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Mostrando postagens de Março, 2011

José Alencar, um vice histórico

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Em homenagem ao ex-vice-presidente José Alencar, que faleceu nesta terça-feira, a Revista de História da Biblioteca Nacional fez uma lista dos vice-presidentes que ficaram famosos. Veja abaixo.

"No dia de sua morte, nesta terça-feira, 29 de março de 2011, José Alencar não era mais o vice-presidente do Brasil. Mas sua presença ainda ressoa quase cem dias após ele ter saído do posto. Uma das razões para ele ter ficado marcado era o fato de, contabilizando todos os momentos de viagem do ex-presidente Lula, Alencar esteve por mais de um ano no cargo mais importante do país. Mais que alguns presidentes. Outra era a sua oposição forte a uma política monetária, baseada na elevação de juros, em detrimento dos incentivos desenvolvimentistas. Por último, a força de um homem que lutou por anos contra o câncer, sem nunca esmorecer, ou mesmo perder o otimismo. Em homenagem a Alencar, fizemos um apanhado de vices que extrapolaram as suas funções e assumiram o principal posto do país.

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Revista de História da Biblioteca Nacional. O que é História, para você?

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Foram mais de 120 mensagens em uma semana de concurso #promoHistorica. Com todos tentando definir no espaço de 140 caracteres do Twitter algo que pode até ser corriqueiro, mas que nem sempre é banal: O que é História, para você?

As respostas foram as mais variadas. Alguns recorreram para o fato da matéria lidar com o passado, no presente, para refletir o futuro. Outros, foram metafóricos, utilizando de uma linguagem mais poética para tentar condensar todo raciocínio. Houve ainda quem tentasse uma definição acadêmica, que abarcasse a importância da proposta. Fizemos uma lista pequena com dez exemplos que melhor representam o todo. Veja a lista e, ao fim, os três primeiros colocados que vão receber os prêmios do concurso.

Para mim, foi uma experiência muito legal. Melhor ainda foi saber que o Saiba História ficou entre os dez. Veja aqui o resultado:

saibahistoria: Para mim, História é tudo aquilo que se passa na vida cotidiana.

Phelipe Cunha: História é como uma roda de capoeira, é som, é …

Assembleia Legislativa de SP coloca 350 mil documentos históricos na internet

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Documento de 1850 pede providências contra rios que sobem em época de chuva (Foto: Reprodução)

Arquivos do Império, da República Velha e dos anos 30 ficarão acessíveis através de acesso gratuito que irá facilitar a vida de professores e estudiosos.

A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) lançou oficialmente no dia 1º de março de 2011 um novo serviço que tornará disponível, para consulta e reprodução pela internet, de mais de 350 mil páginas de documentos originais do Império, República Velha e anos 1930. O serviço já está disponível no site da Alesp, no link documentação e informação.

A consulta permite abrir arquivos digitalizados com base em um mecanismo de buscas. Um requerimento de 1850, por exemplo, pede providências a respeito dos rios que sobem na época das chuvas.

Os documentos só podiam ser consultados antes no próprio Acervo Histórico da Assembleia, serviço que será mantido. O acervo total chega a 500 páginas, acumuladas desde 1819. A digitalização e a disponibilização n…

Padre jesuíta fez primeiro relato de terremoto no Amazonas em 1690

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Em tempos de terremotos pelo mundo. É sempre bom lembrar alguns fatos que quase sempre ficam guardados nos arquivos da História.

Ao longo de 40 anos, o padre jesuíta Samuel Fritz trabalhou em grandes trechos do rio Solimões em uma área que ia desde a foz do Rio Napo até a foz do Rio Negro, região toda mapeada por ele.Manaus - "...no anno passado de 1690, pelo mez de junho ocorreu um grandessíssimo terremoto (...): penhascos caidos, arvores grossissimas derraigadas e lançadas ao rio; terras muito altas desmoronadas (...) no meio de pedras e arvores amontoadas sobre as margens; por toda parte lagoas abertas, bosques destruídos e tudo sem ordem misturado (...). Continuavam as ruínas por quatro léguas de rio; terra a dentro tinha sido maior o estrago".

