31.3.07

A Crise de 1929 e a Grande Depressão

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Esta foi uma crise económica que atingiu os EUA, estendendo-se em seguida a todo o mundo capitalista, inclusive o Brasil. Além das graves consequências económicas à crise financeira junta-se a crise de superprodução. Apesar da descida dos preços, grande parte do mercado agrícola e industrial não tem compradores. Milhares de empresas têm de fechar, o desemprego aumenta brutalmente, provocando uma redução do poder de compra e uma redução da procura.

A rápida propagação da crise à Europa deveu-se, sobretudo à retirada de capitais, uma vez que desde a I Guerra, os bancos americanos faziam importantes investimentos na Europa e, além disso concediam importantes empréstimos. Com a eclosão da crise, os americanos procuram fazer regressar os seus capitais provocando uma grande perturbação na Europa. Muitos bancos, sobretudo na Áustria, Alemanha e na Inglaterra, faliram ou conheceram sérias dificuldades, o mesmo aconteceu com as empresas que necessitavam de empréstimos bancários para sobreviverem.

Praticamente todos os países, da América do Norte, à Europa e ao Japão, da África à América Latina, acabaram por ser afectados de uma forma ou de outra pela crise. O desemprego atingiu em todo o mundo limites quase incalculáveis.

Esta crise não deixou nenhuma classe social de fora, atingiu a todas de forma muito violenta.

As classes médias viram-se afectadas pela multiplicação das falências no comércio, no artesanato e na indústria. A própria burguesia foi afectada por numerosas bancarrotas. Os camponeses ficaram arruinados e os operários no desemprego.

A partir da queda de Wall Street, a contracção económica generalizou-se, acentuada pela miséria social. A perda de confiança foi total e o entesouramento parecia a única salvação. Nestas condições, nenhum dos mecanismos naturais da economia liberal parecia permitir uma recuperação.

A crise de 1929 foi a perturbação mais importante de um capitalismo que alcançara já um elevado nível de concentração financeira e uma produtividade muito grande, mas que não modificava o modo de distribuição dos rendimentos entre o capital e o trabalho.

Essa crise alastrou-se pela Europa e atingiu o Brasil, principalmente São Paulo, que era o principal fornecedor de café aos países estrangeiros conturbados financeiramente pela grande depressão. O Brasil perdeu o seu maior mercado consumidor, que eram os Estados Unidos. Enfraquecera-se, pois, o Estado brasileiro no qual o governo federal depositava suas esperanças. Os créditos internacionais foram suspensos. A política de valorização do café entrou em colapso, afundando o restante da economia nacional.
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125 comentários:

laryssa disse...

Vc poderia me exclarecer uma duvida:Se o Brasil foi um dos principais paises a se recuperar da depressão de 1929,porque hoje ele não é uma grande potência economica?

Prof. Adinalzir (SaibaHistoria) disse...

Desculpe o tamanho do texto, mas acredito que ele responde a sua pergunta:

Brasil, terra onde a natureza foi pródiga. Aqui fomos supridos de todos os recursos em abundância e poupados das grandes catástrofes naturais. Quis o destino que o território não se fragmentasse e por isso temos dimensão continental.

Nosso povo é naturalmente global pois vem se miscigenando há 500 anos. Índios, africanos, europeus e asiáticos formaram aqui um caldeirão cultural que resultou nesse povo simpático, amistoso e de cultura tão adversa.

Porque não somos uma potência?

Quando aqui aportaram as primeiras naus vindas de Portugal, encontraram um continente rico, inexplorado e habitado apenas por índios.

Processo semelhante se deu em outros pontos da costa do continente Sul-Americano e Norte-Americano onde também foram encontrados índios ou povos mais primitivos do que aqueles vindos da Europa. Os conquistadores europeus, bem mais adiantados, dominavam a navegação ultramarina, já haviam descoberto a pólvora e eram mestres na arte da guerra.

Em pouco tempo o homem branco subjulgou os nativos transformando todo continente de norte a sul em colônias.

Por razões diversas, essas colônias tiveram processos evolutivos diferentes e quando conquistaram a independência tinham situações políticas e econômicas diferenciadas.

Os Estados Unidos da América logo despontaram como potência emergente e em meados do século XX, após a II Guerra desbancaram a Grã Bretanha que fora a potência global do século XIX mas sofrera o desgaste de duas guerras seguidas.

O Brasil, apesar do potencial semelhante em termos de território e recursos naturais, por razões diversas, dentre elas fraqueza política e incapacidade administrativa, perdeu a corrida da industrialização e entrou no século XX como um país independente, porém de economia eminentemente agrícola e dependente de outros países.

A revolução industrial, alavanca do desenvolvimento da economia, da verdadeira independência e instrumento de projeção no cenário internacional se deu tardiamente no Brasil, completando seu primeiro ciclo com implantação de indústria básica pouco depois da II Guerra.

Em meados da década de 70 do século XX o Brasil competia em condição de igualdade com a China e a Índia, que como o Brasil, também tiveram seu desenvolvimento industrial retardado.

Hoje a China é uma potência econômica, militar e nuclear que ameaça a economia mundial e a Índia está no mesmo caminho.

Mais uma vez perdemos a corrida.

Surge a inevitável pergunta: onde erramos?

A resposta não é simples e não foi apenas uma razão.

Mas os fatores preponderantes foram a fraqueza política no cenário internacional e a incapacidade administrativa interna.

Enquanto colônia, nossos recursos foram drenados para e Europa. Após a independência, os recursos continuaram sendo drenados para o exterior, para cofres privados, ou desperdiçados.

Acordos internacionais mal negociados e desvantajosos, a histórica corrupção e uma gigantesca incapacidade gerencial vêm atravancando o desenvolvimento do Brasil há mais de 100 anos.

Por absurdo que pareça, em mais de 100 anos de independência, o Brasil não consegui criar uma casta de brasileiros capazes de desenvolver e implantar um projeto de Estado visando um processo contínuo de evolução e desenvolvimento de longo prazo. Sequer conseguimos ter uma maioria de políticos e governantes verdadeiramente comprometidos com o desenvolvimento da Nação Brasileira e mal conseguimos que promessas pré-eleitorais sejam cumpridas.

O país vive atualmente uma das priores crises morais, éticas e gerenciais da história. A cada novo escândalo, descobrimos que políticos e pessoas influentes estão envolvidos e que existem elos e ligações com outros escândalos que por sua vez estão ligados a outros e assim sucessivamente. Conclui-se que o país está literalmente entregue à quadrilhas.

O congresso perdeu – se é que alguma vez teve – a capacidade de autodepuração, pois é dominado por uma maioria de parlamentares corruptos ou defensores de interesses alienígenas. Não fosse assim, os escândalos não se sucederiam com os principais envolvidos sendo absolvidos por seus pares contra todas as provas e evidências. E todos impunemente continuam reinando, se acobertando e ajudando mutuamente.

