27.9.09

Quero voltar a confiar

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Fui criado com princípios morais comuns: quando eu era pequeno, mães, pais, professores, avós, tios, vizinhos eram autoridades dignas de respeito e consideração. Quanto mais próximos ou mais velhos, mais afeto. Inimaginável responder de forma mal educada aos mais velhos, professores ou autoridades… Confiávamos nos adultos porque todos eram pais, mães ou familiares das crianças da nossa rua, do bairro, ou da cidade…

Tínhamos medo apenas do escuro, dos sapos, dos filmes de terror… Hoje me deu uma tristeza infinita por tudo aquilo que perdemos. Por tudo o que meus netos um dia enfrentarão. Pelo medo no olhar das crianças, dos jovens, dos velhos e dos adultos.


Direitos humanos para criminosos, deveres ilimitados para cidadãos honestos. Não levar vantagem em tudo significa ser idiota. Pagar dívidas em dia é ser tonto… Anistia para corruptos e sonegadores… O que aconteceu conosco? Professores maltratados nas salas de aula, comerciantes ameaçados por traficantes, grades em nossas janelas e portas. Que valores são esses? Automóveis que valem mais que abraços, filhas querendo uma cirurgia como presente por passar de ano. Celulares nas mochilas de crianças.

O que vais querer em troca de um abraço? A diversão vale mais que um diploma. Uma tela gigante vale mais que uma boa conversa. Mais vale uma maquiagem que um sorvete. Mais vale parecer do que ser… Quando foi que tudo desapareceu ou se tornou ridículo? Quero arrancar as grades daminha janela para poder tocar as flores! Quero me sentar na varanda e dormir com a porta aberta nas noites de verão! Quero a honestidade como motivo de orgulho. Quero a retidão de caráter, a cara limpa e o olhar olho-no-olho.

Quero a vergonha na cara e a solidariedade. Quero a esperança, a alegria, a confiança! Quero calar a boca de quem diz: "temos que estar ao nível de…", ao falar de uma pessoa. Abaixo o "TER", viva o "SER" e definitivamente bela, como cada amanhecer. E viva o retorno da verdadeira vida, simples como a chuva, limpa como o céu de primavera, leve como a brisa da manhã! Quero ter de volta o meu mundo simples e comum.

Vamos voltar a ser "gente" onde existam amor, solidariedade e fraternidade como bases. A indignação diante da falta de ética, de moral, de respeito... Construir um mundo melhor, mais justo, mais humano, onde as pessoas respeitem as pessoas. Utopia? Quem sabe?... Precisamos tentar… Quem sabe começando a encaminhar ou transmitindo essa mensagem… Nossos filhos merecem e nossos netos certamente nos agradecerão!

Arnaldo Jabor

COMENTÁRIO: Assim como diz o texto de Arnaldo Jabor, eu quero voltar a confiar, a acreditar ... Realmente, o ser humano está cada vez mais perdendo a sua essência. Enquanto o mundo está na corrida para se modernizar, as coisas mais belas e simples estão sendo deixadas de lado. Cabe a nós tentarmos recuperar o que há de bom através da História e da Educação, para ver se assim, quem sabe, o futuro do nosso país e quem sabe do mundo seja melhor. Não custa nada tentar!
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25.9.09

Hoje é o dia do Rádio

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Hoje me lembrei que comemoramos o dia do Rádio, na data do nascimento de Roquete Pinto, considerado o "Pai do Rádio Brasileiro". Em 1923, Roquete fundou a primeira emissora do país, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. Era a fase experimental de um novo veículo de comunicação, sem grandes avanços tecnológicos.

A primeira transmissão radiofônica em terras brasileiras, no entanto, já havia ocorrido no ano anterior, mais precisamente em 7 de setembro de 1922, na comemoração do centenário da independência brasileira. Na ocasião, uma estação de rádio foi instalada no Corcovado, no Rio de Janeiro, para a veiculação de músicas e do discurso do então presidente Epitácio Pessoa.


De lá para cá, muita coisa mudou: das interferências e ruídos dos primeiros aparelhos de rádio (pesados, enormes e à válvula) aos pequenos, leves e modernos rádios de transistores. A década de 1950 foi marcada pela consolidação do veículo como meio de comunicação. Em 1968, surgiram as primeiras emissoras de freqüência modulada (FM).