O relato faz parte do diário de Samuel Fritz (IHGB,1917), missionário jesuíta do século XVII, que reportou os estragos causados por um terremoto observados por ele no trecho entre as desembocaduras dos rios Urubu e Negro, e é o pri…

Japão é atingido pelo maior terremoto da história do país

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O Japão foi atingido, nesta sexta-feira (11), pelo maior terremoto já registrado na região. O tremor alcançou 8,9 na escala Richter, que caracteriza que podem ter causados sérios danos em um raio de centenas de quilômetros do lugar onde realmente aconteceu o terremoto, o chamado epicentro.

O abalo sísmico ocorrido às 14h46 no horário local, ou 2h46 no horário de Brasília, foi localizado no Oceano Pacífico, a 130 quilômetros da península de Ojika, no Japão. Além do tremor, que foi sentido com muita intensidade em quase todo o território japonês, inclusive na capital Tóquio, o país também sofreu com um Tsunami.

Segundo informações de agências locais, até às 15h desta tarde, haviam sido registradas 337 mortes e 531 pessoas permanecem desaparecidos. Esses números tendem a aumentar, já que boa parte do país está com o sistema de comunicação prejudicado.

A quantidade de vítimas é reduzida, diante do tamanho do estrago e da potência do terremoto, porque há anos o Japão possui regras rígidas na…

Em qualquer situação, xixi na rua, não

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Em tempos de carnaval ou em qualquer situação, o que não falta é campanha de conscientização. Beba com moderação, use camisinha, cuidado com as drogas, beba muita água, prefira roupas leves, faça revisão no carro, etc. No caso do xixi na rua, podemos ver que o mau costume é antigo, como prova esta aquarela de Debret, pintada entre 1817 e 1829, que, cheia de ironia, mostra um nobre da época se aliviando na parede, com um escravo que o protege do sol.

Creio que é chegada a hora de acabar com essa falta de educação aqui no Rio de Janeiro. Fora com os mijões, xixi na rua, não! Leiam também os comentários.
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O ano em que houve dois carnavais

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Vejam este artigo de Roberta Jansen, publicado no jornal O Globo de 05/03/2011, que mostra que no Brasil houve dois carnavais no distante ano de 1912.

É o sonho dos foliões mais animados; um verdadeiro pesadelo para quem é avesso aos festejos: comemorar o carnaval duas vezes por ano. Por incrível que pareça, isso já aconteceu uma vez no Brasil, em 1912, por conta da morte do Barão do Rio Branco - tido como responsável pela consolidação do território nacional e, por isso, aclamado herói.

Essa fascinante e bem pouco conhecida história foi resgatada pelo historiador e diplomata Luís Cláudio Villafane G. Santos. No recém-lançado livro "O dia em que adiaram o carnaval - política externa e construção do Brasil" (Editora Unesp), ele a utiliza como ponto de partida para discorrer sobre a construção da nacionalidade brasileira.

Não que o povo tenha ficado feliz com a morte do barão. Longe disso. Ele realmente era muito querido pela população, principalmente pela sua atuação como embaix…

O carnaval dos encamisados

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.Olha o carnaval aí, gente! Está chegando a hora da folia, da animação, e da loucura. Dentro de poucos dias, o Rio de Janeiro estará vivendo mais um de seus famosos carnavais. E é chegada a hora também, de divulgar aqui mais uma história original de nossos antigos carnavais.

A história do Carnaval no Rio de Janeiro é bem mais antiga do que podemos supor. Data do século XVII. Mês de março, do ano da graça de Nosso Senhor Jesus Cristo de 1641, como era de praxe falar naquela época. Naquele ano de 1641 comemorava-se a subida de Dom João IV ao trono como 21º. Rei, 8º. Duque de Bragança, restaurador da monarquia portuguesa, já que no período de 1580 a 1640 o poder esteve em mãos dos espanhóis devido a união das coroas peninsulares.

Naquela época o Rio de Janeiro era governado por Salvador Correia de Sá e Benevides, que embora sendo ele próprio espanhol, promoveu o primeiro carnaval carioca, liderando uma "encamisada" reunindo 166 cavaleiros, quase todos cavalheiros, entre os quais …