26.6.11

Cachaça, cultura e prazer do Brasil. Você sabia?

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Antigamente, no Brasil, para se ter o melado, os escravos colocavam o caldo da cana-de-açúcar em um tacho e levavam ao fogo. Não podiam parar de mexer até que uma consistência cremosa surgisse. Porém um dia, cansados de tanto mexer e com serviços ainda por terminar, os escravos simplesmente pararam e o melado desandou.

O que fazer então? A saída que encontraram foi guardar o melado longe das vistas do feitor. No dia seguinte, encontraram o melado azedo fermentado. Não pensaram duas vezes e misturaram o tal melado azedo com o novo e levaram os dois ao fogo. Resultado: o "azedo" do melado antigo era álcool que aos poucos foi evaporando e formou no teto do engenho umas goteiras que pingavam constantemente. Era a cachaça já formada que pingava. Daí o nome "Pinga". Quando a pinga batia nas suas costas marcadas com as chibatadas dos feitores ardia muito, por isso deram o nome de "água-ardente".

Caindo em seus rostos escorrendo até a boca, os escravos perceberam que, com a tal goteira, ficavam alegres e com vontade de dançar. E sempre que queriam ficar alegres repetiam o processo.


Fonte: História contada no Museu do Homem do Nordeste.

Não basta somente beber, tem que conhecer!

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17.6.11

Paisagem do Rio de Janeiro: aquarelas, desenhos e gravuras dos artistas viajantes - 1790 - 1890

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Durante dois anos de pesquisa, o economista e editor George Ermakoff, vasculhou os acervos da Fundação Biblioteca Nacional, da Coleção Itaú, do Instituto Moreira Salles, dos museus Histórico Nacional e Imperial de Petrópolis, além das coleções Geyer e Mariani. Debruçou-se sobre os anais das Marinhas britânica e francesa e da Cúria Metropolitana e montou o livro "Paisagem do Rio de Janeiro" que chegou no dia 16/06 às livrarias com mais de 300 imagens raras da cidade nos séculos XVIII e XIX.

O período entre os anos de 1790 e 1890 foi o mais importante na representação iconográfica da paisagem do Rio de Janeiro, por meio de aquarelas, desenhos e gravuras dos artistas viajantes. Alguns desses pintores vieram acompanhando missões artísticas ou expedições científicas ao interior do Brasil, como Debret e Rugendas, respectivamente. No entanto, muitos outros foram homens do mar que aportaram no Rio de Janeiro em navios militares ou em trânsito para a Austrália ou o Extremo Oriente, publicando imagens litografadas em seus relatos dessas viagens.

Também se deve registrar a presença de muitos outros artistas estrangeiros, das mais diversas origens, amadores ou profissionais, que se encantaram pela paisagem carioca e a registraram, deixando-nos um acervo de grande importância histórica e artística. Além das imagens, este livro inclui um breve histórico da exploração da baía de Guanabara, da fundação da cidade, das primeiras representações cartográficas e iconográficas, uma crônica dos viajantes, um álbum de imagens comentado e um esboço biográfico de cerca de 60 artistas estrangeiros.

Uma verdadeira obra de arte que vale a pena ler e ter!
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12.6.11

Histórias Íntimas: Sexualidade e Erotismo na História do Brasil

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Segundo a historiadora Mary Del Priore, durante toda a história da humanidade, a beleza corporal feminina não estava na nudez das mulheres. Mas sim no esconder o corpo, quanto mais escondido, mais o interesse masculino era despertado. A mudança somente ocorreu com a invenção dos lingeries, especialmente após a década de 1920.

"Quando o Brasil era a Terra de Santa Cruz, as mulheres tinham de se enfear e os homens precisavam dormir de lado, nunca de costas, porque a concentração de calor na região lombar excitava os órgãos sexuais. E nos momentos a sós - geralmente no meio do mato, e não em casa, porque chave era artigo de luxo e não era possível fechar as portas aos olhares e ouvidos curiosos -, as mulheres levantavam as saias e os homens abaixavam as calças e ceroulas. Tirar a roupa era proibido. E beijar na boca? Bem... sem pasta e escova de dentes, era difícil.

Mas como o proibido aguça mais a vontade, a instituição que mais repreendia os afoitos, ironicamente, acabou se tornando o templo da perdição. Onde as pessoas poderiam se encontrar, trocar risos e galanteios e até ter relações sexuais, sem despertar suspeitas, se não no escurinho... das igrejas?

Casos saborosos como esses são narrados por uma das maiores historiadoras do país, Mary del Priore. Em Histórias Íntimas: Sexualidade e Erotismo na História do Brasil, ela mostra como a sexualidade e a noção de intimidade foram mudando ao longo do tempo, influenciadas por questões políticas, econômicas e culturais, e passaram de um assunto a ser evitado a todo custo para um dos mais comentados nos dias de hoje."

"Mary del Priore sabe como prender nossa atenção. Não conseguimos interromper a leitura, que nos leva aos bastidores da história de nosso país, começando pelo período colonial, passando pelo "hipócrita" século XIX, examinando o século XX e chegando aos nossos dias." - diz Moacyr Scliar, no prefácio desse excelente livro.
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7.6.11

O doce do brigadeiro

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Tempos de guerra sempre foram tempos de privação. Durante a 2ª Guerra Mundial (1939-1945), os brasileiros sentiram essa dura realidade. Além dos ataques nazistas a embarcações em nossas águas, da ameaça dos agentes do Eixo e da participação dos nossos soldados no centro dos conflitos, racionava-se tudo, de combustível a alimentos. Foi nessa época, tentando contornar a falta de produtos essenciais como açúcar, leite e ovos, que se descobriu uma deliciosa mistura: leite condensado e chocolate.

O brigadeiro Eduardo Gomes (1896-1981), que foi responsável pelo patrulhamento da costa brasileira durante o conflito, pegou carona nessa novidade. Candidato à Presidência em 1945, teve o apoio de eleitoras entusiasmadas, que distribuíam em reuniões o doce em sua homenagem.
Perdeu a eleição, mas ficou eternizado no brasileiríssimo doce de brigadeiro.

Fonte: Revista de História da Biblioteca Nacional
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Sepetiba em 1827, numa aquarela de Jean-Baptiste Debret

No panorama da imagem, temos uma visão da Baía de Sepetiba, da Serra da Coroa Grande e de Itacuruçá, e também da pequena vila dos pes...