O inventor do rádio foi o italiano Guglielmo Marconi, que criou o seu "telégrafo sem fio", um modelo inicial que se desenvolveu até o sistema que conhecemos hoje. Em 1896, Marconi demonstrou a utilidade de seu aparelho numa transmissão na Inglaterra, do terraço do English Telegraphy Office para a colina de Salisbury. Ganhou do governo da Itália uma patente pela sua criação.


A história também cogita que um padre brasileiro, Roberto Landell de Moura, tivesse sido o inventor do rádio. Em 1894, Roberto havia desenvolvido aparelho semelhante e efetuado a emissão e recepção de sinais a uma distância de oito quilômetros, do bairro de Santana para os altos da avenida Paulista, em São Paulo.

Naquela época, fanáticos religiosos, achando que o padre brasileiro tinha um pacto com o demônio, destruíram seu aparelho e suas anotações, o que atrasou o reconhecimento de sua criação pelas autoridades científicas. Só em 1900 Roberto conseguiu fazer uma demonstração pública de seu importante invento.


COMENTÁRIO: Neste blog, quero prestar a minha homenagem a todos os profissionais do Rádio, um importante instrumento de comunicação na vida de milhões de brasileiros. Meus parabéns a todos vocês!
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18.9.09

Pesquisando com a Revista História Viva

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Hitler inédito e em cores. 50 imagens inéditas sobre a vida do ditador já podem ser vistas na rede.
http://www2.uol.com.br/historiaviva/noticias/hitler_inedito_e_em_cores.html

Pedra da Roseta digital. Protótipo é capaz de armazenar dados por mais de mil anos.
http://www2.uol.com.br/historiaviva/noticias/pedra_de_roseta_digital.html

Vida e obra de um Abolicionista. Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro, apresenta exposição em homenagem ao embaixador, político e escritor Joaquim Nabuco.
http://www2.uol.com.br/historiaviva/noticias/vida_e_obra_de_um_abolicionista.html

A Rede do Terror Nazista. A Enciclopédia de campos e guetos, 1933-1945, mostra que foram identificados cerca de 20 mil campos de concentração criados por nazistas em vários países durante a Segunda Guerra Mundial.
http://www2.uol.com.br/historiaviva/noticias/a_rede_do_terror_nazista.html

Múmias e Dinossauros em 3D. Aliando novas tecnologias de imagem e de criação de modelos tridimensionais, o Museu Nacional da UFRJ, no Rio de Janeiro, terá, em breve, todo o seu acervo disponível em versão tridimensional.
http://www2.uol.com.br/historiaviva/noticias/mumias_e_dinossauros_em_3d.html

Muito obrigado, Fernanda Figueiredo, pelas dicas!
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13.9.09

