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Mostrando postagens de Outubro, 2012

Política indigenista de Pombal: a proposta assimilacionista e a resistência indígena

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O trabalho aqui apresentado pretende, a partir da pesquisa de fontes existentes na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro e no Arquivo Histórico Ultramarino, orientada por novas perspectivas teóricas sobre o Império Português presentes na historiografia luso-brasileira contemporânea, analisar o contexto político no qual foram implementadas algumas ações decorrentes da adoção dos princípios do Diretório Pombalino nas capitanias do norte da América Portuguesa, especialmente do Ceará, Rio Grande, Paraíba e Pernambuco. 

Seu principal objetivo é investigar como os agentes coloniais, os povos e as povoações indígenas existentes neste recorte espacial se posicionaram frente às modificações impostas e como a sua ação se refletiu na resistência e adaptação a esse novo modelo de gestão administrativa e de exploração da mão-de-obra indígena.
Autor: Ricardo Pinto de Medeiros  Universidade Federal da Paraíba
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Esse texto faz parte de uma série q…

O bibliotecário de D. João VI

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A vida de Luiz Joaquim dos Santos Marrocos mostra o cotidiano no Rio de Janeiro do início do século XIX e como uma esposa e um bom cargo público levaram um português a defender a independência da colônia que desprezava.
Em junho de 1811, lá pelo dia 15, entrou no porto do Rio de Janeiro uma fragata portuguesa de nome Princesa Carlota. A fragata, que saíra de Lisboa em meados de março e passara por maus momentos durante a viagem – ventos contrários, calmarias prolongadas e tempestades –, estava caindo aos pedaços, e tanto a tripulação quanto os passageiros vinham esfomeados ou doentes.
Em meio aos desafortunados viajantes, encontrava-se um homem de 30 anos, chamado Luiz Joaquim dos Santos Marrocos. O português, como muitos de sua geração, vinha de Lisboa com um emprego garantido na burocracia estatal, o de bibliotecário da Real Biblioteca, e, também como muitos de seus contemporâneos, vinha com o declarado e firme propósito de melhorar de condição e retornar para junto da sua amada famíl…

Padre Antonio Vieira e o sermão do bom ladrão

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Com tantos escândalos e roubalheiras em nosso país. Trago aqui um pequeno trecho de O sermão do Bom Ladrão que foi escrito e proferido em 1655 pelo Padre Antonio Vieira na Igreja da Misericórdia de Lisboa (Conceição Velha), perante o rei D. João IV e sua corte. Também estavam presentes os maiores dignitários do reino, juízes, ministros e conselheiros.
O texto faz uma crítica a todos aqueles que se valem do poder público para enriquecer de forma ilícita. Denuncia escândalos no governo, gestões fraudulentas e reclama contra a falta de punições. Quando se lê parece que estamos nos tempos atuais. É uma uma visão perfeita do comportamento imoral de uma época que parece não ter acabado até os nossos dias.
"O ladrão que furta para comer, não vai nem leva ao inferno: os que não só vão, mas levam, de que eu trato, são outros ladrões de maior calibre e de mais alta esfera; os quais debaixo do mesmo nome e do mesmo predicamento distingue muito bem São Basílio Magno. Não só são ladrões, diz o …

Uma escola para poucos

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Olá pessoal, depois de muito tempo sem postar, olha eu aqui de volta, com um texto para compartilhar! Peço desculpas pelo afastamento. Fico muito feliz em ver o interesse de todos pela História, e também em saber que ainda existem pessoas com fome de conhecimento neste complexo mundo de hoje.
Criado no século XIX, o Colégio Pedro II tinha seus programas estabelecidos pelo governo imperial.

"Incluir o Brasil no rol das nações civilizadas: este era o projeto do Império. O Estado se esforçou para melhorar o nível do ensino superior e implementar a instrução primária e secundária. A criação do Colégio Pedro II atendia a esse plano do governo, já que se dedicava à formação da elite brasileira. E a História ganhava importância: era necessário estudar o Brasil, conhecer sua gênese. Somente olhando um passado comum seria possível forjar a nacionalidade. 
O Brasil vivia o Período Regencial (1831-1840), quando não havia um imperador de fato e várias províncias abrigavam movimentos separatista…