Mas a origem do problema está muito além dos bastidores do congresso.

A política perdeu seu sentido mais nobre e passou a ser sinônimo de politicagem barata, sempre associada a fraudes e negociatas escusas.

Estranhamente, o brasileiro lutou pela democracia e depois que a conquistou despreza seu fundamento básico que é a escolha de seu representante para defender legítimos interesses. Para a maioria dos brasileiros, o processo eleitoral é encarado com ojeriza, como se fosse uma obrigação pior que declarar imposto de renda ou uma oportunidade de obter um favor, arrancado em troca de uma promessa de voto.

Além disso, a grande massa de eleitores brasileiros não têm capacidade de avaliar pessoas, propostas e muito menos fazer escolhas acertadas sem se deixar influenciar pelas aparências e por imagens de beneméritos virtuais, habilmente fabricados pela máquina de propaganda eleitoral.

Por todos esses motivos, a política se tornou pólo atrativo de pessoas moralmente despreparadas e tecnicamente incapazes. Quando vêm às eleições, nos vemos diante da difícil opção de escolher entre o péssimo, o ruim ou o pior.

O resultado é esse que vivemos nos dias atuais. Desgoverno, inexistência de planejamento de longo prazo, escândalos após escândalos, impunidade, inexistência de verdadeiras políticas públicas e pior, o país não tem uma política de Estado que norteie o conjunto de ações.

As políticas públicas fundamentais e deveres constitucionais do Estado para com o cidadão têm sido ignorados como se a constituição fosse apenas um objeto a ser usado em discursos.

Educação, saúde, segurança pública, habitação, entre outros, são problemas nacionais que os governos têm tratado de forma demagógica, resultando na prática em direitos e serviços negados à população. Atualmente só usufruem desses serviços, com qualidade aceitável, àqueles que às próprias expensas podem comprá-los.

Esse ciclo precisa ser quebrado. Se nada for feito, a mediocridade criará raízes e quando acordarmos, o Brasil será novamente colônia. Não nos moldes de outrora, mas sim nos moldes modernos, com corporações e Organizações Não Governamentais dominando e explorando o território, nossos recursos e fazendo as leis.

O Futuro Começa Agora pretende ser mais uma voz no coro que clama por mudanças, Desejamos que o Brasil deixado para as próximas gerações seja um país do qual se orgulhem, pelo qual desejam trabalhar e onde vivam por opção.

Um grande abraço,

Anônimo disse...

Gostaria de saber o acontecimento mais importante no Brasil apos a crise de 1929?

Obrigada.

Prof. Adinalzir disse...

Caro Anônimo, pena que você não colocou o seu nome. Mas agradeço a sua visita.

Claro que o acontecimento mais importante no Brasil logo após a crise de 1929 foi a Revolução de 1930.

Saiba mais sobre ela no link:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_de_1930

Abraços,

Anônimo disse...

qual foi a depressão para o Brasil? o maior problema ?

Prof. Adinalzir disse...

Achei meio confusa a sua pergunta. Mas mesmo assim, vamos lá:

É claro que a Grande depressão ou crise de 1929 foi um grande problema para o Brasil, já que ela afetou todos os países do mundo naquela época. Entendeu?

Ana disse...

Eu gostaria de saber..:

Com a crise de 1929,pq as necessidades dos seres humanos estavam longe de serem satisfeitas??

Prof. Adinalzir disse...

Minha querida Ana

Vou tentar responder a sua pergunta:

Porque naquela época, a crise de 1929 não deixou nenhuma classe social de fora. Todos foram afetados pela multiplicação das falências no comércio, no artesanato e na indústria. Inclusive a própria burguesia.

Os camponeses ficaram arruinados e muitos operários perderam o emprego. De modo que eles não podiam comprar para satisfazer as suas necessidades de consumo. Ok!

Um abraço e volte sempre! :-)

Melinna disse...

como a crise terminou, a unica coisa q sei é que os Estados ficaram mais ligados em suas cidades

Prof. Adinalzir disse...

Cara Melinna

E isso foi uma consequência da gradativa melhoria do quadro econômico nos respectivos países ou Estados.

Agradeço a sua visita e volte sempre!

Abraços, :-)

marcelo disse...

Gostaria de ressaltar também que a crise de 29 foi importante para o início da industrializaçao brasileira pelo fato de os cafeicultores estarem quebrados.
corrijame se estiver errado professor.
Obrigado Marcelo

clara disse...

vc poderia me dizer qual a relação entre a crise de 1929 e as eleições presidenciais de 1930?É urgente!!!

Prof. Adinalzir disse...

Prezado Marcelo

Você está totalmente certo. Não tenho nada a corrigir.

Meus parabéns e muito obrigado pela visita.

Prof. Adinalzir disse...

Oi, Clara!

Vou tentar responder a sua pergunta:

Segundo o Historiador Paulo Pizzigatti Diniz de Almeida, a partir da segunda metade da década de 1920, o mundo capitalista começou a entrar numa grande crise econômica. A crise veio com o famoso episódio que ocorreu em Nova York, o “crack” da Bolsa de Valores em 1929. Este fato atingiu em cheio a economia brasileira baseado na produção cafeeira. Fazendo com que todos os fatos daí relacionados levassem ao Movimento de 1932.

Essa crise econômica (de 1929) ocorreu justamente em ano de eleição presidencial no Brasil. Na época o Presidente era o paulista e cafeicultor Washington Luís, representante do Partido Republicano Paulista. Na época vigorava a famigerada "Política do Café-com-Leite", onde havia um acordo firmado entre dois grupos políticos compostos pelo Partido Republicano Paulista – PRP, e o Partido Republicano Mineiro – PRM. Este acordo estabelecia um rodízio de domínio de poder entre eles, porém, quem mais usufruiu deste acordo foram os paulistas.

Em meados de 1929, durante o início das campanhas presidenciais, a direção do PRP, com medo que os mineiros não tivessem o cuidado necessário para tratar da questão da crise do café, quebrou o acordo estabelecido. Como estabelecia o acordo, o próximo presidente do Brasil teria que ser um mineiro, e estava na fila, o então Presidente de Minas Gerais Antônio Carlos de Andrada. Mas o PRP indicou como candidato oficial para presidência o cafeicultor, paulista e então Presidente de São Paulo, Júlio Prestes. Este episódio desencadeou o rompimento da Política do "Café-com-Leite".

A partir desse momento, o clima político no Brasil ficou muito tenso. O PRM uniu-se com as Oligarquias dissidentes e formaram a Aliança Liberal, com candidatos próprios para disputar a eleição. Neste caso os candidatos eram, Getúlio Vagas e João Pessoa.

