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Legado de ferro

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Mesmo perdendo espaço para o asfalto, os trens deixaram um rastro de progresso, cultura e saudosismo pelo caminho.
Todo dia era assim: por onde o trem passava, saindo ou chegando a Curitiba, moradores, principalmente crianças, acenavam de portões e janelas. Alguns se aventuravam correndo, acompanhando os passageiros. Morando próximo da linha, Odair Antônio Brustolin, ainda criança nos anos 1960, também dava as boas-vindas ao trem. Mas quando a locomotiva estacionava, ele cumpria uma função de que ainda se orgulha: levava o almoço para o pai, o maquinista. O orgulho era tanto que hoje, aos 49 anos, Brustolin tem a mesma profissão do pai. “Desde os seis anos, eu já sabia que seria maquinista. Não tinha a menor dúvida”, garante.
Tanta certeza não veio só da tradição familiar. Brustolin, que atualmente conduz o trem turístico que liga Curitiba a Paranaguá, encanta-se com tudo que está ligado à viagem. “A cada dia vejo uma paisagem diferente, uma flor, um passarinho. Fico feliz de agradar ao…