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Mostrando postagens de Fevereiro, 2012

Palco de polêmica

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A carreira literária de José de Alencar (1829-1877) começou conflituosa. Em 1856, ele publicou Cartas sobre a Confederação dos Tamoios que criticavam duramente a qualidade do poema de Gonçalves de Magalhães. Sua vida política também sofreu tumultos, como o impedimento de sua candidatura ao Senado por iniciativa de D. Pedro II.
Mas as polêmicas não pararam por aí; chegou inclusive aos palcos e às capas de jornais. Ismênia dos Santos, atriz e empresária do Teatro São Luís, encomendou uma peça ao escritor em 1875. Alencar decidiu, então, tirar da gaveta O jesuíta, texto criado 14 anos antes, tendo como protagonista um inaciano que constrói um discurso de engrandecimento da pátria. A montagem do espetáculo foi encenada apenas nos dias 18 e 19 de novembro de 1875: a ausência de público fez com que ela saísse rapidamente de cartaz e, por isso, ficou conhecida como "peça maldita".
O número ínfimo de espectadores provocou a reação do autor, que, em sua coluna semanal no jornal O Globo…

O Saiba História está entre os 10 melhores blogs do Brasil na categoria História

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O infoenem, maior portal sobre o Enem na internet, iniciou em fevereiro uma série de publicações indicando aos seus leitores os melhores conteúdos do país. E o Saiba História foi classificado entre os 10 melhores blogs do Brasil na categoria História. Mas essa conquista não é só minha, é também dos meus leitores e amigos fiéis que sempre apoiaram esse singelo trabalho de divulgação histórica. Estou muito feliz com isso e agradeço a todos!
A lista dos vencedores e seus respectivos links, acabou de ser publicada. Confira aqui: http://www.infoenem.com.br/os-10-melhores-sites-e-blogs-de-historia-do-brasil/

O Rio de Janeiro movido a carvão

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Balão de carvão do século XIX: estrutura era administrada por até cinco pessoas e devia ser vigiada 24 horas por dia, para que a combustão não saísse de controle e a produção fosse transformada em cinzas.
Ignorados pela história oficial, carvoeiros geraram energia da cidade nos séculos XIX e XX.
Por quase um século, o Rio foi movido a carvão. Da indústria e das locomotivas à construção de casas e produção ferraduras de cavalos, boa parte da economia teve o carvão como matéria-prima. Foi um período crucial para o progresso da cidade - de meados do século XIX até a década de 1950 -, mas, ainda assim, quem impulsionou esse crescimento permanece no esquecimento. Pouco se sabe sobre os carvoeiros, em sua maioria escravos libertos, que viviam no Maciço da Pedra Branca, na Zona Oeste. Ocultos da população urbana, que ainda ignorava a região, eles desmataram a floresta e transformaram a lenha em insumo - como revela um trabalho da Pontifícia Universidade Católica (PUC), responsável por um inédi…

Cem anos da Guerra do Contestado

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Fanáticos da Irmandade de São Sebastião
Saiba aqui a história da Guerra do Contestado e consulte 24 textos de documentos sobre os seus 100 anos. http://estadao.br.msn.com/fotos/textos-do-contestado

Uma boa convivência

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Quando a expedição de Martim Afonso de Sousa chegou ao povoado de São Vicente, na região sul do atual litoral paulista, em 1532, encontrou não só aldeias indígenas, mas também portugueses. Apesar da força dos nativos, a convivência entre eles era pacífica. Tranquila até demais, aos olhos dos católicos.
Sem dúvida, esse contato prévio contribuiu para o reconhecimento da área e o êxito na incorporação desta primeira região americana à autoridade lusitana. Mas a ligação entre europeus e locais não era apenas estratégica.
Com a elevação de São Vicente ao status de vila em 22 de janeiro de 1532, a primeira da Colônia, a região chamou ainda mais a atenção dos católicos, que estavam atentos à grande proximidade entre colonizadores e colonizados. Para os religiosos, o convívio provocaria a degradação moral dos europeus pela adoção de costumes como a poligamia, o concubinato e o consumo de álcool.
A surpresa dos jesuítas que chegaram em 1553 foi tão grande que em pouco tempo a missão de catequiz…