18.4.17

Afinal, por que temos duas forças policiais?


É uma história complicada. Cada uma das polícias militares e civis dos estados do Brasil tem sua história própria.

Mas, para resumir, elas nunca estiveram unidas, não tem interesse nisso e nossa Constituição diz que tem que ser assim.

Na verdade, existem cinco forças com o nome de polícia: Militar, Civil, Federal, Federal Rodoviária e Ferroviária Federal. A maioria dos crimes cai na alçada das duas primeiras. A Civil anda à paisana, cuida de investigação, detenção e encaminhamento ao Judiciário. A Militar, uniformizada, das rondas e ações de choque.

As forças civis vêm desde o Brasil colônia, quando juízes e alcaides eram responsáveis pela manutenção da lei, para o que contavam com a ajuda de delegados - a quem delegavam poder, daí o nome. Quanto às militares, não são invenção brasileira - o nome de soldados cumprindo funções policiais é gendarmaria, ideia surgida durante a Revolução Francesa, quando foi criada a Gendarmerie Nationale. Ela ainda existe e é responsável pelo patrulhamento de cidades com menos de 20 mil habitantes - 95% do território francês e 50% da população. Em cidades maiores, atua em protestos e tumultos.

As ancestrais das PMs são gendarmarias como a Guarda Real, criada em 1809 por dom João VI. No começo, a maioria do trabalho policial propriamente dito, como as rondas, era realizada pelos civis. As gendarmarias eram mais exércitos locais que polícia, mantendo a ordem pública. Quando eclodiu a Revolução Constitucionalista de 1932, a Força Pública de São Paulo tinha metralhadoras pesadas e aviões de guerra, usados contra o Exército brasileiro.

Percebendo o perigo, o presidente Getúlio Vargas cortou o poder dessas forças. Perdendo a função de exército, acabaram reempregadas em patrulhamento ostensivo e choque, num processo gradual. Em São Paulo, a Força Pública só muda o nome para PM em 1970. Segundo o cientista político Guaracy Mingardi, assessor da Comissão Nacional da Verdade, "as forças estaduais militares começaram a assumir de fato funções de policiamento nos anos 1950, o que foi muito intensificado após o golpe militar de 1964, que colocou generais no comando dos policiais. Foi aos poucos se sedimentando a ideia de que os militares patrulham e os civis investigam", afirma.

A situação foi consolidada na Constituição de 1988, que impõe a estrutura de duas forças - mudar, agora, só por meio de emenda constitucional.

Fonte: 

5.4.17

450 Anos de Santa Cruz (RJ)


Conheça as datas de aniversário do bairro

Dia 30 de dezembro de 1567. Nessa data, começa a história de Santa Cruz, de acordo com especialistas do Núcleo de Orientação e Pesquisa Histórica (NOPH). O marco, que completa 450 anos em 2017, remonta ao momento em que o capitão-mor Cristóvão Monteiro recebeu como pagamento da Coroa duas sesmarias (terrenos) na região, por ter ajudado na expulsão dos franceses da cidade do Rio de Janeiro.

Entretanto, por cair entre o Natal e o Ano Novo, as celebrações de aniversário do bairro acabaram sendo antecipadas. Antigo coordenador administrativo do NOPH, Sinvaldo Nascimento Souza apresentou uma alternativa: "Ele sugeriu 14 de setembro, Dia da Exaltação da Santa Cruz", conta Walter Priosti, atual coordenador do Núcleo de Pesquisa.

Vários eventos estão sendo organizados para homenagear os 450 anos. A programação irá se concentrar em setembro, mas  começa em abril e vai até novembro. Uma exposição itinerante com a história do bairro percorrerá 21 escolas da região. Além disso, haverá um passeio ciclístico, no dia 9 de abril, e a cerimônia ecumênica, no dia 25 de abril, no antigo Palácio Real Imperial, hoje sede do Batalhão Villagran Cabrita (Batalhão de Engenharia), às 10 horas, onde será feita a abertura oficial dos 450 anos de Santa Cruz. 

Veja aqui a programação de abril e sinta-se convidado!

Exposição itinerante Santa Cruz 450 anos

De 1 a 10  
Colégio Estadual Barão do Rio Branco

De 11 a 20
Colégio Santa Mônica

DE 21 a 30 
Colégio Girassol
 
Passeio ciclístico
Dia 9 (partindo do Santa Cruz Shopping, 540 - Rua Felipe Cardoso, 540). Inscrições até o dia 7, na administração do shopping.

Homem de Aço
Dias 18, 19, 20, 27 e 28  Em duas sessões, às 10h e às 14h, na Cidade das Crianças. Musical gratuito dedicado a toda a família, contando a história de amor entre uma garota sonhadora e um trabalhador.

Abertura oficial dos 450 anos
Dia 25  Ato ecumênico às 10h, em frente ao Batalhão de Engenharia.

Fonte: NOPH e facebook.com/jornalalocomunidade/

1.4.17

O vereador sonhador, que queria transformar Sepetiba, num lugar conhecido no mundo todo


Em 1954, o Vereador Isaaz Isekshon (PSB, Partido Social Progressista), e também médico e historiador, era um homem sonhador e de visão.

O mesmo tentou através de um projeto de lei, transformar Sepetiba em um polo de turismo, que atrairia turistas de todo o mundo.

Eram planos ambiciosos e revolucionários. Seu sonho, era fazer de Sepetiba, um grande centro de tratamento na região, com a construção de um resort-hospital, na orla da praia, e tudo giraria em torno da lama medicinal de suas praias.

Sua ascendência era russa, e desde que ele conheceu Sepetiba, em 1932, se apaixonou pelo lugar.

Teve então a idéia de fazer em Sepetiba, um projeto que deu certo na terra de seus pais. Um lugar aonde pessoas do mundo todo, procurassem para se curar de suas enfermidades e descansar.

Infelizmente, seu projeto de lei, não foi aprovado, a época, por falta de interesse e honestidade dos outros vereadores, segundo ele.

O projeto, de número, 1.431, de 17 de maio de 1954, consistia na construção do resort-hospital, por parte da prefeitura que incluía salas de massagens com a lama medicinal, e aplicações de luz nos pacientes/hóspedes, assim como o prolongamento do Ramal de Santa Cruz, até Sepetiba, para atender a demanda de turistas na região.

(Pesquisa e texto, de Flávio Brandão)

https://www.facebook.com/flavio.brandao.965?fref=ts

Nilton Bravo (1937-2005), O Michelangelo dos Botequins

Um dos painéis de Nilton Bravo tombado pela Prefeitura no Bar Sulista, na Praça Coronel Assunção, 357 (Gamboa) Nilton Bravo (1937-2...