A eleição ocorreu e foram, como todas as outras eleições que ocorreram no Brasil, fraudadas. O PRP que contava com a força da máquina do Estado em suas mãos, ganhou a eleição e Júlio Prestes foi eleito. Mas não chegou a assumir o cargo. Antes de ocorrer a transferência do poder, Washington Luís foi deposto pelo movimento denominado "Revolução de 1930". Junto com Washington Luís caiu também a arcaica oligarquia paulista do poder. A partir daí uma nova elite se colocou como dirigente do Brasil.

Esta nova elite foi encabeçada por Getúlio Vargas e pela chamada oligarquia dissidente dando início a um novo período político chamado Era Vargas. Neste novo empreendimento de Estado, os paulistas ficaram de fora.

É isso aí...

Abraços e volte sempre!

Neusa disse...

Gostaria de saber que relação tem a crise de 1929 com a crise de 2009?

Prof. Adinalzir disse...

Prezada Neusa

Respondendo a sua pergunta...

A crise de 1929 se deu, basicamente, em razão do aumento da produção não ter acompanhado o aumento dos salários, além, é claro, da mecanização das industrias que acarretaram desempregos e a recuperação dos países europeus após a Primeira Guerra Mundial, pois esses países eram os principais consumidores dos EUA e para a sua recuperação econômica, reduziram drasticamente o consumo dos produtos norte-americanos. Desta forma acarretou uma crise de superprodução, que forçou as industrias diminuir a produção e demitir funcionários, agravando ainda mais a crise, que chegou ao mercado de ações ocasionando a quebra da bolsa de Nova York.

Com isso, acarretou a falência de indústrias e empresas rurais ocasionando milhões de desempregados. Mediante a crise, os EUA reduziu a compra de produtos estrangeiros e suspendeu os empréstimos a outros países,o que levou a crise para o resto do mundo.

A crise atual, já era prevista. Mas se deu em razão da quebra do mercado imobiliário, que no início, incentivou a população norte americana a comprar imóveis com créditos facilitados e juros altos (sub prime). No primeiro momento a economia foi aquecida e os valores dos imóveis dispararam, no entanto, as pessoas não conseguiam pagas as prestações e o número de inadimplentes aumentou, pessoas perderam o que tinham, as casas foram devolvidas e com isso o preço dos imóveis despencou, quebrando o setor imobiliário que em um efeito dominó, acarretou prejuízos consideráveis aos bancos, chegando ao mercado de ações e conseqüentemente desvalorizando a bolsa e atingindo todo o mundo.

A principal diferença entre a crise de 1929 e a atual, é que na de 1929 o Estado não intervinha no mercado financeiro. Já nesta, podemos acompanhar o incentivo do Estado em fornecer pacotes bilionários, além de acordos para evitar o desemprego.

Um grande abraço e volte sempre, :-)

Anônimo disse...

podia-me resumir o que é que aconteceu depois desta crise?
obrigado pela sua atenção.

Prof. Adinalzir disse...

Caro Anônimo.

Depois da crise de 1929, o Brasil perdeu o seu maior mercado consumidor que era os Estados Unidos. O Brasil se enfraqueceu econômicamente, os créditos internacionais foram suspensos. A política de valorização do café entrou em colapso, afundando o restante da economia nacional. Esse problema irá se refletir também em muitos outros países.

Um abraço, muito obrigado pela visita e um feliz 2010!

Raay disse...

Quais os mecanismos usados para a solução desse problema?

Prof. Adinalzir disse...

Prezado Raay

Os melhores mecanismos para a solução desses problemas seria com a utilização de políticas sérias por parte dos governantes, nos moldes modernos, com parcerias público privadas, o combate a corrupção, um maior investimento em educação. E principalmente com cada cidadão fazendo a sua parte.

Um abraço e valeu pela visita!

mari disse...

ooi, muito bom seu blog..
gostei bastante e me ajudou muito no meu trabalho. :D

Prof. Adinalzir disse...

Oi, Mari

Fico muito feliz em saber que você gostou do meu blog. Muito obrigado pela visita e volte sempre. :-)

SJ disse...

Caro professor Adinalzir,

Poderia-me esclarecer umas dúvidas: se um país entrar em bancarrota e o banco for à falência, o que acontece ao dinheiro que temos depositado no banco? E se estivermos a pagar um empréstimo a esse banco, uma vez que esse banco foi à falência a divída fica paga?
Obrigado!

Prof. Adinalzir disse...

Prezado SJ

No caso do Brasil, se um banco entrar em falência e o país também, ocorre uma intervenção do Banco Central. Portanto, o dinheiro permanece garantido e as dívidas existentes ficam sob a guarda e responsabilidade desse mesmo Banco Central. Espero ter ajudado.

Muito obrigado pela visita!

Ticiana disse...

Gostei muito do seu blog. O senhor poderia me responder como é contabilidade na alemnha? tem algo novo sobre a contabilidade alema?

Prof. Adinalzir disse...

Prezada Ticiana

Respondendo a sua pergunta:

Creio que os links abaixo poderão ajudá-la a tirar todas as suas dúvidas:

http://www.gesbanha.pt/contab/caud_int.htm

http://www.gesbanha.pt/contab/contintt.htm

http://www.eac.fea.usp.br/cadernos/completos/cad21/evolucao.pdf

http://www.eac.fea.usp.br/eac/revista/info.asp?mostra=resumo&edicao=21&artigo=4

http://teoriascontabeis.blogspot.com/2009/09/escolas-de-contabilidade-alema.html

Valeu pela visita! :-)

Gleicy disse...

Queria saber... Quais os fatores que acarretaram a crise do caé na indurtrialização brasileira?

Prof. Adinalzir disse...

Olá, Gleicy

Os fatores que levaram a crise do café estão praticamente relacionados abaixo:

E ocorreram devido ao excesso de produção e a dificuldade para exportar. O próprio governo já não dava muito incentivo aos produtores e queria investir na industrialização, daí veio a crise de 1929 (Queda da Bolsa de Valores de Nova York), que de certa forma favoreceu a indústria, ocasionando a acumulação de capital advindas das exportações que foram mais tarde investidas na indústria.

Sem uma indústria sólida, o Brasil exportava apenas café e outros produtos agrícolas, como algodão, cacau e borracha.

Como não eram produtos essenciais para o consumidor – portanto, suas compras poderiam ser interrompidas a qualquer hora –, dizia-se que o país tinha uma "economia de sobremesa". A moeda forte obtida com essas exportações servia para pagar as importações de boa parte dos produtos industrializados consumidos pelos brasileiros. O aprofundamento da crise de 29, porém, provocou a redução das exportações do produto e a queda dos preços internacionais do café. Com isso, o déficit comercial do país cresceu rapidamente.

A crise também causou a interrupção do fluxo regular de capital estrangeiro para o Brasil. O dinheiro externo alimentava a economia brasileira desde os tempos do Império, e seu ingresso se intensificara entre a Proclamação da República, em 1889, e a posse de Vargas, em 1930 – período da história conhecido como República Velha.