Mui Leal e Heróica Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro

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A pedido de vários alunos e em homenagem a amiga virtual Ligia Christina Menezes, uma carioca, que mora há vários anos em Curitiba, a qual conheci através do meu site
Historiaecia, hoje irei postar alguns fatos e fotos sobre essa "Mui Leal e Heróica Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro" que sempre merecem ser lembrados.
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Real Gabinete, 1895, Marc Ferrez, Rio, RJ.
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"O Rio de Janeiro tornou-se capital da colônia portuguesa em 1763. Em 1808, virou a sede de todo o império português, com a atropelada fuga da monarquia de Lisboa para o trópico. O Rio passou a ser a capital de um império que incluía Angola e Moçambique, na África; Goa, na Índia; Timor, Sudeste Asiático; e Macau, China.
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Só em 1960, com a fundação de Brasília, e com a paralela ascensão econômica e demográfica de São Paulo, que a Mui Leal e Heróica Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, título a ela concedido pelo imperador Pedro I, começou a perder prestígio e poder. Mas o charme ainda permanece até hoje.
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Pois de 1763 a 1960 foram construídos ali os mais importantes palácios, igrejas, museus, bibliotecas, fortalezas, aquedutos e estádios brasileiros. Foi só por acaso que o mesmo Dom Pedro proclamou a independência em um riacho, Ipiranga, perto da cidade de São Paulo. Pois quase tudo o se que contou na história do país aconteceu no Rio.
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No Rio se lutou ferozmente com os franceses para decidir quem seria dono da colônia, ainda no século 16. Ali chegavam os escravos da África, o ouro das ricas "minas gerais". Ali Tiradentes foi enforcado. Ali passaram Dona Maria I, dita "a louca" e seu filho regente (depois rei) Dom João VI, além do filho e do neto deste, os dois imperadores Pedro de Orleans e Bragança, 1º e 2º.
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Como se não bastasse, o Rio também conquistou a principal história da república, naturalmente proclamada ali mesmo. Ali se revoltou a armada, em 1893. E ali viveu e se matou o gaúcho Getúlio Vargas. Um atentado contra um opositor, Carlos Lacerda, em uma rua de Copacabana, a Tonelero, criou a crise que resultaria no suicídio do mais importante governante do país no século 20.
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E o Palácio do Itamaraty, então? Antiga residência do conde com esse nome, projetado na metade do século 19, tornou-se a sede do Ministério das Relações Exteriores, para sempre vinculada ao seu mais importante titular, o barão do Rio Branco. Ainda estão ali a biblioteca e a mapoteca usadas pelo barão para demarcar as fronteiras do país.
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Andar pelo Rio é respirar a história do país, se você souber onde enfiar o nariz. "O que, porém, mais surpreende é que os próprios cariocas não estejam a par da história e das crônicas da capital, de que tanto se ufanam", foi o que disse o escritor fluminense, nascido do outro lado da baía, Joaquim Manuel de Macedo (autor do famoso romance "A Moreninha"), em uma série de artigos publicados no "Jornal do Commercio". Depois editados em um livro clássico, "Um Passeio Pela Cidade do Rio de Janeiro", de 1862-1863, os artigos são leitura obrigatória para quem quiser flanar pela "nossa boa Sebastianópolis" da época de nossa monarquia.
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Macedo começa falando do Paço Imperial, o casarão quase à beira-mar (hoje mais afastado da água) que era a sede do governo da colônia e, depois, tornou-se palácio para Dom João VI, seu filho e seu neto (que, no entanto, preferiam residir na mais espaçosa Quinta da Boa Vista e na Fazenda de Santa Cruz.
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Ali funcionaram também o Tribunal da Relação (a principal instituição da Justiça da época) e a Casa da Moeda. A praça onde fica o palácio era conhecida como Terreiro do Paço, e Macedo comenta que os nomes mudavam constantemente. Ele nem poderia imaginar que a praça onde funcionou a sede do Império, cuja constituição ele tanto admirava, mudaria mais uma vez de nome, mais tarde, desta vez homenageando a República: praça 15 de Novembro.
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A praça 15, centro da cidade, é o coração do Rio antigo, que pertence a essa história recente de monarquia. "Contai agora as janelas da face lateral do Paço, que olham para o largo. Contai-as, começando da extrema que faz ângulo com a fachada principal. Contaste até sete? Parai aí", recorda o escritor.
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Qual a importância dessa sétima janela para a história do país? Foi nela que apareceu o presidente do Senado da Câmara, José Clemente Pereira, em 9 de janeiro de 1822, para dar um recado do príncipe Dom Pedro: "Como é para bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico".
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Na praça 15 também fica o antigo Convento do Carmo, restaurado e que hoje abriga a Universidade Candido Mendes, e o magnífico Chafariz do Mestre Valentim, obra de 1789. Outro ponto marcante da praça, debaixo do qual transitam milhares de cariocas todos os dias, é o Arco do Teles, uma larga passagem para a rua do Ouvidor construída no começo do século 18 pelo engenheiro militar brigadeiro José Fernandes Pinto Alpoim.
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Os engenheiros militares deixaram sua marca não só nos vários fortes ao longo da baía da Guanabara mas também em prédios civis e religiosos. A mais antiga das fortalezas portuguesas do Rio tem a mesma idade da cidade. A Fortaleza de São João, situada no morro Cara de Cão, fica no local da fundação, em 1565, da vila de São Sebastião do Rio de Janeiro.
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Como bem lembrou Macedo, que escrevia na década de 1860. "Estou convencido de que se podia bem viajar meses inteiros pela cidade do Rio de Janeiro, achando-se todos os dias alimento agradável para o espírito e o coração".

Extraído do texto de Ricardo Bonalume Neto da Folha de S.Paulo

COMENTÁRIO: Aproveito para indicar aqui alguns livros e sites interessantes sobre a história da cidade.

"Um Passeio pela Cidade do Rio de Janeiro", de Joaquim Manuel de Macedo, Livraria Garnier

"Guia da Arquitetura Colonial, Neoclássica e Romântica no Rio de Janeiro", Centro de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro, org. Jorge Czajkowski, Casa da Palavra/ Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, 4 volumes

"Iconografia do Rio de Janeiro - Catálogo Analítico 1530-1890", 2 vols., Gilberto Ferrez, Casa Jorge Editorial.

