28.3.10

A história da violência nas páginas do JB

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Vejam aqui alguns fatos interessantes publicados no Jornal do Brasil, um dos mais antigos jornais em circulação no país, que mostram de forma clara que a questão da violência e do tráfico de drogas não tem limites e nem idade. O que mostra que a questão da violência social no Brasil é secular, vem desde a Colônia, passa pelo Império e chega na República.

Em 9 de agosto de 1892:


"Ontem, bem em frente ao Palacete Itamarati, foram presos dois menores, por terem furtado um relógio de ouro a um transeunte da Rua Larga de São Joaquim."

Em 4 de setembro de 1892:


"O Dr. Vaz Pinto, terceiro delegado, deu ontem busca na casa nº 1 da Rua do Costa e ai encontrou dois indivíduos a quem deu voz de prisão como suspeitos de serem ladrões. Na casa foi encontrada grande quantidade de uniformes, tanto da Marinha, quanto do Exército, uniformes que, ao que parece, serviam para disfarçar paisanos que se entregavam a gatunagem."

Em 15 de julho de 1922:


"Foram presos ontem três vendedores de cocaína: Heitor Dias Campelo, e os portugueses Henrique Marques e Joaquim Corrêa. Levados ao nono distrito, nada quiseram confessar. Novamente interrogados, porém, pelo senhor delegado, com muito jeito e truques habilíssimos, terminaram por reconhecer que eram vendedores do violento veneno e denunciaram como seu cúmplice um soldado da Polícia Militar."


Em 19 de julho de 1922:


"O comissário Castelo Branco prendeu ontem em flagrante João Antonio Fernandes, que vendia cocaína na Praça dos Arcos. Foram encontrados em seu poder cinco gramas do terrivel tóxico."

Para complementar. A imagem acima de autoria de Angelo Agostini, publicada no jornal Don Quixote em 1896, mostra uma extrema coincidência dos fatos também publicados em outros jornais. Onde podemos perceber que praticamente pouca coisa mudou. (Clique no desenho para ampliar e ver mais detalhes).

Veja outros assuntos em Hoje na História
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10 comentários:

Lilian disse...

Olá amigo Prof. Adinalzir,

Parabéns pela postagem.

Esse post nos mostra que a violência não é atual, já vem de longa data e é desmedida.

É triste para o povo que fica tolhido de sua liberdade, acaba por viver rodeado de perigo e vive com o medo do imprevisto.

Carinhoso e fraterno abraço,

Lilian

Juliana Pires disse...

É verdade! Notícias tão antigas e ao mesmo tempo tão atuais, parece até que estamos lendo um jornal de hoje de manhã.
A violência é um mal muito antigo, imagino que seja muito complexa as causas dela e mais complexa ainda a solução que a eliminará da nossa sociedade.

Beijos

lucidreira disse...

Muito bom nós ficarmos antenados nas suas postegens.
Eu também coloquei uma série de postagens da Revista O Cruzeiro, toda digitalizada.
Valeu prof.

Prof. Adinalzir disse...

Prezada Lilian

Mesmo assim, ainda acho que a Educação é o melhor caminho para se combater essa violência. Só é preciso o ser humano se conscientizar. Quem viver verá!

Abraços e muito obrigado pela visita!

Prof. Adinalzir disse...

Caro Lucidreira

Agradeço de coração pelo gentil comentário. Estarei lá no seu blog. Pode me aguardar.

Valeu pela visita!

Prof. Adinalzir disse...

Prezada Juliana Pires

Infelizmente minha amiga, essa é a grande realidade. O importante nessa luta contra a violência, é não desistirmos nunca, jamais.

Muito obrigado pela visita!

Rita Avellar disse...

Olá prof. Adinalzir. Quero agradecer a linda mensagem de Páscoa que deixou em meu blog. Que o espírito da Páscoa esteja presente em todos os dias do ano em sua casa e sua vida.
Obrigada pelos comentários em minhas postagens, sempre estimulantes e amáveis. Um grande abraço de sua colega e amiga virtual, Rita.

Prof. Adinalzir disse...

Olá, Rita Avellar

Agradeço a sua visita e comentários.

Uma feliz Páscoa para você!

André Luis Mansur disse...

Muito bom, professor. João do Rio já falava, no início do século XX, sobre o tráfico de cocaína pelas ruas da Glória. E no final do século XIX, as ´maltas de capoeiras´ também provocavam muito medo nos cariocas.

Abraços.

Prof. Adinalzir disse...

Perfeito, meu caro Mansur, aí está mais uma prova de que a questão da violência atormenta a vida das nossas cidades a bastante tempo.

Valeu pela visita!

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