A falta do dinheiro externo agravou ainda mais o déficit cambial brasileiro. A moeda nacional se desvalorizava rapidamente. O valor da libra esterlina, então a moeda mais usada no mundo, passou de 40 mil-réis, em 1929, para quase 60 mil-réis, em 1934. Com as exportações em queda e sem financiamento externo, o governo aumentou de forma brutal a emissão de moeda – e isso provocou alta da inflação.

De modo que a crise de 29 provocou uma queda recorde nas exportações de café e também um grave problema cambial nessa época.

É isso aí! Um grande abraço!

Anônimo disse...

Preciso de fazer uma revista de um trabalho de Historia, como se eu estivesse na epoca da Crise de 1929, entao precisao de entender como era os jornais revista da epoca,se eles tinham liberdade de empresa, como era a forma de governo ....
Deste ja agradeço!!
Stella Mares

Prof. Adinalzir disse...

Olá, Anônimo ou melhor Stella Mares

Sugiro que faça uma minuciosa pesquisa na Wikipédia. Lá você encontrará a maioria dos itens que precisa. Aí vai o link:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Grande_Depress%C3%A3o

Muito obrigado pela sua visita! :-)

juuhsermin disse...

Olá prof. Adinalzir, você poderia me ajudar ?
Eu gostaria de saber, (em relaçao a crise de 1929 ou a grande depressão) um pouco sobre o descompasso entre o crescimento dos salarios, e a superprodução.

Prof. Adinalzir disse...

Prezada Juuhsermin

Leia com atenção este texto que você irá entender:

"Com o fim da 1ª Guerra Mundial, os Estados Unidos da América se colocam na condição de primeira potência do globo, como o "celeiro mundial", abastecendo os mercados europeus, afetados pela guerra, além do seu próprio mercado interno.

Assiste-se na lavoura e nas indústrias americanas uma notável expansão, os bancos tornaram-se credores da reconstrução européia; a sociedade americana torna-se mundialmente respeitada e admirada. Ocorre nos anos 20 o período da "Grande Euforia".

Poucos percebem que a expansão, entretanto, tem como destino um abismo profundo: essa euforia desenfreada é o caminho para uma crise sem precedentes na história de todo o mundo capitalista e que irá explodir em 1929.

À medida em que a Europa se recupera dos efeitos da grande guerra (1ª guerra Mundial), reconstruindo fábricas, recuperando campos, gerando empregos, etc, fica menos dependente do dinheiro e dos produtos norte americanos. O ritmo acelerado da produção dos Estados Unidos, com a crescente redução do mercado europeu (e gradativa concorrência com o mesmo), gera um descompasso entre produção e consumo, fazendo-se notar uma superprodução no país, sem consumidores.

A solução é, durante os anos 20, recorrer à necessária redução da produção, o que leva ao desemprego. A escala crescente de desemprego desestimula ainda mais a produção, pois diminui o poder aquisitivo médio da população.

Em 1929, fazendas e fábricas, sem condições de sobreviver, face ao restrito mercado consumidor, vão à falência, ampliando para milhões o número de desempregados. Bancos credores perdem seus capitais investidos no processo produtivo e também falem (o número de falências no sistema bancário norte americano chega ao impressionante número de 5 mil bancos). Essa situação de ruína conduz à quebra da Bolsa de valores de Nova York, em outubro de 1929.

A crise se torna mundial porque as filiais de bancos e indústrias americanas quebram em diversas partes do mundo e a instabilidade leva os governos a se precaverem, adotando uma postura protecionista nos anos 30, através da elevação das taxas alfandegárias e contenção dos gastos com importações. Assim, a redução do comércio internacional é uma das características do período da Grande Depressão, que o mundo capitalista assiste na década de 30.

Essa situação atinge também as nações periféricas, dependentes das compras das grandes potências, sobretudo de produtos primários, agora sem condições de efetuá-las.

No Brasil, a cafeicultura é drasticamente afetada, pois o café, único grande produto nacional não é mais comprado pelos Estados Unidos. Os cafeicultores, detentores inclusive do poder político, perdem muito de sua força econômica, o que abala substancialmente também seu prestígio político, possibilitando a Revolução de 30 que faz emergir novas forças no cenário político nacional.

Apenas a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas não é afetada pela crise por não possuir vínculo com o mundo capitalista."

Abraços, :-)

Giovana disse...

Olá quais as diferença entre a crise de 1929 com a de 2007 e o que a politica economica do governo poderia ter feito para evita-las???

Prof. Adinalzir disse...

Prezada Giovana

Sugiro que você faça uma leitura minuciosa no link abaixo. Nele você encontrará as respostas para o que precisa.
http://ascrisesde1929ede2009.blogspot.com/

Abraços e muito obrigado pela visita!

Rafael disse...

É verdade que o Brasil foi credor dos EUA durante a crise de 29? Caso isso seja verdade, como foi saldado este débito?

Prof. Adinalzir disse...

Prezado Rafael

Confesso que isso para mim isso é uma novidade. Só sei que com a crise iniciada nos EUA afetando a economia do país, o pagamento da dívida foi suspenso em 1931 por decisão unilateral do Brasil.

Em 1934 a Assembléia Nacional Constituinte passou a investigar o endividamento brasileiro, que chegava a 237 milhões de libras esterlinas e já estava documentado de forma detalhada pelo ministro Oswaldo Aranha. O ministro não era um crítico dos empréstimos do exterior, nem defendia o não-pagamento da dívida.

Depois de viver por alguns anos nos EUA, defendia um estreitamento das relações do Brasil com aquele país, em detrimento dos interesses ingleses, que eram então nossos maiores credores. Condenava apenas a forma pela qual os empréstimos tinham sido aproveitados, não em obras públicas, como achava que deveria ter ocorrido. Pensava ainda que o país deveria parar de tomar emprestado para pagar empréstimos e deveria pagar com seus próprios recursos.

Portanto... é só isso que eu posso responder.

Valeu pela visita!

Tatiana disse...

Urgente !!!

olá prof. Adinalzir será que vc poderia me responder como o Brasil se recuperou da crise de 1929???

Desde ja agradeço.

Prof. Adinalzir disse...

Prezada Tatiana

Os efeitos dessa crise no Brasil, fizeram com que muitos dos nossos agricultores passassem a investir dinheiro na manufatura, iniciando a industrialização no nosso país.

Esse processo ganhou força com a perda do poder político dos cafeicultores paulistas. O que fortaleceu ainda mais a vitoriosa Revolução de 30 e a chegada de Getúlio Vargas ao poder.

A partir dai, esse processo de industrialização, com as suas diversas tentativas de erros e acertos, não parou mais até os nossos dias.

É isso aí. Abraços e volte sempre!