"Visões do Rio de Janeiro Colonial - Antologia de Textos 1531-1800", editado por Jean Marcel Carvalho França, José Olympio Editora/Ed. Uerj, 262 págs.
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9.9.09

Selos e blogs que valem a pena conhecer e receber

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Recebi recentemente da minha amiga Gigi do blog Sons do Pensamento dois lindos selinhos que estou postando aqui. E conforme manda as regras, aproveito para divulgar cinco coisas importantes, que eu gosto de fazer sempre que posso : Estudar, caminhar, fazer amigos, blogar e viajar.


Indico também 5 blogs para receber os selos. E olha que vale a pena conhecê-los!

http://katiabueno.blogspot.com/
http://conversademenina.wordpress.com/ http://alfabetizacaoemfoco.blogspot.com/
http://mulhercolorada.blogspot.com/
http://umsublimeperegrino.blogspot.com/
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7.9.09

Você conhece a história do Hino da Independência do Brasil?

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Hoje comemoramos o Dia da Independência, uma data muito importante para o nosso país. Por isso, sempre é bom lembrar fatos históricos importantes sobre esse hino tão bonito. Vale a pena ler, ouvir e curtir!

Quem o compôs foi o fluminense Evaristo Ferreira da Veiga e Barros (1799-1837), que era livreiro, jornalista, político e poeta. Com a fundação da Academia Brasileira de Letras, em 1896, Evaristo da Veiga tornou-se o patrono da sua cadeira de número 10.

A maior parte da composição que se inicia com os versos "Já podeis da pátria filhos" é anterior ao grito do Ipiranga e data de agosto de 1822. Favorável à independência, Evaristo da Veiga escreveu o poema que intitulou "Hino Constitucional Brasiliense" e o fez publicar.

O poema agradou o público da Corte, o Rio de Janeiro, e foi musicada pelo então famoso maestro Marcos Antônio da Fonseca Portugal (1760-1830), que havia sido professor de música do jovem príncipe dom Pedro - imperador Pedro I, após a proclamação da Independência.

Sendo um amante das artes musicais, dom Pedro, em 1824, afeiçoou-se pelos versos de Evaristo da Veiga e resolveu compor ele mesmo uma música para o poema, criando assim aquele que se tornaria o Hino da Independência. Não se sabe ao certo a data em que foi composta, mas a melodia de dom Pedro passou a substituir a de Marcos Portugal, oficialmente, em 1824.

A participação do imperador foi tão valorizada que, durante quase uma década, não só a autoria da música, mas também a da letra lhe foi atribuída. Evaristo da Veiga precisou reivindicar os seus direitos, comprovando ser o autor dos versos em 1833. Seus originais se encontram hoje na seção de manuscritos da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro.

Com a abdicação de dom Pedro I, a Regência, o Segundo Reinado e - principalmente - a proclamação da República, o Hino da Independência foi sendo gradativamente deixado de lado. Somente em 1922, quando do centenário da Independência, ele voltou a ser executado. No entanto, na ocasião, a música de dom Pedro foi posta de lado, sendo substituída pela melodia do maestro Portugal.

Foi durante a Era Vargas (1930-1945), que Gustavo Capanema, então ministro da Educação e da Saúde, nomeou uma comissão para estabelecer definitivamente os hinos brasileiros de acordo com seus originais. Essa comissão, integrada entre outros pelo maestro Heitor Villa-Lobos, houve por bem restabelecer como melodia oficial aquela composta por dom Pedro I.

Extraído do texto de autoria de Miranda Neto no Portal Itape Digital



Clique aqui e veja outras músicas de Hinos


COMENTÁRIO: Infelizmente, hoje em dia não se adota mais a cultura do hino na maioria das escolas brasileiras. Só vejo com frequência esse culto nos quartéis e em colégios militares. O povo hoje só canta hino em época de Copa do Mundo e mesmo assim, canta tudo errado. É uma pena! E vocês? O que acham?
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5.9.09

1ª Olimpíada Nacional em História do Brasil

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A pedido da minha amiga Cristina, do blog Fazendo a Diferença, estou divulgando aqui a 1ª Olimpíada Nacional em História do Brasil, uma iniciativa inédita de estudar e debater a história nacional, por meio da leitura e interpretação de documentos, imagens e textos.

