamente, acabou se tornand…

O doce do brigadeiro

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Tempos de guerra sempre foram tempos de privação. Durante a 2ª Guerra Mundial (1939-1945), os brasileiros sentiram essa dura realidade. Além dos ataques nazistas a embarcações em nossas águas, da ameaça dos agentes do Eixo e da participação dos nossos soldados no centro dos conflitos, racionava-se tudo, de combustível a alimentos. Foi nessa época, tentando contornar a falta de produtos essenciais como açúcar, leite e ovos, que se descobriu uma deliciosa mistura: leite condensado e chocolate.

O brigadeiro Eduardo Gomes (1896-1981), que foi responsável pelo patrulhamento da costa brasileira durante o conflito, pegou carona nessa novidade. Candidato à Presidência em 1945, teve o apoio de eleitoras entusiasmadas, que distribuíam em reuniões o doce em sua homenagem. Perdeu a eleição, mas ficou eternizado no brasileiríssimo doce de brigadeiro.

Fonte: Revista de História da Biblioteca Nacional
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