Cássia disse...

bom profº amei seu blog ,muito bom .
Goataria q o senhor mandasse um link
onde eu possa saber exatamente tudoo sobre a crise de 1929 !
se puder por favor me ajude !

desde já agradeço a sua atenção !
bjss

Prof. Adinalzir disse...

Oi, Cássia
Um link que você pode pesquisar é esse, muito bom. http://pt.wikipedia.org/wiki/Grande_Depress%C3%A3o
Valeu pela visita! :)

Cássia disse...

ah profº muitíssimo obg viu !
sucessos
beijão!

Prof. Adinalzir disse...

Valeu, Cássia!
Volte quando precisar. Abraços e um ótimo Natal!

Anônimo disse...

vc poderia explicar como o surgimento da crise na europa contribuio para o desenvolviento da crise de 1929?e como os estados unidos e o brasil procuraram encontrar saídas para crise 1929

Prof. Adinalzir disse...

Prezado Anônimo
Um bom link para saber mais sobre os efeitos da crise de 1929 na Europa e nos EUA é esse: http://eduquenet.net/criseeconomica29.htm
Quanto aos efeitos dessa crise no Brasil. Os Estados Unidos eram o maior comprador do café brasileiro. Com a crise, a importação deste produto diminuiu bastante e os preços do café brasileiro caíram. Para que não houvesse uma desvalorização excessiva, o governo brasileiro comprou e queimou toneladas de café. Desta forma, diminuiu a oferta, conseguindo manter o preço do principal produto brasileiro da época. Por outro lado, este fato trouxe algo positivo para a economia brasileira. Com a crise do café, muitos cafeicultores começaram a investir no setor industrial, alavancando a indústria brasileira.
Espero ter ajudado.
Abraços!

Marcos disse...

Adorei o blog Prof. Adinalzir, ajudou mt. Abraços

Prof. Adinalzir disse...

Valeu, Marcos!
Agradeço pela visita. Volte sempre!
Abraços! :-)

Anônimo disse...

Olá, vc poderia me responder uma dúvida?

Qual a relação do super homem com a a Grande Depressão de 1929 nos EUA?

Obrigado

Prof. Adinalzir disse...

Caro Anônimo
Para responder a sua pergunta, leia com atenção o texto abaixo:

O Super-Homem foi criado em 1938, daí pode-se afirmar que cumpriu perfeitamente o papel de fortalecer a auto-estima da sociedade norte-americana abalada pela crise econômica de 1929.

Nos Estados Unidos, a crise de 1929 promoveu uma demanda imaginária pelo herói, do lado do público, e a necessidade de se destacar a proeminência dos norte-americanos (e também a de outros países, que também produziram seus heróis, devido ao acirramento da competição interimperialista e a ameaça de guerra. Assim, a aventura apresenta o "desejo de evasão" e de "heróis positivos" e coloca a necessidade de "novos modelos" para inspirar a ação humana (Bibe-Luyten, 1987, p. 26).

A necessidade do herói, enquanto figura compensadora imaginária, vem acompanhada, ao lado da produção de HQ, de um tipo específico de herói: o colonizador. Isto corresponde à nova política externa norte-americana.

A crise de 1929 contribuiu com a elaboração desta nova política.

A aparência física do herói norte-americano. "Em primeiro lugar, deve ter um corpo perfeito, uma musculatura impecável, tão mostrada quanto possível. E uma fisionomia aberta e simpática em que se reconhece o protótipo do americano – tal como sonha ser -, de nariz curto, maxilares quadrados (símbolo de decisão) e, por vezes, um vinco delicado no queixo. Isto corresponde de tal maneira à verdade que os criadores europeus o talharão pelo mesmo padrão. Em resumo, é do tipo ariano..." (Marny, 1970, p. 124).

Nos Estados Unidos, a crise de 1929 promoveu uma demanda imaginária pelo herói, do lado do público, e a necessidade de se destacar a proeminência dos norte-americanos (e também a de outros países, que também produziram seus heróis, como veremos adiante), devido ao acirramento da competição interimperialista e a ameaça de guerra. Assim, a aventura apresenta o "desejo de evasão" e de "heróis positivos" e coloca a necessidade de "novos modelos" para inspirar a ação humana (Bibe-Luyten, 1987, p. 26). A crise de 1929 produz a demanda imaginária pelo herói: "é como se os heróis envolvidos nas histórias compensassem as perturbações e a insegurança da triste realidade e todos resolvessem fugir para lugares desconhecidos" (Bibe-Luyten, 1987, p. 26).

A necessidade do herói, enquanto figura compensadora imaginária, vem acompanhada, ao lado da produção de HQ, de um tipo específico de herói: o colonizador. Isto corresponde à nova política externa norte-americana. A crise de 1929 contribuiu com a elaboração desta nova política.

Desta forma, os EUA passaram a se posicionar como os representantes da ordem mundial, possuindo um papel "civilizador". O papel proeminente assumido pelo Estado capitalista neste período (keynesianismo) é a expressão de um salvador e ordenador de uma sociedade em crise (Dorfman & Jofre, 1978), que também reforça a idéia de que a ordem abalada deve ser restabelecida e, no mundo dos quadrinhos, isto cabe ao herói, o substituto do Estado, o responsável pela ordem e pela justiça.

Em 1929, aparece, nos EUA, Tarzan e Buck Rogers. Nos anos seguintes vão surgindo novos heróis: Príncipe Valente, Dick Tracy, Flash Gordon, Zorro (Cowboy), Mandrake, Fantasma, Super-Homem, entre outros.

Valeu pela visita e boa sorte!

Anônimo disse...

Como a crise de 1929 afeta o mundo?

Anônimo disse...

Que pais ficou ileso da crise de 1929? Po que?

Prof. Adinalzir disse...

Prezado Anônimo
Sugiro que você faça uma leitura minuciosa nos vários comentários colocados aqui no post. Eu garanto que você vai encontrar a resposta para as suas perguntas.
Fico grato pela visita! :-)

Anônimo disse...

Qual o impacto da Grande Depressão sobre a economia, a política e a sociedade Brasileira?

Anônimo disse...

Qual a politica adotada para com bater o impacto da grande depressão na economia brasileira? Urgente.

Anônimo disse...

Francisco Cavalcante,
professor Adinalzir
quais as transformações da Economia Brasileira no período Pós-II Guerra Mundial.

Prof. Adinalzir disse...

Prezado Anônimo
Sugiro que você faça uma leitura minuciosa nos vários comentários colocados aqui no post. Eu garanto que você vai encontrar a resposta para todas as suas perguntas.
Fico grato pela visita! :-)

Prof. Adinalzir disse...

Caro Anônimo? (Francisco Cavalcante)
Sugiro que você faça uma pesquisa minuciosa no link abaixo.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_industrializa%C3%A7%C3%A3o_no_Brasil
A leitura sempre foi um grande fator para o bom aprendizado.
Abraços e muito obrigado pela visita!