Serão cinco fases online e uma fase final com premiação, disputadas por equipes compostas por até 3 estudantes e um professor de história. Podem participar somente alunos de oitavo e nono ano do ensino fundamental e do I, II e III ano do ensino médio.

As inscrições vão de 1 de agosto a 15 de setembro de 2009, e a Olimpíada começa no dia 21 de setembro de 2009. Clique aqui para saber mais sobre as inscrições, regulamento, datas, provas e premiação e muito mais.

Professor, divulgue na sua escola, monte sua equipe e venha participar!

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3.9.09

As aventuras de Marco Polo

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Você conhece a história de Marco Polo (1254-1324), que partiu de Veneza com seu pai e tio quando tinha apenas 15 anos rumo a uma emocionante viagem ao Oriente, e só voltou 24 anos depois, cheio de histórias para contar aos europeus? Não? Então mergulhe fundo na leitura de Marco Polo e sua maravilhosa viagem à China, de Janis Herbert, e conheça um pouco das aventuras do navegante italiano ao cruzar terras muito distantes das nossas, como a China, Pérsia (atual Irã), Tibet, Sri Lanka e Índia.

Capa do livro de Marco Polo e sua viagem a China

Marco Polo tinha apenas seis anos quando assistiu à partida de seu pai, Niccolo, e seu tio, Maffeo, ao Oriente, em viagem de negócios. Lá, eles conheceram o Kublai Khan, o governante do Império Mongol, o maior reino do mundo na época. Quando os irmãos se preparavam para voltar a Veneza, o grande Khan pediu que eles retornassem no futuro com um frasco de óleo da lamparina da igreja do Santo Sepulcro (o túmulo de Jesus Cristo em Jerusalém).


Eles cumpriram a promessa e anos mais tarde retornaram ao Oriente -- só que dessa vez com o jovem Marco Pólo a bordo. Começava aí a aventura de nosso personagem. Até chegar ao palácio do Kublai Khan, ele conheceu muitas culturas e atravessou diversas terras conquistadas pelos guerreiros mongóis. Uma delas era a Pérsia -- que, no século 6 a.C., havia sido um grande império que ocupou parte da Ásia Central e Oriente Médio.

Nossos viajantes também conheceram o Afeganistão, terra de montanhas íngremes e desertas que eles penaram para cruzar. Um dos lugares mais ricos que Marco visitou foi a China. Lá ele descobriu a religião budista, na qual seus praticantes tentam chegar ao Nirvana (liberação do sofrimento e da morte) por meio da meditação. A China era uma região com muito comércio e desenvolvida cientificamente. Foram os chineses, por exemplo, que inventaram o papel, a bússola, a pólvora e a porcelana.

Após três anos e meio de viagem, chegaram enfim a seu destino: a residência do Kublai Khan, na cidade de Shang-tu. Aos poucos, o carisma de Marco Polo conquistou o imperador, que resolveu fazer dele seu emissário. Marco deveria viajar por todo o reino e relatar ao Khan tudo o que vira e ouvira.

O rapaz passou dezessete anos viajando pela Ásia como funcionário do imperador. Tornou-se adulto. Conheceu lugares exóticos e diferentes de tudo o que se conhecia na Europa ocidental. Ele descobriu por exemplo que, no Tibet, após os bebês nascerem, as mulheres se levantavam para trabalhar e o pai da criança passava quarenta dias deitado.

Mapa do trajeto de Marco Polo pelo Império Mongol

Após tanto tempo a serviço do imperador, nosso navegante cansou das viagens e quis voltar para sua terra natal. Em 1292 os Polo retornam à Europa. Eles estavam tão diferentes de quando partiram que até seus parentes tiveram dificuldades em reconhecê-los! Mas a vida de Marco Polo ainda lhe reservaria surpresas...


O livro Marco Polo e sua maravilhosa viagem à China narra todas essas histórias para o público jovem, de forma simples e envolvente. A obra, além de trazer em boxes uma série de curiosidades sobre as culturas orientais, possui no final de cada capítulo atividades orientadas, como a preparação de papel, máscaras ou tapeçarias, exercícios de ioga, receitas e instruções de jogos chineses.

Adaptação do texto de Denis Weisz Kuck
Em Ciência Hoje das Crianças, 09/07/03
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Sepetiba em 1827, numa aquarela de Jean-Baptiste Debret

No panorama da imagem, temos uma visão da Baía de Sepetiba, da Serra da Coroa Grande e de Itacuruçá, e também da pequena vila dos pes...