Clerton disse...

professor voc
êpoderia me falar da violência durante a crise de 1929? obrigado

Prof. Adinalzir disse...

Prezado Clerton
A violência durante a crise de 1929, foi tudo aquilo que o sistema capitalista foi capaz de trazer de ruim a todos os países que foram afetados pela crise econômica que atingiu o mundo daquela época. Violência essa que foi a pobreza e o desemprego, e que também fez gerar outros tipos de violência, iguais as que vemos hoje.
Valeu pela visita!

Naiara disse...

Tendo em vista a Grande Depressão de 1929, quais os efeitos, para a economia e para as finanças públicas do Brasil, do ‘socorro’ prestado pelo governo nacional aos cafeicultores na época da crise? Quais efeitos desse ‘ato de benevolência’ nós vivemos até o presente?

Prof. Adinalzir disse...

Prezada Naiara
Os efeitos do socorro do governo aos cafeicultores surtiram um efeito pequeno, mas mesmo assim muitos se recuperaram e outros entraram em crise, já que naquele momento, o mundo e o Brasil estavam em mudança. Quanto aos efeitos desse ato de benevolência nos dias atuais, é impossível de perceber. Mas mesmo assim, esse tipo de ação por parte do governo existe até os nossos dias.
Fico grato pela visita!

Anônimo disse...

eu queria saber as razoes e efeitos da Grande depressao de 1929 no mundo capitalista me ajuuda?

ASS:Dayane

Prof. Adinalzir disse...

Prezada Dayane
As razões e os efeitos da Grande Depressão de 1929, você poderá encontrar nas várias respostas que foram dadas por mim aqui no post. Basta você ler e procurar.
Valeu pela visita!

maria disse...

Preciso de um breve resumo, sobre a crise de 1929 e seus reflexos na economia mundial!!Pois ja li e reli e n consigo chegar a uma conclusão! obrigado se o senhor me poder ajudar!

Anônimo disse...

Professor, eu sou estudante de Humanidades da Universidade Federal dos Vales do Jequinhonha e Mucuri, sobre a pergunda da Laryssa que o senhor esclareceu brilhantemente. Eu gostaria de saber se você não acha também que o fato do Brasil ser de origem colônial de exploração e no inicio da fase de industrialização ser de economia primario exportador e depender de interesses externos para crescer economicamente, também não seria umas da causas do brasil ter sua industrialização atrasada e hoje também não ser uma POTÊNCIA ECONOMICA?

Anônimo disse...

Esqueci de me identificar: THULIO SANTOS 3º Período de Bhu/UFVJM

Prof. Adinalzir disse...

Prezada Maria
Sugiro que você leia o texto e as respostas que eu já dei nesta página. Com certeza, você encontrará aquilo que precisa.
Abraços!

Prof. Adinalzir disse...

Prezado Thulio Santos
Com relação a sua observação, você está corretíssimo. O fato do Brasil ter sido uma colônia de exploração influenciou e muito a nossa economia.

Duda disse...

Qual é a relaçaõ da crise de 1929 e o surgimento dos governos totalitario na decada de 1930 na europa???
Gradecida desde já..me ajudee.

Prof. Adinalzir disse...

Prezada Duda

A crise de 29 decorreu de um excesso de liquidez nos mercados de ações, ou seja, todo mundo queria realizar lucros, pois o pessoal achava que alguma coisa estava errada e perderam a confiança no mercado. Resultado, tudo virou pó e a economia americana foi a breca.

A primeira guerra mundial havia terminado (1919 a 1927), a economia da europa estava no fundo do poço, estavam matando cachorro a grito para fazer churrasquinho, rsrs.

A Liga das Nações (espécie de ONU primitiva) havia imposto a Alemanha e aos perdedores da Primeira Guerra uma humilhante proibição de ter exércitos, além da obrigação de indenizar os países vencedores e outras coisas mais.

A república de Weimar estava um caco, a inflação era assustadora.

Naquela época os conceitos de democracia que hoje são banaispara nós, ainda não estavam totalmente consolidados na Europa.

A Revolução Bolchevique na Rússia em 1917, detonou com o o imperador Nicolau II (acho que é esse nome) e o demônio do Josef Stálin estava matando a rodo.

Na Itália e na Alemanha, as repúblicas que estavam caindo aos pedaços, viram surgir discursos ultra nacionalistas, para combater as idéias comunistas, além de prometer levantar a moral dos países.

Hitler e o bobão do Mussolini assumiram o comando pelo voto (o Mussolini) mas mudaram as leis para terem poderes totais (O mesmo que o Chavez venezuelano está fazendo. Será que copiou daqueles dois?)

Conclusão: O comunismo estava dando o maior pavor na Europa, todo mundo estava prá lá de Marraquesh, sem grana, as instituições da república não conseguiam mudar o estado de coisas. O discurso ultrana-cionalista, e no caso da Alemanha contra os judeus e estrangeiros ganhou força e levou vantagem.
Bem ... o resto nós já sabemos.

Valeu pela visita!

Andreia disse...

Bom dia!!!
Prof. Adinalzir,
Parabéns pelo blog,muito bom...

você pode me exclarecer,Quais os fatos marcantes e relevantes da revolução de 1929.

Prof. Adinalzir disse...

Prezada Andreia
Você não formulou muito bem a sua pergunta. Sugiro que pesquise nas respostas dadas aos meus visitantes. Abraços e grato pela visita!

camila disse...

eu gostaria de saber as diferencas entre as duas crises e que faltou por parte dos governos em suas politicas para evita-las.

Prof. Adinalzir disse...

Prezada Camila
A resposta a sua pergunta é a mesma que eu dei para a leitora Neusa. Peço que leia o que respondi a ela. Abraços e volte sempre!

Anônimo disse...

ola sou daniele.. Gostaria de saber quais as caracteristicas principais da grande depressão??

Obrigada :D

Prof. Adinalzir disse...

Olá, Daniele

Nas primeiras décadas do século XX, os EUA passavam por uma fase de grande crescimento econômico, alavancando a economia do mundo inteiro. Contudo, os Estados Unidos começaram a encontrar sérias dificuldades econômicas a partir de 1925, devido, principalmente, ao fato dos salários não terem acompanhado o aumento da produção. Assim, havia muitos produtos, porém não havia quem comprasse, pois os salários eram pequenos e os empregos foram reduzidos, gerando assim, uma superprodução e uma crise no sistema econômico.

Os agricultores passaram a pegar empréstimos para armazenar seus produtos, não davam conta de pagar e perdiam suas terras. As indústrias, sem consumidores, foram obrigadas a reduzir sua produção e demitir milhares de funcionários. Obviamente toda essa crise chegou ao mercado de ações, ocasionando o “crash” (quebra), pois o preço de suas ações caia constantemente. Assim, diversos bancos, seguradoras, indústrias, foram a falência, provocando o desemprego de mais de 12 milhões de norte-americanos.

A crise afetou o mundo todo. Se os EUA, que eram os principais consumidores de inúmeros produtos no mundo inteiro, estavam passando por problemas financeiros enormes, não haveria mais quem comprasse tais produtos, desencadeando a diminuição da produção e o desemprego em todo o mundo.

A solução para a crise foi a mudança na política econômica americana empregada pelo presidente eleito Franklin Roosevelt. Roosevelt propôs que o Estado deveria atuar e reger a economia, contrariando a idéia do liberalismo econômico. Assim, após a criação de grandes obras de infra-estrutura, salário-desemprego, assistência aos trabalhadores, concessão de empréstimos, os Estados Unidos conseguiram retomar seu crescimento econômico gradativamente.

É isso aí. Um bom estudo!

Anônimo disse...

"daiele dinovu"....

Obrigada professora :D ... me ajudou bastante.

Prof. Adinalzir disse...

Oi, Daiele
Muito obrigada pela visita.
Abraços e volte sempre!

Anônimo disse...

eu queria sabe os acontecimentos politicos no brasil no periodo da crise de 1929 .

Victória M. disse...

- Qual as consequências da depressão de 1929 para a economia mundial ?

Obrigada !

Gilcimar disse...

Boa noite,

Olá você poderia me ajudar. Preciso saber a respeito das crises.

P. As crises econômicas de 1929 e 2007 foram eventos primordiais para as mudanças de comportamento do estado. Como essas duas crises abalaram as estruturas institucionais do estado?

F.P.E disse...

QUAIS OS PARTIDOS QUE CRESCERAM EM TODA EUROPA ?

Maximals disse...

Professor, gostaria de saber de saber quais pontos que favoreceu a eclosão da crise de 1929 new york?

Maximals disse...

Professor, Gostaria de sabe quais pontos que favoreceu a eclosão de 1929 em new york

Anônimo disse...

Gostaria de sabe, quais pontos favoreceu a eclosão em new york

Maximals disse...

Professor, gostaria de saber de saber quais pontos que favoreceu a eclosão da crise de 1929 new york?

Maximals disse...

Professor, gostaria de saber de saber quais pontos que favoreceu a eclosão da crise de 1929 new york?

Anônimo disse...

A crise de 1929 teve como consequência principal e mais notória a eclosão da 2a Guerra Mindial, pelos fatores a seguir:
- após a primeira guerra mundial a Europa estava devastada, pois a Guerra se travara naquele continente e muitos homens em idade produtiva haviam morrido. Esta foi uma excelente oportunidade para os EUA que desenvolveram fornecendo produtos de toda ordem para a Europa, atrelando as duas economias com vantagens para os estadunidenses.
- os acordos de paz após a 1a GM foram extremamente humilhantes para os vencidos, em particular os Alemães e até para alianos como os italianos que não tiveram seus interesses atendidos (por isso a Itália mudou de lado na 2a GM).
- quando a Europa começou a recuperar-se e os EUA não reduziram os ritmo de produção da guerra, ocorreu acumulo de esctoque , visto que aquele continente não mais comprava com tanta voracidade.
- aliado a isso, a liberdade econômica dos EUA favoreceu a especulação na bolsa provocado um aumento artificial ao preço das ações da empresas. Quando a bolha estourou , que tinha dinheiro na Europa quis trazer de volta e países como a Alemanhã sofreram grandes perdas.
- o sofrimento da Alemanhã, Itália e outros países europeeus favoreceu o surgimento de líderes que eram contrários à ordem estabelecida por governos democráticos, daí surgiram o Nazismo e o Facismo , cujas figuras ilustres foram Adolf Hitler e Benito Mussolini.

Anônimo disse...

Quanto a pergunta sobre porque o EUA são potência e o Brasil não, eu tenho uma opinião explico:

1.quanto aos EUA: as 13 colônias eram uma faixa de terra com litoral para o oceano Atlântico e pertencente à Inglaterra. Possuia terras férteis e com clima tropical a Sul (semelhante o Brasil) e à norte (hoje é o NE dos EUA - NY por exemplo)terras com clima mais frio. As terras do sul favoreciam a produção de artigos que interessavam aos ingleses por complementar sua produção interna, mas à norte a produção não eram interessante, visto que os cilma eram semelhantes e consequentemente os produtos da Inglaterra e dos EUA eram semelhantes, ou seja, não havia , COMPLEMENTARIEDADE.Este desinteresse inglês deu liberdade aos colonos do norte desenvolverem sua agricultira de forma diversificada e voltada para o consumo interno, além de desenvolverem outras atividades econômicas, O QUE NÃO OCORREU NO BRASIL COLONIAL.

Outro aspecto importante foi que os colonos que para lá foram , não queriam enriquecer e voltar para a Inglaterra, e sim queria ficar e desenvolver sua nova terra, visto que haviam sido expulsos ou compelidos a deixar a Europa principalmente por questões religiosas (lembra que estava havendo muitas guerras religiosas enre católicos, protestantes, calvinistas, etc). A colonização foi basicamente de povoamento, diferentemente do Brasil que foi de exploração.

Com a expansão e evolução norte americana, notou-se o deslocamento para oeste (marcha para o oeste)em busca de mais terras, materia-prima, minerais,saída para o Pacífico etc. Esse aumento territorial se deu por compra de territórios (como a Luisiana) , guerras e anexações (como o Texas. Foi muito importante nesta fase o desenvolvimento da infra-estrutura de base com surgimento de ferrovias e aquavias que favoreceram o deslocamento da produção e de pessoas para as diversas regiões do país. No Brasil esta infra-estrutura era completamente deficiente pq não visava atender a interesses do Brasil, como nação e sim visava ao escoamento de produtos para os portos e deste para a Europa.

2.quanto ao Brasil: aqui o clima favoreceu uma agricultura monocultore de exportação de produtos de grande valor na Europa , pois os climas e tipos de solo eram bem diferentes. Todos os produtos caros trazidos das Índias orientais poderiam ser produzidos aqui, nas Índias ocidentais. As pessoas que para cá vieram não estavam interessadas em desenvolver o local e sim explora-lo, pois essa era a missão dada pelo governo Português. O exclusivo colonial aplicado aqui , bloqueou o desenvolvimento por muitos anos, pois o sistema colonial aqui desenvolvido era ferramenta importante do mercantilismo vigente na Europa, ou seja , quanto mais bens acumulados , mais rico era o país.O Brasil "eram um grande produtor a baixo custo do que Portugal precisava e grande comprador a alto custo do que ele não queria mais".A mentalidade de acúmulo e enriquecimento individual e da manutenção das grandes famílias, se manteve até os dias atuais, passando pelos gardes produtores de açucar, depois os de café, depois os industriais e esses, apoiados pelo poder financeiros sempre estavam envolvidos com a política, pois precisavam atuar em benefício próprio nas decisões da nação para garantir os lucros de suas empresas.

Bianca disse...

Boa noite professor.
Preciso muito de sua ajuda, durante uma pesquisa sobre a crise de 29 que estava fazendo, achei interessante a participação de artistas na época da crise, como por exemplo o filme do Charles Chaplin - Tempos Modernos, porém nos textos em que li, os artistas não tem sido citados. Você tem conhecimento sobre algum artista ou até mesmo um movimento cultural que tenha criticado a grande depressão? Achei o assunto complicado mas gostei muito, por favor me ajude com o que puder.

tatiana disse...

Quero saber o q foi as consequencias da crise de 1929 e a bibliografia e a conclusão ???????
Alguem me responde por favor urgente

LARISSA disse...

OI PROFESSOR. GOSTARIA DE SABER A DIFERENÇA ENTRE A CRISE DE 1929 E O REGIME TOTALITARIO?

fernanda disse...

Prof.. Depois da crise de 29 que afetou todos os países, inclusive o Brasil, nos dias de hoje como as crises externas pode afetar o Brasil

Anônimo disse...

Professor de maneira genérica e, respeitando as suas devidas particularidades, explique a seguinte afirmativa: "O modelo socialista salvou o capitalismo na década de 1930".
Poderia me ajudar??

C.O' disse...

Olá, gostaria de esclarecer uma dúvida, pois li em outros sites que um dos motivos que levaram a crise foi justamente o fato de que a Europa começava a se recuperar e não dependia tanto dos produtos importados dos EUA, mas mesmo assim, pelo que li aqui, a crise afetou a Europa por conta de sua dependência da economia norte americana. Gostaria que o senhor esclarecesse um pouco mais essa relação que sucedeu ás consequências no resto do mundo. Obrigada =)

C.O' disse...

Olá, gostaria de esclarecer uma dúvida, pois li em outros sites que um dos motivos que levaram a crise foi justamente o fato de que a Europa começava a se recuperar e não dependia tanto dos produtos importados dos EUA, mas mesmo assim, pelo que li aqui, a crise afetou a Europa por conta de sua dependência da economia norte americana. Gostaria que o senhor esclarecesse um pouco mais essa relação que sucedeu ás consequências no resto do mundo. Obrigada =)

seila.com disse...

Gostaria de saber como ficou a Europa
na crise de 1929

seila.com disse...

Gostaria de saber como ficou a Europa
na crise de 1929

Isabelle disse...

Gostaria de saber o reflexo da crise no mundo e no Brasil (crise de 1929);
a exportação do "modo" de vida norte-americano e os reflexos econômicos após a primeira guerra (crise de 1929 também).

Obrigada,

Isabelle

MATUSALENE disse...

PROF. ADINALZIR,
BOM DIA!
O SR. É UM "EXCELENTE" SE TODOS OS PROFESSORES SOUBESSEM SE EXPRESSAR COMO O SR., CERTAMENTE TERÍAMOS SEM A MENOR DUVIDA UMA EDUCAÇÃO BEM MELHOR.
~E UMA PENA, QUE PROFESSOR COMO O SR. SÃO RAROS OU MELHOR QUASE EM EXTINÇÃO.
DEUS O ILUMINE SEMPRE!

pedrotcalil disse...

porque o governo americano deixou a crise estourar?

Anônimo disse...

Vc poderia me exclarecer uma duvida: os acontecimentos que antecederam a grande depresao?

Joana Lima disse...

vc poderia me esclarecer uma dúvida: Quais foram as condições que favoreceram o processo de industrialização no Brasil, os recursos de capital e o papel do Estado nesse processo? Grata desde já.

Joana Lima disse...

Vc poderia me esclarecer uma dúvida: quais foram as condições que favoreceram o processo de industrialização no Brasil, os recursos de capital disponíveis e o papel do Estado nesse processo? Grata desde já.

Anônimo disse...

Meu nome é Gabriel,

Professor, poderia me falar o que a reforma protestante, a revolução francesa e a grande depressão contribuiram para as transformações do ESTADO atual, a nivel mundial.

obrigado

Anônimo disse...

quais foram os fatores que levaram a crise no comercio cafeeiro urgente

Angélica disse...

Gostaria de saber que outros impactos além do desemprego, a crise de 1929 causou na população americana?

Anônimo disse...

como a crise afetou a frança, inglaterra, alemanha e itália? só os efeitos, não precisa ser um texto muito grande explicando tudo o que aconteceu, apenas os efeitos, nada muito complexo. Muito obrigada

Anônimo disse...

Sobre o sub-desenvolvimento brasileiro, permita-me pontuar:

1. Confusão entre liberdade necessária na anti-ditadura e o comunismo/marxismo;

2. Confusão entre liberdade econômica e de Estado e ortodoxia religiosa;

3. Confusão entre liberdade e responsabilidade;

4. Baixo padrão ético e moral do povo brasileiro, individual e coletivamente considerado;

5. Absoluta carência de cultura conservadora e liberal e representação política destas duas vertentes no Congresso, no Executivo e no Judiciário, ambas responsáveis pelo desenvolvimento econômico e cultural de EUA e Inglaterra.

Anônimo disse...

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Anônimo disse...

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Greice disse...

oii....
gostaria de saber se a crise de 1929 e a mesma que a primeira crise da Europa??

Anônimo disse...

Oii...
gostaria de saber pq a crise de 1929 foi resultado da grande expansão económica vivida pelos estados unidos em 1920

Anônimo disse...

vc poderia me dizer de que maneira a crise 1929 auxiliou o desenvolvimento industrial da america?

Jaffer disse...

Qual relação pode ser estabelecida entre a crise de 1929 e a emergencia do nazismo na Alemanha ?

Jaffer disse...

Qual relação pode ser estabelecida entre a crise de 1929 e a emergência do nazismo na Alemanha ?

Franciele disse...

Qual foi a única nação a não ser afetada pela crise?

Franciele disse...

Qual foi a única nação a não ser afetada pela crise?

Franciele disse...

Qual foi a única nação a não ser afetada pela crise?

Vithoria Nunes disse...

Olá , gostaria de saber a crise de 1929 e nazi fascismo , causas e consequências da Segunda Guerra Mundial . Obrigada .

Vithoria Nunes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Míriam disse...

Professor, quais as soluções encontradas depois das principais crises do café em 1930? Obrigada

Anônimo disse...

Queria saber o que poderia ser feito para que a crise fosse evitada

Anônimo disse...

Olá! Boa tarde.

Gostaria de saber no que a grande depressão influenciou a América latina?

Anônimo disse...

porra texto maior que o cu da mae de quem escreveu tomar no cu caralho filhos da puta seus arrombados seus merdas vai todo mundo se fuder caralho...

Daiane Martins disse...

Por que durante 40 anos após a Grande Depressão, os Estados Unidos não tiveram uma crise financeira sequer.

Daiane
Me ajudaaa a entender?

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